SERÁ POSSÍVEL DESFAZER UMA MENTIRA HISTÓRICA ?!

DA EDITORIA DO SEGUNDA OPINIÃO SOBRE O TEXTO ABAIXO:

José Augusto Moita se propõe a desfazer uma mentira histórica. Mais que isso, uma calúnia covarde. Ele coloca à frente da manipulação nada menos que Euclides da Cunha e João Brígido, ambos jornalistas e escritores de prestígio nacional e regional.

Ele realizou ampla e minuciosa pesquisa em quatro cantos do país para restabelecer a verdade (ou abalar as estruturas da falsidade) sobre Antônio Vicente Mendes Maciel, cearense de Quixeramobim, conhecido como Antônio Conselheiro ou simplesmente Peregrino, o religioso que teria vencido quatro batalhas contra o Exército brasileiro, no que se chama (impropriamente, claro) de Guerra de Canudos (sertão da Bahia), em 1897. E que não passaria de um fanático amalucado.

O livro “Antônio Conselheiro Vida e Obra”, de autoria de José Augusto Moita, com 597 páginas, foi lançado em 2023, pela Expressão Gráfica Editora. 360 páginas são dedicadas ao controverso personagem histórico.

PERFIS ANCESTRAIS DOS CANUDENSES por José Augusto Moita*

Esta despretensiosa apresentação poderá ser o primeiro capítulo de um trabalho bem mais volumoso, muito complexo e bastante esclarecedor sobre as fontes nas quais os construtores e prosseguidores da História de Canudos fundamentaram suas narrativas, caso a algum pesquisador desperte o interesse em lhe dar continuidade.

Pode parecer estarrecedor que essa página tão expressiva de um período crucial na vida brasileira tenha sido formatada quase exclusivamente no conteúdo de jornais e das partes militares – espécie de relatório de prestação de contas dos oficiais em suas missões. Contudo, com total desapreço à comprovação documental, desprovido de qualquer viés de pesquisa científica, legaram- nos em acordes mitológicos o que se passou a chamar de Guerra de Canudos.

A débil credibilidade das empresas jornalísticas do século XIX, verdadeiras máquinas de trucidar reputações mediante calúnia e difamação, na sua maioria propriedades de partidos políticos e da Igreja Católica, em momento algum foi colocada sob suspeição. A opinião pública acreditou piamente no todo divulgado pelos jornais e os autores primitivistas manipularam ou alteraram as informações mais burlescas, tentando deixá-las menos inverossímeis. Após concluída a primeira decantação, entram em cena os cronistas subsequentes, e inconsequentes, adaptando-a a seus conceitos partidários e arroubos pessoais.
Já o material produzido pelos oficiais, narrações também muitíssimo carecedoras de contraprovas, tiveram pior ventura, entraram incólumes para a historicidade, sem se lhes alterar a mais insignificante vírgula. Ninguém entre os historiadores, independente da linha política pragmática de sua predileção, ousou contestar qualquer informação prestada pelos militares do exército brasileiros ou das polícias militares, convocadas de última hora às operações nos tórridos sertões da Bahia.
Por sorte, ou falta dela, tudo havido hoje sobre Canudos e Conselheiro, personagem indevidamente catapultado para dentro daqueles eventos chamados de guerra, veio de uma única locução, a da elite vitoriosa. A dos chacinados nas armas governamentais, os canudenses, a outra voz necessitada de também ser escutada, manifestou-se somente após decorridos 50 anos, através de pessoas sem traumas físicas ou psíquicas de sobrevivente de massacre, muitas vezes não lembrados nem da própria idade, sempre confirmando a versão oficial e se referindo aos seus concidadãos com a depreciativa nomenclatura de jagunço, como se deles não tivessem um dia sido aliados, familiares ou vizinhos.

Todavia, não sendo o objetivo primaz deste diminuto artigo mostrar o total do contencioso, individualizemos o cenário agora perscrutado, com a matéria do jornal Estado do Espírito Santo, edição de 04 de setembro de 1897, um sábado.

“Do magnífico ‘Diário de uma Expedição’, escrito por Euclides da Cunha para o ‘Estado de São Paulo’, transcrevemos o seguinte:
O coronel Carlos Teles trouxe de Canudos um jagunço adolescente. Chama-se Agostinho – 14 anos; cor exatíssima de bronze; fragílimo e ágil; olhos pardos, sem brilho; cabeça chata e fronte deprimida; lábios finos, incolores, entreabertos num leve sorriso perene, deixando perceber os dentes pequeninos e alvos.
Responde com vivacidade e segurança a todas as perguntas.

Descreveu nitidamente as figuras preponderantes que rodeiam o Conselheiro e, tanto o quanto pode perceber a sua inteligência infantil, a vida em Canudos.”

Vale ressaltar que na data do topo da reportagem, Euclides já havia chegado à Bahia, estava escrevendo da Capital e, o coronel Teles, por causa de ferimento, para lá fora evacuado de Canudos quase dois meses antes.
O redator, demostrando toda eugenia que lhe pautou a existência, vai descrever o pseudo informante na figura de um jovem infantilizado de olhar desesperançado e feições idiotizadas – visto que somente idiotas conseguem se manter eternamente risonhos diante dos algozes –, imagens idênticas às dedicadas aos perfis da gente sertaneja baiana, do início ao fim de sua monumental e imortal obra, e o grosso dos leitores nordestinos jamais percebeu.

“O braço direito do rude evangelista (cedo Euclides da Cunha abandonará a decência ao falar de Antônio Conselheiro) – já o sabíamos – é João Abbade, mameluco quase negro – impetuoso, bravo e forte –, de voz retumbante e imperativa; bem vestido sempre. Comandou os fanáticos no combate de Uauá. É o executor sereno das ordens do chefe. Castiga a palmatoadas na praça, em frente às igrejas, aos que roubam ou vergasta as mulheres que procedem mal. Exerce estranho domínio sobre toda população.”

Essas mulheres e homens de procedimento reprovável entram em contradição com os autores defensores da tese de que habitavam Canudos pessoas fanáticas religiosas, impregnadas e obedientes a um catolicismo extremamente puritano.

“Substituía-o, em certas ocasiões, Pajeú, hoje morto, caboclo alto e reforçado, figura desempenada de atleta, incansável e sem par no vencer rapidamente as maiores distâncias, transmitindo ordens, aparecendo em todos os pontos, violento e terrível nas batalhas, tendo na mão direita espingarda contra o soldado e na esquerda longo cacete para estimular vigorosamente os jagunços vacilantes na refrega. Bulhento, tempestuoso, mas de costumes simples, sem ambições.”

Mais contraditórios que as beatas pecadoras açoitadas em praça pública são os temíveis guerreiros doutrinados precisarem de levar cacetadas para entrar em combate, desferidas por um sujeito truculento ao extremo, porém de hábitos simples e sem grandes pretensões.
“Vila Nova, comerciante, dono das maiores casas de negócio que constituíam o comércio, riquíssimo e procurando agora uma função predominante.”

Qual papel desempenharia esse magnata dos negócios no pretenso regime de produção e distribuição participativa igualitária que dizem Conselheiro ter implantado em Canudos? As falações da época se portavam apenas a um Vila Nova, o Antônio; o outro, Honório, foi introduzido na epopeia depois de 60 anos, levado por Nertan Macedo. E se for verdade que Conselheiro não permitia moeda republicana no seu império, a fortuna do Vila Nova teria valor nenhum fora da comunidade.

“Pedrão, mestiço de porte gigantesco; atrevido e forte. Comandou os fanáticos na travessia admirável de Cocorobó.”

Pedrão, a figurava mais enigmática e emblemática dentre todos os combatentes, um sobrevivente identificado com vários sobrenomes e idades, quase um Dorian Gray dos sertões, foi fotografado pelas lentes de Luciano Carneiro para a revista O Cruzeiro de 05 de dezembro de 1953, sentado num banco, ao lado de Manoel Ciríaco, não apresentando porte avantajado algum em relação a quem lhe margeava.
“Macambira, velho rebarbativo e feio; inteligentíssimo e ardiloso. Com surpresa ouvi: Macambira é de uma covardia imensa; as próprias mulheres não o temem. Ninguém, porém, prepara melhor uma cilada; é o espírito infernal da guerra, sempre feral no imaginar emboscadas súbitas, inesperadas.”

Estaria a tão propalada genialidade euclidiana na habilidade em não deixar o leitor perceber que no decorrer da dissertação o jovem informante infantilizado foi pouco a pouco substituído por alguém mais instruído, conhecedor dos relatórios militares que chamavam os canudenses de covardes ao não enfrentarem de peito aberto as balas dos fuzis, metralhadoras e canhões?

“O filho Joaquim Macambira era, pelo contrário, valente: morreu tentando, em assalto audacioso, inutilizar, acompanhado apenas de onze companheiros, o canhão Krupp 32.

Manoel Quadrado, homem tranquilo e inofensivo; curandeiro experimentado, debelando as moléstias mercê de uma farmacopeia rudimentar; conhecedor de todas as folhas e raízes benéficas, vivendo isolado num investigar perene, pelas drogarias inexauríveis e primitivas das matas.”

A história absorveu e deu asas a um personagem de veracidade questionável, revelado a partir de um depoimento de idêntico princípio. Posteriormente veremos a razão destas adaptações feitas por Euclides para tornar Manoel Quadro mais palatável à versão oficial.
“José Félix, o Taramela, é o guarda do santuário e das igrejas; é quem abre as portas à passagem solene do Conselheiro ou introduz os que o procuram – o apelido sobreveio-lhe desta

última função. Tem sob as suas ordens oito beatas, moças acabocladas, servas submissas ao evangelizador, servindo-lhe em pires exíguos a refeição frugal, trazendo-lhe o banho diário, cuidando-lhe da roupa, acendendo cotidianamente no vasto alpendre das orações as fogueiras que iluminam a multidão genuflexa, rezando o terço. Vestem roupas azuis, cingidas as cinturas por cordas de linho alvíssimo; não variam nunca este uniforme sagrado.”

José Calasans, considerado o maior canudólogo do mundo, acusou Euclides da Cunha de ter trancado a história de Canudos em uma gaiola de ouro, obrigando a não sair dela quem queira estudar o tema. E estava certo o professor sergipano – nomeado vice-reitor da Universidade Federal da Bahia pelo ditador, de triste memória, Garrastazu Médici –, posto em inúmeros escritos, entrevistas e palestras, o próprio distinto mestre cometia a insensatez de afirmar que em Canudos Conselheiro desfrutava de pompas e poderes faraônicos.

“Quanto a Antônio Conselheiro, ao invés da sordidez imaginada dá o exemplo de notável asseio nas vestes e no corpo. Ao invés de um rosto esquálido, agravado no aspecto repugnante por uma cabeleira mal tratada onde fervilham vermes – emolduram-lhe a face magra e macerada, longa barba branca, longos cabelos caídos sobre os ombros, corredios e cuidados.”

Euclides redigiu a matéria jornalística antes de adentrar pelo interior baiano, nunca esteve à frente do personagem e toda essa deferência se destilará em puros antojo e ódio, quando suas citadinas narinas sorverem as primeiras poeiras sertanejas.

“[…] O seu domínio é de fato absoluto: não penetra em Canudos um só viajante sem que ele o saiba e permita. As ordens dadas, cumpridas religiosamente. Algumas são crudelíssimas e patenteiam a feição bárbara do maníaco construtor de cemitérios e igrejas.”

Outra genialidade de Euclides encontra-se em seu poder de ofuscar a mente de historiadores, não os permitindo perceber gritantes contradições até em parágrafos bem próximos. Se ninguém tinha coragem de afrontar a tirania do Conselheiro, como haveria em Canudos homens e mulheres desviados da linha e guerreiros vacilantes nos embates? E de que maneira conviveria o capitalista Vila Nova com a paradoxal seletividade de prováveis fornecedores e clientes?

“Depois do combate de Uauá, heroicamente sustentado pela primeira expedição do tenente Pires Ferreira, propagou-se no arraial que um dos seus habitantes, um certo Mota, havia prevenido a força expedicionária de grande número de inimigos que a aguardavam roais adiante e que a dizimariam fatalmente. O Conselheiro murmurou uma ordem a Pajeú: no outro dia o traidor e toda família eram mortos.
Tendo sucumbido muitos ‘jagunços’ naquele combate, algumas viúvas esqueceram-se cedo, escandalosamente dos esposos mortos: amarradas firmemente em postes no largo, em frente a toda a população convocada, foram rudemente vergastadas por João Abbade e, depois, expulsas do arraial.”

No Os Sertões o autor abordará a promiscuidade sexual existente em Canudos, permitida e incentivada por Antônio Conselheiro. Graças a este livro, e outros de menor poder alienador, mas também construidores da história oficial, o passado de Canudos continua assim, acorrentado a anfibologia de devassidão comportamental e religiosidade exacerbada, complementada de fortes aportes de violência e insanidade.
São tempos pretéritos escritos por uma imprensa sem rédeas, cavalgando em terras de ninguém, despossuída de seriedade na veiculação e ética na informação. Livres de leis e órgão controlador, as publicações se sustentavam na coragem e nos poderes financeiros e políticos dos donos dos jornais, arbitrariedades e atitudes indecentes, muitas vezes criminosas, mas que não foram consideradas nas análises críticas da maior parte dos historiadores.
Se para Antônio Conselheiro e milhares de pessoas do sertão Canudos significou o fim da existência material, para Euclides da Cunha, diversos genocidas, muitos escritores escroques e políticos canalhas o morticínio no interior baiano foi a ascensão à glória total. Lá o frustrado oficial de baixa patente do exército e esporádico colaborador de periódicos conquistou a fama de excelente jornalista, extraordinário escritor e exuberante historiador. Os motivos de sua unção ao olimpo são vários, controversos e difíceis de decifrar, muito mais complicado que encontrar os veículos condutores.

Um deles estava disponível nas páginas do jornal carioca A Notícia, circulação dos dias 17 e 18 de julho de 1897, sete semanas antes do artigo dantes estudado.

“Cavalheiro fidedigno chegado do interior do Estado confirma tudo quanto temos transmitido e forneceu-nos mais as seguintes informações.”
De acordo ao dito anteriormente, os jornais não tinham responsabilidade alguma sobre as referências, opiniões e afirmações repassadas aos leitores, resguardando-se constantemente atrás de vultos despersonalizados, sem nome, porém de “extrema credibilidade”.

A fim de demostrar a dimensão da penetração desta notícia, difundida por noticioso da Capital Federal e não um jornaleco de somenos protagonismo, republicaram-na, praticamente na íntegra, os seguintes jornais: o paranaense A República, de 17/07/1897; Jornal do Comércio, também do Rio de Janeiro, de 18/07/1897; Minas Gerais, de 20/07/1897; o paraibano A União, de 28/07/1897; e o alagoano O Trabalho, de 31/07/1897; enfim, em menos de duas semanas, de Norte a Sul os brasileiros tomaram conhecimento do seu caricaturesco conteúdo.

“O instrutor dos bandidos é um militar italiano que há tempos se acha expatriado e que, tendo vivido no centro do Estado, foi especialmente chamado o incumbido dessa missão.

O pessoal é organizado por sua indicação, expedindo e assinando o Conselheiro as patentes dos oficiais, conferidas de acordo com os serviços prestados. Eis a composição do exército jagunço e serviços correlativos.”
Estão achando meio disparatada e descompassada da realidade a notícia? Preparem-se, estamos apenas começando, ainda vem muita invencionice cabeluda por aí.

“Manoel Quadrado, enfermeiro mor do hospital.”
Um nosocômio em Canudos! Como conciliá-lo à miséria do local? O genial Euclides deu- lhe um jeito e Quadrado entrou para o populado canudense.

“João Abbade, Antônio Vilanova e Norberto de tal, chefes supremos das forças.
Franklim, comandante da brigada de Massacará; Vicente Gamaleu, comandante da brigada da Serra Vermelha; Chico da Ema, comandante da companhia de franqueadores; Calixto, comandante da brigada de Várzea da Ema; Pajeú, comandante da brigada do Cumbe; Lalau, ajudante da mesma; André de Jiboia, comandante da brigada da Cruz; Macambira, comandante da cavalaria (pasmem! Os canudenses possuíam uma arma de cavalaria); “Antônio Fogueteiro, comandante da brigada do Pau Ferro” (depois, não se sabe por quem, transformado em artesão de fogos de artifícios, usados nas inúmeras festas religiosas, e fabricante de pólvora); Wenceslau, ajudante de seu tio Antônio Fogueteiro; Joaquim Mangaba, vulgo Tranca-Pés, comandante da brigada do Rosário do Angico; Manuel Guerra, comandante da brigada do Trabubu; Fabrício, comandante da brigada do Cocorobó; Nicolau Mangaba, comandante da brigada do Cabritahy, tendo por ajudante seu primo João Dete; Deocleciano Macedo, comandante da brigada das Umburanas; Antônio Félix, comandante da brigada Quembrenguenhem; Máximo; comandante da brigada do Tairaxi; Rozendo Melo, comandante da brigada do Jameu; Agostinho e Dr. Raimundinho, vulgo Boca-Torta, chefes da brigada de Itapicuru.”
Quantos homens compunham cada brigada, quantos animais possuía a cavalaria do Macambira, quais desses personagens não são fictícios e quais locais citados realmente existiram, Euclides da Cunha, José Calasans, todos que escreveram sobre Canudos e os que hoje detêm o controle da história, nunca, em tempo algum, ninguém buscou investigar.

Já a crédula opinião pública de antanho, esta não merece a mais ínfima crítica, pois muitos dos seus descendentes, decorrido mais de um século, tempo suficiente do homem ir à Lua e voltar, acreditam piamente que a Terra é plana e que mães brasileiras comunistas amamentam os filhos com mamadeiras fálicas.

O relato insuspeitável do irrepreensível e digno cidadão anônimo chegado do interior, transmutado precariamente em informante de carne e ossos pubescentes pelo mais respeitado escritor brasileiro, ainda não está completo, falta expor sobre mais dois fatos de grande relevância: “As paredes da célebre igreja fortaleza de Canudos têm 2 e 1⁄2 metros de espessura … construídas em duas partes, cada uma de um metro de largura, deixando ao centro um intervalo de meio metro, que depois foi preenchido de areia e troncos de árvores.”; e, “alguns jagunços andam de chocalho ao pescoço, usando dessa estratagema para serem tomados por gado”.

Quanto às muralhas medievais da igreja, logo as fotografias do Flávio de Barros, profissional retratista contratado a registrar a briosa passagem do exército nacional pelo semiárido baiano, mostrou não passar de mais outro caso a ser anotado no anedotário canudense; mas o caso do ardiloso e curioso disfarce bovino, não havendo até os presentes dias um voluntarioso não quadrúpede que se habilite testá-lo, permanecerá irremediavelmente fixado no peito da história de Canudos, tilintando ou não um chocalho, atrelado ao pescoço de um bípede.

Jose Augusto Moita

José Augusto Moita é pesquisador e escritor, além de servidor público aposentado.