Senador da Rede pede mais atenção para pessoas que moram na rua – última pesquisa foi feita em 2008

O senador Flávio Arns (Rede-PR) pediu, em pronunciamento nesta quinta-feira (21), mais atenção com as pessoas que vivem nas ruas. Ele sugeriu ainda que os profissionais que trabalham com pessoas em situação de rua sejam ouvidos pelo governo.

— O poder público normalmente procura resolver o problema sem ouvir e sem respeitar o direito das pessoas que vivem nas ruas e sem contribuir para que elas voltem a viver com dignidade e sonhar. Cada pessoa ou família em situação de rua tem uma história, uma história diferente, a sua história, que é o ponto de partida para a busca de soluções — afirmou

Ele reclamou que as estatísticas governamentais que reúnem dados sobre a população de moradores de rua estão desatualizadas.

— Quantas pessoas estão nas ruas? A pesquisa nacional mais relevante foi em 2008. Já faz, portanto, 11 anos. Estão desatualizadas. Pelo Ministério do Desenvolvimento Social, levantamento só em 71 cidades maiores, identificou quase 32 mil pessoas em situação de rua. Cerca de 85% das pessoas que vivem nas ruas têm no trabalho a sua principal fonte de renda, especialmente com a coleta de materiais recicláveis; 80% fazem, pelo menos, uma refeição ao dia; e a principal opção de higiene é a rua mesmo ou albergues e centros de apoio; 30% informaram que possuíam alguma doença, com destaque para a alta prevalência de HIV/Aids.

Arns citou uma pesquisa mais atualizada, publicada pelo Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea) em 2015,  que diz que o Brasil tem mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas. Apenas 47% da população de rua estimada estava no Cadastro Único em 2015.

O senador afirmou que é preciso ir além de alimentação e moradia e implementar uma política que traga mudanças positivas para essa população. É importante trazer os movimentos de representação regionais e nacional dos moradores de rua para o Senado e ouvi-los, sugeriu.

Agência Senado

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