Previdência: estancar o sistema público via INSS e expandir a complementar privada via bancos

“…trabalhadores serão expulsos do sistema previdenciário, por não terem capacidade contributiva, por não terem sequer condições de saúde para continuar no trabalho e também por terem a ciência de que é inútil contribuir para algo inatingível ou apenas atingível quando sequer restam forças físicas para uma vida com alguma dignidade.

Sofrendo um processo de desestruturação de suas bases institucionais nas últimas décadas, em especial, através das Emendas Constitucionais n°. 20/1998 e nº. 41/2003, sem dúvida, a mais ampla e radical proposta de Reforma desde a Constituição Federal de 1988 chama-se PEC n°. 287. Ademais, sob a égide da dominância financeira e da ideologia neoliberal, o que a PEC n°. 287 está propondo é o estancamento dos Regimes Próprios de Previdência (pública) e a expansão da Previdência Complementar (privada), cujo produto é vendido por bancos e seguradoras, o que acaba configurando-se um típico processo de mercantilização do sistema previdenciário brasileiro…”

 

Trecho de artigo de Juliano Giassi Goularti, doutorando do Instituto de Economia da Unicamp. É colunista do Brasil Debate

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