Um Passo à Frente

Para tornar um tema amplo e complexo, “global issue”(a crise sanitária instalada), vou fatiá-la e trabalhar sobre o pedaço que foi palco de matança e exploração humana nos idos de 1500. Essa História, por um dever ético e cidadão, todos nós devem conhecer a sua essência: o Brasil não foi descoberto … foi tomado de assalto … e suas terras foram molhadas pelo sangue dos assassinatos de indígenas e pelo suor da escravidão que se instalou. Ponto final.

 

Um dos elementos desse “tsunami” salta aos olhos de todos os habitantes da terra de Santa Cruz e mostra a sua face tisnada para o mundo: um comportamento político lambuzado por uma ideologia fascista desconhecida ou provavelmente mal assimilada. Daí dizer-se, à boca pequena, que o Brasil tem que vencer duas guerras: a da Pandemia dentro de casa e a do Pandemônio nas ruas.

Quando a Covid-19 for vencida, passaremos a viver em ambientes familiares, educacionais, sociais, políticos, econômicos … diferentes; que serão higienizados e arrumados pelas famílias, pelos educadores, pelos sociólogos, psicólogos, juristas, escritores, economistas …      . 

Várias profissões e atividades serão extintas, não tenham dúvidas. O índice de desemprego subirá e a pobreza aumentará.


Mudanças econômicas profundas e formas de governar deverão surgir a fim de ouvir a súplica angelical “o pão nosso de cada dia nos dai hoje” e atendê-la; que a fome não bata às portas dos lares e mate pessoas, em escala mundial, talvez maiores do que a pandemia.

Há que se observar e ver com objetividade que o jogo de cartas marcadas ditado pelo Capitalismo pandêmico … ele infecta a todos com o vírus da Criminalidade, com “C” maiúsculo: os de bolsos cheios e os de bolsos vazios. Dependendo do coeficiente de consciência, tanto os primeiros quanto os últimos podem até nem saber que são criminosos, mas o são, e fazem mal às Relações Humanas, tornando-as áridas, fatores de dor.

 

Nascemos divinos (Rousseau) e com um potencial infinito (os neuro-cientistas).

Há afirmações seguras de que usamos pouco mais de 5% do nosso potencial cognitivo.

Como somos atores e, dentro em breve, iremos pôr os pés em um novo palco, recomendo visitar ou revisitar as vastas literaturas da área em que você atua. Estou fazendo isso, lendo e relendo bons livros.

 

“Só uma coisa é constante: a mudança”. Vamos nos preparar para dar um passo à frente.

Fique em casa. Nossa vida vale muito

Gilmar Oliveira

Gilmar Oliveira, Professor Universitário.