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KINTSUGI

Meus pedaços quebrados
Minhas lascas e rachaduras
Quem os irá recompor,
Assim transfigurados
Nova feitura, outra criatura
Quem junta, quem cada caco une
Descobre um tesouro
A cola da planta, o ouro
Os pedaços reúne
Numa nova beleza
Outro vaso surge
Porque a vida urge, ressurge
Cada pedaço sou eu
O

TODOS GIL

Onde o zabumba toca
E onde o pife é rei
Vem chegando majestade
Do alto da sua idade
Menino preto faz lei
Um Gil, Dois, três e Mil
Tantos Gilbertos despertos
Meninos pretos espertos
Dançam e cantam o seu lugar
Triângulo, rabeca, chocalho
São vida, fé e trabalho
Pra

DOMÍNIO

Tenho gaiolas
masmorras, grades, grilhões
Todo dia um combate de leões
Fugas de alçapões
Experimento modorras, sem alardes, serões
Movimento de conchas, voos, salvação
A hora de casulo e amplidão
Só eu posso sentir
Deixe-me seguir
Só eu crio minhas prisões e asas
Solidões e casas para o

ESPERANÇO

Se você voltar
Vou guardar uma coisinha pra você
Mas não vou dizer, você vai saber na hora
Você foi embora sem saber
Eu tenho uma palavrinha boa
Tão leve que até voa
Você vai compreender
Quando você voltar
Meu abraço já diz tudo
Se acaso eu ficar mudo
E

RITMO

Quando entardece
Até parece
Quando o dia amanhece
Mas o ritmo é contrário
O Sol brinca brinca
Com o nosso imaginário
Acho que ele descansa
Na hora que a gente cansa
O Sol se aquieta e vem luar
Suave para dormir
Como ave pra sonhar
A luz dita o

ZEZÉ

Eu grito Dandara
E ela vem, a força rara
A ferida sara
Eu chamo Luiza Mahin!
E ela chega,
Porque não chegou o fim
Eu canto Kelé, Clara, Ivone Lara
Eu grito Lélia Gonzalez, e chegam milhares
Eu digo é agora, é dentro e fora
É coisa fina, é

CHICOS

Sonhei com o Buarque em Paris
Com o César na Paraíba
Eu, toda feliz
Arriba !!!
Com o Science em Recife
Que cacife …
Com o Mendes na floresta
O verde em festa
Com o Santo Papa no Vaticano
Mens sana in corpore sano
Todos os Chicos bons são

REI

É samba, é choro, Época de Ouro
Em qualquer tempo, tesouro
Com seu cavaquinho, bandolim ou violão
Paulinho é samba, é Semba, é canção.
Com dinheiro na mão, ou na dança da solidão, o seu mundo é hoje
E a vida continua.
Os bambas estão na

OS QUATRO DA BAHIA

Oh Tempo Rei
Oh Tempo Rei
Quando eu for velhinho, quando eu for velhinho, bem velhinho, como serei ….
Estão atentos e fortes, meu mal, meu bem
Ainda apontam um mote, um norte também
Cantam com cortesia para o povo do Brasil
Ainda juntam dois, 3,

VOZ

Ela fez uma canção de amor
Numa festa do interior
Tomou um sorvete na lanchonete
Nada que comeu fez mal
Maria cheia de Graça
Sempre tão legal
Uma mulher, uma beleza
Vaca Profana, Tigresa
Índia da pele morena
Mas que pena…não gosta mais de mim
Me descartou de seu

DONA IVONE

Ela e Nise da Silveira
Nise, médica
Ela enfermeira
Mostram a Jung e Freud
Como é que elas podem
Unir arte e medicina
Alma humana é coisa fina
A arte pode salvar
O espírito que desanima
Música, desenho, pintura
São também parte da cura
Assim fez Dona Ivone Lara
Que do