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CONSIDERAÇÕES DE DESEMPAREDAMENTOS

1
os poetas, as crianças e a lua são os primeiros a ‘de-compor’ todas as paredes
2
os peregrinos de mim batizam meus muros
3
e que não se enganem,
as paredes, todas elas, estão dentro do mármore do olho
dentro da longitude da garganta
dentro da parcimônia

DA SOLIDÃO, O QUE RESTA?

PRÓLOGO OU SABE-SE LÁ O QUÊ
 
Embaralhou as cartas de tarô e as jogou na mesa. Uma delas vira por intervenção do acaso ou do destino – talvez deste último. “Alguma coisa para o amor”, era o interesse dele naquele momento.

Meu outro inverso

 
O inverso de mim mesmo é meu mundo mórbido e opaco.
E nas entrelinhas de um abrupto silêncio minha tristeza declina.
Mas em noites incomuns sobrevivo com saudades melancólicas.
Pois não canto, sou desencanto num lastro sem sorriso.
O que me apraz é um

OBSCURIDADE

vejo tudo fosco
borrado, meio sujo.
foi o grito que rompeu com o ontem
mas que até hoje ecoa.
tem ontens em todos os hojes.
faz sol,
chuva
e novamente ecoa.
Já é noite.
Aquele sujeito permanece de costas pra mim?
…esguio, pálido, exaurido.
um poço de desconvivência!
vire-se! você não me

A arte contra o ovo da serpente

Nos últimos anos, podemos observar que a produção de trabalhos acadêmicos no campo da arte tem crescido significativamente, o que reforça a ideia de que nem tudo está perdido, e que existem saídas e alternativas de ação para alguns sérios

Onde reside o intervalo no tempo? – Parte I

Atualmente muito tem se falado e escrito sobre crise. Fala-se de crise econômica, social, política, cultural, ética, militar, do modelo de família, nas/das artes, na/da literatura, na filosofia, no pensamento, no conhecimento e, desta forma, estamos, na realidade vivemos, em

SEM LENÇO, SEM MONUMENTO

Figura exponencial da cultura cearense, nasceu em 1880, em Messejana, com o agregado curioso – que ele sempre ressaltava – de ter sido a centésima e última criança a ser batizada na Paróquia Nossa Senhora da Conceição naquele ano.
Filho único

ALGUÉM JÁ DISSE AO PARTIR

Que resistir é um ato enérgico
Entre o ontem e o porvir
Com aroma e tom lisérgico
Um poeta por sua vez
Outro dia gritou em meio a sombras minhas
– Conserva tua altivez
Por entre a arte em que caminhas
Não os ouvi por tais inventos
E

PEDRO TEMPESTADE

Porque eu decidi que sim, agora mesmo.
Compreendi que chove, de dentro pra fora de mim.
Porque meu nome é Pedra, é Lua, é Tempestade.
Porque meu nome é Pedro. É Céu. É Saudade.
Beijo-te com os olhos, que demasiado graúdos,
estão cansados do peso