2020: um alerta!

Não há dúvidas de que 2020 foi um ano pra lá de conturbado e desafiador. Estivemos e ainda estamos diante de algo extremamente devastador e fora de controle. Muito embora se diga que todas(os) tenham sido pegos de “surpresa”, a verdade é que há tempos, diversos estudiosos já alertavam para o surgimento de doenças e até mesmo retorno de outras que já haviam sido “erradicadas”. Mas infelizmente os alertas foram ignorados e a vida prosseguiu com seu “normal”. 

Embora ainda não se tenha uma confirmação cientifica sobre o surgimento e o início da contaminação do novo coronavírus, sabemos que os maus hábitos de vida, as práticas insanas e irresponsáveis que os seres humanos adotam, desde o micro até o macro, afetam todo o ecossistema, acarretando num desequilíbrio em cadeia. Esse conjunto de acontecimentos “inesperados”, que afetam todos os organismos habitantes deste ecossistema, são consequências desses atos irresponsáveis. Portanto, a COVID-19 é um problema que ainda não está solucionado e pode ser apenas a ponto do Iceberg.

Mas o que pode ser mais grave que a doença, são as atitudes genocidas tomadas por aquele que dizem ser o líder da nação… 

Que os chefes de Estado são meros administradores da barbárie, isso não é novidade (pelo menos não deveria ser). No entanto, além deste papel, que ele desempenha muito bem, por sinal, o total abandono a situação de calamidade vivida pela população, principalmente do ponto de vista de saúde pública, é desumano. Não que já não fosse esperado tais atitudes, visto se tratar de um governo comprometido com o genocídio e o ecocídio, mas é de estarrecer qualquer ser de sã consciência, que uma pessoa em plena pandemia mundial, desrespeite abertamente e incentive a desrespeitar, as medidas determinadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para conter a disseminação do vírus. Andar sem máscara; em aglomeração; troca-troca de Ministro da Saúde; ataque descabido à ciência; incentivar o uso de medicamento sem comprovação de sua eficácia; rir dos quase 178.995 mortos pela doença; ser descrente à vacina, dentre outros absurdos.

Essa pandemia nos deixou algo muito claro. Nem o mercado e nem o Estado, estão sendo capazes de barrar a crise humanitária, econômica e ecológica. Muito pelo contrário, a própria ONU admitiu que estamos prestes a presenciar uma das piores crises humanitárias da história. Tal alerta deve ser levado muito a sério e é mais um motivo para se afirmar que, enquanto permanecermos vivendo nesse tipo de relação social, destrutiva e autodestrutiva, a vida, em todos os seus aspectos, estará em constante ameaça.

Que neste fim de ano façamos esta reflexão. O momento pode nos parecer desesperador e sem saída, mas na verdade, isto pode ser o estopim para a ruptura com a velha vida e a tomada de consciência para a transformação social.

 

Por Dalila Martins

Dalila Martins

Maria Dalila Martins Leão é Eng. Agrônoma pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente é Mestranda em Agronomia/Fitotecnia pela mesma instituição. Amante da natureza e entusiasta na luta pela Emancipação Humana e Ambiental!

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