Arquivos em Tags: crônica

ELA PARTIU

             O amor é esta coisa que nos torna aves em voos suicidas. Talvez algum desagradável poeta ouse um dia perscrutar as névoas fundas desse sentimento que nos fragmenta, e aumenta-nos em nossa pequenez, e

SEM LENÇO, SEM MONUMENTO

Figura exponencial da cultura cearense, nasceu em 1880, em Messejana, com o agregado curioso – que ele sempre ressaltava – de ter sido a centésima e última criança a ser batizada na Paróquia Nossa Senhora da Conceição naquele ano.
Filho único

Maranguacaucanaú

As salas de espera da sobriedade, surrela. “Surrela”, ela quer que eu lhe diga no ouvido. “Me chama de surrela”, ela diz, “me chama de uma coisa bem suja”. Ela puxa as minhas mão pra dentro das suas roupas como

MALDITA LIBERDADE

Não é verdade que um paulistano se mate por amor. Lá embaixo há muitos deles. Quem poderia pensar que são tantos? Um rio. Gente. Surrela. Nenhum deles se mataria por amor, nenhum dos autênticos. Quais são os autênticos? Os filhos

Hyulla e Beatriz

Já fui sincero e puro num mar de lama, eu era lama, caos originário da vida, e era também ingenuidade – extrema pureza d’alma. 
Lembrei hoje de Hyulla e Beatriz. E do Velhinho, o Coelho. E do camaleão que matei antes

Sobre os meus ídolos

Grande parte dos meus ídolos moram aqui e dos meus heróis, também. Tudo gente simples, livre, criativa, sensível e anônima. Quase nenhum deles se benze. Nunca aprenderam a bater continência, mas batem tambor com maestria. Alguns não sobem ao palco

Cinco segundos

Cinco segundos
Cinco segundos, esse foi o tempo necessário para mudar a minha vida por completo. Quando vi aquelas duas listras verticais no teste de gravidez pensei em todas as coisas que deixaria para traz ou em stand bye. Na graduação