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Quando te guardei dentro do meu peito

Quando te guardei dentro do meu peito,
não contabilizei o tempo que vivemos,
pois não meço meus afetos
pela quantidade de horas convividas.
Eu meço pelos olhares, pelos desejos, pelas saudades.
Percebo o frio na barriga,
o pensamento furtivo,
a relação do eu com o mundo
e no

“Poesia Provisória” – Nirton Venancio

Semana passada tive a felicidade de ganhar um presente muito especial, chamado “Poesia Provisória”, do escritor de múltiplos talentos – Nirton Venancio. Que apropria-se da arte de escrever, como uma lavrador que semeia sua terra. Respeitando a pausa do poema,

Cada palavra não dita

Cada palavra não dita, adiada, contabilizo um dia a menos de sol.
É aquele abraço apertado, que nunca irá receber. É o beijo demorado, guardado, que não chegará.
Cada palavra não dita, engasga, sufoca.. fazendo cair chuva até inundar.
É sorriso de menos

Seu Caetano

Francisco Caetano de Freitas, brasileiro, divorciado, nascido em Várzea Alegre, Estado do Ceará, no dia primeiro de julho de 1953. Estudou em escola pública toda a vida, trabalhando de dia e estudando à noite, desde o segundo ano primário. Cultiva

PEDRO TEMPESTADE

Porque eu decidi que sim, agora mesmo.
Compreendi que chove, de dentro pra fora de mim.
Porque meu nome é Pedra, é Lua, é Tempestade.
Porque meu nome é Pedro. É Céu. É Saudade.
Beijo-te com os olhos, que demasiado graúdos,
estão cansados do peso

E todos os outros querem ser felizes

Caso sério! Qual a solução?
Guarde para mim algumas tardes de verão para quando você voltar.
Traz um pouquinho da neve que te reservo um tanto do meu mar.
Noites negras! Guarde ainda as cores do teu olhar. E não esqueça, o que

Anacoluto

Gosto do incompleto,
inacabado,
corroído.
Gosto do que corta,
do que fere,
do que sangra.
Gosto do que pulsa
do que pesa,
do que peca.
Gosto de pupílas
dilatadas.
De olhos negros e graúdos
se embriagando de maresia
e marulho.
Gosto de beber
enquanto neva.
Pois,
não existe inverno em mim,
por mais que chova.
Gosto de escrever
como quem

POEMA PANFLETÁRIO   

POEMA PANFLETÁRIO                            
(aos amigos da Sociedade da Jaboticaba)
 
Insurjamo-nos!
Munamo-nos de armas!
Armas culturais…
Contra o sistema que nos oprime!
 
Se custa-nos ver o idílio…
O leite e o mel derramado… 
Na paisagem terrena…
Recalcitremo-nos, pois, 
Por meio das bombas simbólicas da crítica mordaz!
 
Ponhamos

João: Silêncio – por RENATO ÂNGELO

– Bim bom, bim bim…
O meu coração pediu assim…
Um eloqüente silêncio
Soou qual estrondo
Em meio ao buzinar frenético
Cacarejar de ocas mentes
Lembrou-nos de outrora
Tempo da Colônia Grande
Equilibrando no talento da arte
A torta balança do império
O violão-pandeiro…
O sussurro ganhara o mundo
– Bim bim,

Excertos – por Pedro Henrique

Há no atual fracasso da esfera de produção de mercadorias, de regulação política, da esfera artística, educacional e de produção intelectual, dentre as demais esferas da sociedade moderna, um mesmo problema: o da decomposição dos laços sociais diretos num mundo