Reforma da Previdência não combate privilégios, nem cobra dívidas, diz senadora do Pros

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) reafirmou nesta quinta-feira (22), em Plenário, que o Senado Federal tem a obrigação de revisar com tranquilidade a proposta de reforma da Previdência (PEC 6/2019), aprovada pela Câmara dos Deputados. Em sua opinião, o país esperou até agora e não falhará se esta Casa legislativa demorar um pouco na análise, já que a Câmara levou quase seis meses apreciando a matéria.

A parlamentar potiguar criticou vários aspectos da reforma, em particular por não combater privilégios, nem cobrar dos grandes devedores. Ela lembrou que o próprio governo reconhece que a proposta não vai gerar emprego e renda, nem alavancar a economia. Além disso, o próprio fato de a atividade econômica vir encolhendo faz com que os gastos previdenciários aumentem em relação ao Produto Interno Bruto, o PIB.

Zenaide criticou também o fim das aposentadorias especiais e disse que a proposta prejudica muito as pessoas com deficiência. Ressaltou que, como a maioria dos trabalhadores do setor privado só tem garantia de ocupação por no máximo seis meses por ano, muita gente terá que trabalhar até os 100 anos para atingir o tempo de contribuição exigido.

— No fim, essa reforma da Previdência vai prejudicar a todos; não existe essa história de uma classe que vai ficar imune, porque quando um país não alavanca sua economia, todos vão junto. Isto é o abraço dos afogados. […] O que alavanca a economia é a geração de emprego e renda. Ora, como uma reforma da Previdência Social iria gerar emprego e renda? Não se acredita nisso — declarou.

Agência Senado

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