Arquivos em Tags: amor

AMOR FATI

Há no samba um amor fati
Um carinho amargo maturado
Por aquilo que é como é
Ainda que não tenham lido
Nietzsche
(Que é difícil crer que soubesse dançar
Mesmo uma valsa)
E nem falem latim
Há no samba um amor fati
Marítimo e telúrico
Um apego desesperador
Às razões misteriosas
Do

Poema de despedida para o amor

Grandes asas exigem grandes espaços
Mais que isso
Céu
Não me queixo
Embora doa
Também eu careço da imensidão aberta
Quero ver a beleza das asas negras
Bronzeadas
Infinita envergadura feminina
As asas maternas
A graúna que amei e que amarei
Eu, aquele rinoceronte de que te falei
Num outro poema de

O amor não é necessário

Esta semana dei-me a rever filmes de Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni, dois dos gênios da sétima arte. Eram meus cineastas preferidos, supostamente pelas razões que, na perspectiva de cinéfilos da atualidade, os tornavam “chatos” e “monótonos”: a valorização do

Eis que o amor pode ser eterno

Zélia Gattai disse, numa entrevista de que me escapa a origem, uma declaração de amor de que jamais me esqueço: “Jorge, quando morrer, quero que tenha encomendado um caixão de casal”.
Zélia era casada com Jorge Amado e ia, com a

Os velhinhos de Piracicaba

Com efeito, escrever sobre o Amor é tarefa não fácil de realizar. Explico. É tema já tão mastigado, que procurar uma ótica original de fazê-lo chega a parecer impossível. Mas, como neste instante em que deparo com a ‘página’ em

Amor em tempos de isolamento

—Aii!
Sinto aquela pontada pertinho do útero no meu lado esquerdo. 
– Eu sabia que estava ovulando! Esse tesão todo não viria do nada.
Bem que as vezes vem, mas esse era prenunciado pelo período fértil.
A dor traz um lembrete que nessa época

Carinho para com o ex

Para um ex-professor, quero crer que para todos aqueles que, como eu, dependuraram as chuteiras, pelo menos em termos do que convencionalmente se compreende por atividade docente, nada é mais prazeroso que ouvir daqueles a quem dedicou o seu trabalho

Da sabedoria e do amor

Li no Tao de Lao Tsé que os nomes não eram lá grandes coisas; que as palavras não continham o fluxo, não carregavam em si o poder que imaginamos ter. Algo assim, eu li. E recebi uma carta, extraviada, uma