Arquivos em Tags: Pedro Henrique

Canudos não se rendeu

Quando os soldados cercarem tua cidadela, não temais
Cerra teus punhos e firma teu pensamento
Teu deus, seja ele qual for, é contigo
E lembra-te: Canudos não se rendeu.

Quando a matadeira começar a atirar,
E o cheiro de pólvora dos canhões e fuzis
Deixarem no

Tome, Dr., esta tesoura…

Foi ao consultório com problemas de sanidade mental.
O analista responsável mostrou-lhe quatro quadrados em branco e perguntou: o que está vendo?
Janelas, ainda que quadradas, janelas. Meu palpite.
Vê algo mais?
Fotografias de um álbum que ainda não foram tiradas.
Cartas de tarô que

Da sabedoria e do amor

Li no Tao de Lao Tsé que os nomes não eram lá grandes coisas; que as palavras não continham o fluxo, não carregavam em si o poder que imaginamos ter. Algo assim, eu li. E recebi uma carta, extraviada, uma

Messianismo do quarto estado

Parodiando Drummond, lutar com ideias é a luta mais vã, entanto, lutamos quase toda manhã. Até onde sei, Machado de Assis estabelece uma diferença entre o Brasil real (que são vários) e o Brasil oficial; ele é um mestre não

Deriva poético-filosófica

Fiquei preocupado com a beleza e saí por aí andando. Saí andando como um peripatético, mais patético do que peripatético, sem dinheiro próprio e pensando em por que diachos, dentre tantas funções no mundo, escolhi duas que normalmente não possuem

Drama barroco sertanejo

Anos trinta do século XX.
“Atira, Gato”, disse Lampião laconicamente.
Gato já estava com a pontaria ajustada e não perdeu tempo. Laconicamente a arma falou num zumbido e acertou o dedo-duro intrigante que tinha a alcunha de Coqueiro.
“Entregador não tem vez

Em cena

Poderia continuar comentando a cena recifense, comparando-a com a nossa. Poderia mesmo lembrar de uma cena em que Siba, cantando em algum evento de Fortaleza (num ano que não me lembro), cantarolava “pode acabar o mundo que eu vou dançar

Febre do rato

Assisti Febre do Rato (2011), do diretor Cláudio Assis, num pré-lançamento num festival aqui em Fortaleza em que o diretor veio a convite, junto com uma parte dos atores. A cena cultural do Recife me parece ser infinitamente mais interessante

Augusto e o tamarindo

Não sei o que me levou a esse poeta autor do Eu. Não sei se seu lugar é a poesia ou a filosofia. Misto de ambas e ciência. A filosofia, me ensinou um amigo, é segunda; a poesia que é

Rústico

“Penny for a poor old man, penny for a poor old man!” – Rústico. “Espanquem os pobres”, pois a mendicância é uma fraqueza de espírito. Darwinismo nas telas, como nas ruas. Luta pela sobrevivência nua e crua, fonte primária. Asas