Vamos parar de cair este ano e no próximo voltamos a crescer? por Haroldo Araújo

A eleição da Presidente Dilma se deu com resultado apertadíssimo em torno dos 50% mais alguma coisa e seu opositor também perdeu próximo dos 50% menos alguma coisa. Imagine se o discurso de dizer a verdade elegeria alguém? Sim, mas também não precisava faltar com a verdade dos fatos. Essa recessão que parece não acabar mais tem um fator inesperado, que é o fator da resiliência de nosso povo.

Qual é a participação do povo nas ruas e no processo de recuperação da economia? Nas ruas está o nosso povo desde 2013 e no processo de recuperação está na capacidade de entender que não se corrige inflação de dois dígitos da noite para o dia. Em outubro completamos dois anos de absoluta volatilidade.

Ameaças externas e internas também! Haja coração e vontade de um povo bravo e daqui por diante nunca mais acreditará em promessas vãs. Voltando à questão econômica, percebemos que o atual governo se aproxima dos 3 meses de outro desafio que é a instabilidade criada com a não desistência de quem já devia saber que Impeachment não tem volta. Foram então meses de uma severa crise que envolveu as “Finanças da Nação” com um orçamento fictício e déficit crescente.

De fora vinha a constante ameaça do governo americano que espreita a sua própria recuperação e a do resto do mundo que via de regra lhes traz algum abalo. Vejam caros leitores que os EUA detém a máquina de fabricar a moeda de reserva de meio mundo de grandes nações e assim que deve ficar na espreita somos nós acerca de sua decisão de aumentar os juros por lá.

Fora disso, fora de uma discussão que já dura anos, nós precisamos fazer o dever de casa. Já é hora de os poderes constituídos se darem as mãos em uma discussão em favor de inadiável arrumação dessas desarrumadas Finanças Públicas. Evidente que tal arrumação precisa de tempo, senão incorreríamos na chamada austeridade suicida. Estaríamos jogando fora a água do banho com a criança dentro.

Não conheço recuperação de economias com juros altos, mas também não conhecemos queda de inflação com juros baixos. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come! E o que fazer? Vamos comendo pelas beiradas. Como? Os juros não caem já, mas ao final deste ano haverá uma pequena redução e isso permitirá a volta do crescimento no ano seguinte em 2017.

É pouco? Não, não é pouco. Já é muito para quem desesperadamente lutava para mudar os rumos de uma nação. Já percebo que há muita luz ao fim deste ano e no próximo já nos distanciaremos de uma previsão de crise Institucional, Política e Econômico-Financeira como alguns pessimistas nos maltratavam com catastrofismos.

Agora vejam o tamanho da equação matemática que envolve juros e câmbio para formar cenários de crescimento e ainda sem inflação. Podem os técnicos do BC formar “n” equações com “n” incógnitas e sabemos que isso é matematicamente possível. Pronto! Há, uma incógnita nesse sistema de equações que é a guinada muito forte na economia mundial com a decisão de Federal Reserve de elevação ou não dos juros.

Para maior esclarecimento acerca da influência da globalização das economias e nós não ficamos fora, a moeda americana só neste ano perdeu 18% em valores de troca, E aqui no Brasil podemos comemorar a queda do valor de participação (%) nos custos da formação de produtos com essa redução de valor das matérias primas e que infelizmente não é repassada ao consumidor,

A explicação dos empresários é dada pela impossibilidade de segregar de outras composições no cálculo, mas ajuda na retenção dos preços ao consumidor. Não baixa, mas também não sobe. O que é mesmo que devemos comemorar? Comemoramos a queda da inflação ainda neste ano e a volta do crescimento em 2017.

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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