2019 com o pé no acelerador e o olho no mercado, por Jana

Nem parece que já faz três anos que nos livramos da esquerda radical populista, depois de dar um golpe mortal nos esquemas institucionalizados da mais alta e refinada corrupção, graças à operação Lava Jato e seu extraordinário e ousado comandante. Nem parece que também já fizemos as duas reformas fundamentais: a reforma trabalhista e a reforma fiscal. Sim, o trabalhador está mais livre e o empregador mais leve para contratar. E os gastos dos governos foram engessados por 20 anos, pondo fim à farra com o dinheiro público, feita com o pouco acreditado discurso das políticas sociais. O problema é que o buraco é mais embaixo, e os três anos passaram ligeiro.

Agora, estamos diante da perspectiva da mudança com o presidente legal e legitimamente eleito. Não há nenhuma sombra de dúvida de que o mercado vai prevalecer. Vamos ter um tempo de mercados livres, sem interferência estatal desnecessária, ineficiente e onerosa. Deixemos que a lei da oferta e da procura faça seu papel. O povo brasileiro será muito rapidamente aliviado do peso de carregar os elefantes brancos estatais. É preciso botar a Petrobrás nos trilhos e diminuir seu tamanho e concentrar seu foco na busca de petróleo. O caso da Eletrobrás é de privatização mesmo – se entregar de graça já é lucro.

As transações feitas com a Vale e a Embraer, assim como os leilões do pré-sal, recolocam o Brasil no foco dos investidores externos. A máquina pública está mais leve e mais ágil e ficará ainda mais. Sim, porque o novo presidente da República tem ideias e sua equipe é criativa e muito bem articulada. E que venham mais reformas e mais privatizações.

É preciso confiar, o tempo da desconfiança já passou. Chega de tratar o mercado e os negócios como se fossem instituições e transações suspeitas. Isso ficou para trás. A imprensa precisa cumprir seu papel de dar oxigênio ao otimismo de consumidores, investidores e, principalmente, de empreendedores e trabalhadores.

Otimismo é a partir de agora (e por um bom tempo) o único oxigênio de que o país vai dispor. O mercado funciona muito melhor com ele. É do mercado que podemos esperar, agora depende dele, ou seja, depende de nós, não do governo.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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