No silêncio que guarda a tarde lenta,
E desliza a luz em véus de ouro e calma;
E o vento em branda dança toca a palma,
Da flor que ao sol tímida se apresenta.
No céu repousa a nuvem sonolenta,
A sombra suave a percorrer-me a alma;
E em cada passo o tempo se desalma,
Enquanto a vida em paz se torna isenta.
Mas, eis que surge, em tênue claridade,
Um sonho antigo a despertar-me inteiro,
E sentindo na essência da verdade,
E então percebo em brilho verdadeiro,
Que no pulsar fugaz da liberdade,
Encontro o meu destino aventureiro.
Marcos Abreu, é poeta e escritor brasileiro
Imagem ilustrativa gerada por IA