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Púrpura

A cor era vermelha, recém pintada de sangue.
Apenas meu coração ficou púrpura.
Cajuína. Cúrcuma. Melanoma. Tudo dói.
Quando a despedida é violenta, o coração fica perdido no tempo. Quantas vezes você vai voltar só para me mostrar [que continuo sozinha?
Que não há

Fortaleza das Flores

Findou-se o nosso silêncio.
Nós desatamos os nós.
Cruzamos nossas fronteiras.
Contamos estrela por estrela.
Fizemos um pacto.
Findou-se o nosso silêncio.
Nós desatamos os nós.
Cruzamos nossas fronteiras.
Contamos estrela por estrela.
Fizemos um pacto.
Rompemos um hímen.
O mundo continuou misterioso.
E pecaminoso.
E contestador.
Eu virei vermelho com amarelo.
Você virou meu

Meu Carnaval

Meu carnaval
independe de fevereiro.
É março, é janeiro.
Eu: carnaval eu sou:
o ano inteiro.
E carnaval é em mim:
e para mim um desterro.
De carnaval eu sou feita:
carnavalesceço de manhãzinha;
só me ponho em terreiro.
Carnaval sou eu toda:
minhas veias-serpentinas;
minhas hemácias:
purpurina;
minhas sardinhas:
eu-confete:
minha carne, meu cerne.
Vem comigo

ALGUÉM JÁ DISSE AO PARTIR

Que resistir é um ato enérgico
Entre o ontem e o porvir
Com aroma e tom lisérgico
Um poeta por sua vez
Outro dia gritou em meio a sombras minhas
– Conserva tua altivez
Por entre a arte em que caminhas
Não os ouvi por tais inventos
E

Seu Caetano

Francisco Caetano de Freitas, brasileiro, divorciado, nascido em Várzea Alegre, Estado do Ceará, no dia primeiro de julho de 1953. Estudou em escola pública toda a vida, trabalhando de dia e estudando à noite, desde o segundo ano primário. Cultiva

PEDRO TEMPESTADE

Porque eu decidi que sim, agora mesmo.
Compreendi que chove, de dentro pra fora de mim.
Porque meu nome é Pedra, é Lua, é Tempestade.
Porque meu nome é Pedro. É Céu. É Saudade.
Beijo-te com os olhos, que demasiado graúdos,
estão cansados do peso

E todos os outros querem ser felizes

Caso sério! Qual a solução?
Guarde para mim algumas tardes de verão para quando você voltar.
Traz um pouquinho da neve que te reservo um tanto do meu mar.
Noites negras! Guarde ainda as cores do teu olhar. E não esqueça, o que

Anankè

É preciso e inevitável
Anankè
Cometer erros na vida
É preciso mesmo
Morrer de vez em quando
E renascer
Também de vez em quando
Mas eu sei que te matou
Foi o mundo
E eu digo
Que nesse momento
Contra a tua vida
Estava o mundo errado
E as pessoas nele
Erradas
Cristo, por que

VOCÊ – By Gilmar de Oliveira

Você
Um pensamento
Uma dor
Um sentimento
Uma desilusão
Sem pendor
Um caminhar
Sem direção
Tentando abraçar
Você
Na imaginação
Abraço perdido
Esperança fugaz
Desejo sentido
Certeza vaga
Que se desfaz
Você distante
Perto de  mim
Andar cambaleante
Emoção sufocada
Finito sem fim
Dor recorrente
Superação frustrada
Torpor permanente
Miragem tênue
Solidão continuada