Prestenção! por Jessika Thaís

Em tempos de coachings e de mindsets é preciso ter cuidado e aprender realmente sobre a gente e nosso tempo. O termo coaching vem de treinador, é alguém que está lá para fazer você conseguir o seu melhor e te apresentar ferramentas e estratégias para isso. Mindset é a ideia de que mudando nossas fraquezas e trabalhando nossas potencialidades podemos conseguir o que quisermos. Atenção plena, foco, disciplina, métodos… são algumas palavras recorrentes nesses assuntos.

Indo atrás da origem da tal mindset vi que a ideia surgiu de uma filosofia criada por uma psicóloga – Carol S. Dweck. Suas pesquisas levaram à conclusão de que as mentalidades das pessoas são divididas em dois tipos: a fixa e a progressiva e,  descobrindo isso, é possível ser melhor no trabalho, relações e afins.

A partir dessa breve explicação, o caro leitor ou leitora pode dar um google e entender um pouco mais sobre isso.  O meu objetivo aqui é que me peguei perdida em pensamentos sobre como as pessoas estão mecanizando, colocando em planilhas, dados e pirando. O ritmo frenético tem nos exigido isso. As metas têm feito isso. Isso quer dizer que sou a favor da vida livre, sem planejamento e sem consequências? Não. Quer dizer que não temos percebido o que cada termo quer dizer e não temos usado isso de uma maneira saudável.

Querer se encaixar em um padrão, se comparar, colocar metas impossíveis, focar e enlouquecer nesse tão falado treinamento do cérebro e se cobrar demais não faz bem. Sua saúde mental é sua prioridade. Eu sei que precisamos mostrar trabalho, nos especializarmos e pagar contas, mas o que tento passar nessas poucas linhas é: pare. Pare um pouco e pense se você está respeitando o seu tempo. Seja carinhoso com você e, a partir daí, veja o que de fato é importante para você e o que você está pegando como importante a partir da sociedade.

É… esse parece mais um desses textos meio vazios sobre autodescoberta e afins. Mas falo com conhecimento de causa. Em determinado momento dos meus 30 anos me vi perdida em meio a tantas metas, um cargo de chefia e muitas frustrações. Precisei parar de maneira brusca e forçada. Minha cabeça não aguentou e agora, que comecei a entender o que é importante para mim, tento todo dia me manter bem, seguir as coisas que quero e no meu tempo. Fico alegre por cada saída da cama, cada banho tomado, cada oportunidade de me ver como sou, mesmo que o que veja não seja bom.

Te convido a prestar atenção, sim, mas em cada pequeno passo e em cada pequena alegria, pois o macro não é construído sem o micro.

Jessika Thaís

Jessika Thaís

Feminista, jornalista, pós-graduanda em gestão ambiental, sonhadora, acredita em signos, no budismo e na apatia da natureza. Contraditória como todo bicho gente, curiosa e colunista do Segunda Opinião.

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