POBRES REFLEXÕES E BREVES NOTAS SOBRE FRASES RECOLHIDAS DE LEITURAS MINHAS – Algumas recentes, outras nem tanto

I. “Os mais fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem.”

[Estou de volta ao passado. Retrocedo no tempo. Fecho os olhos e o pensamento faz um voo de regresso através de cerca de meio século da minha existência terreal. Vapt-vupt!, como dizia o Professor Raimundo, personagem genial criado e vivido pelo imortal maranguapense Chico Anísio. Aterrisso na minha terra natal, baturiteense que sou. E me orgulho de sê-lo. Adolesço, mesmo que seja por um lapso temporal. E, assim, a memória, apesar dos percalços da longa jornada já cumprida, permite-me revisitar as interessantes e formativas aulas do seu Antunes, clérigo salesiano à época, meu professor de História Geral nos idos de 1968, quando, no respeitável Ginásio Salesiano Domingos Sávio, de vasto e rico histórico de excelentes serviços prestados no segmento educacional da minha querida e saudosa Baturité, por várias gerações – incluindo a minha, já no fim de um memorável ciclo –, eu cursava a 4ª série ginasial, a última da segunda etapa da formação escolar. Pouco tempo por lá demoro. Reabro os olhos, ora com visão levemente embaçada ante a perda de opacidade do cristalino. Coisas da idade. Agora, já de retorno ao hoje, o Google muito me favorece no ato da transcrição linear, conforme segue, da inconfundível voz do mestre que aos meus atentos ouvidos ressoou, em enriquecedora viagem pela Antiguidade.]

A História Universal, antiga, registra conflito beligerante havido, no curso do último terço do século V a.C., entre Atenas, o centro político e cultural por excelência, e Esparta, cidade-estado e ícone do militarismo e da austeridade de costumes, o qual a humanidade conhece como Guerra do Peloponeso (extensa península montanhosa no sul da Grécia). Quando da invasão à ilha de Melis, os atenienses praticamente não encontraram resistência, até porque os espartanos nada fizeram em favor dos melianos, que, divididos em dois grupos de interesses distintos, experienciaram a mais rigorosa postura do realismo então adotada pelos invasores. O historiador grego Tucídides, autor de A guerra do Peloponeso, resumiu o fato nesta frase: “O justo, nas discussões entre os homens, só prevalece quando os interesses de ambos os lados são compatíveis, e que os fortes exercem o poder e os fracos se submetem”. Sintetizada na forma em que ora é comumente citada, serve hoje de apanágio a grupos que se regalam de privilégios de vários matizes, quase todos fazendo tilintar moedas de ouro em cofres já abarrotados, em detrimento de outros menos favorecidos que enfrentam, do jeito que podem, o cruel – bem mais pra uns que pra outros – padecimento. E isso me faz lembrar, en passant, o lema da Revolução Francesa, na última década do século XVIII, qual seja Liberté, igualité, fraternité (em português, LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE). Os que não habitam o Olimpo sempre sonharam com esse jardim do Éden. Sonhos, apenas! Nada mais que sonhos! Algo, a meu exclusivo ver, de forte teor utópico. Nada mais que isso.

 

II. “A mais firme proteção à liberdade de expressão não protegeria um homem que falsamente gritasse ‘fogo’ em um teatro para causar pânico.”

Escrita por Oliver Wendel Holmes, juiz da Suprema Corte americana, em julgamento datado de março de 1919, essa frase exprime quão tênue é – e sempre será – o limite que se pretenda impor, por ampliação ou alargamento, ao direito de manifestação e, por extensão, quão arriscado é – e sempre será – o exercício in extremis dessa prerrogativa constitucional, de natureza pétrea. A mentira, revestida de uma mísera e rota capa de verdade, dissimulada com propósitos escusos e capazes de prejudicar outrem, produz labaredas infernais e queima e arde brutalmente como esse “fogo!” a que aludiu o juiz Holmes. Às ameaças, às agressões e às difamações, cabe igualmente a ideia de não-proteção justa ao grito falso que objetivava o pânico. A liberdade é irmã gêmea do respeito. Cumpre-nos, pois, dela usufruir de forma legítima. Do contrário, a ameaça da merecida punição vai pendular sobre nossa cabeça, como se fosse a sempre afiada e intimidatória espada de Dâmocles.

 

III. “Compramos uma série de produtos de que não precisamos realmente e que até ontem não sabíamos que existiam.”

Extraída do best-seller internacional Sapiens: uma breve história da humanidade, do PhD em História e ora celebrado pensador israelense Yuval Noah Harari, todas as vezes que deparo com essa frase, sinto-me catapultado para um passado recente, ou melhor, para o 1º Encontro da Família e Educadores, na quadra do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, ali na avenida do Imperador, mais precisamente para a palestra sobre Escola e Família, quando o palestrante, cujo nome infelizmente não recupero na memória já desgastada pelo tempo e uso, discorreu sobre as Pobrezas da Atualidade, as quais, segundo ele, podem ser segregadas em intelectuais, afetivas, espirituais e materiais. Duas frases – uma assertiva e outra questionadora – mereceram de mim o devido registro. Ei-las, instigantes, intrigantes, inquietantes:

1) “Compramos o de que não precisamos; pagamos com o dinheiro de que não dispomos; apenas para fazer frente a pessoas que por isso não demonstram interessar-se.”

[Quais de nós costumamos avaliar o que vai no nosso lixo cotidiano? Para que servem centenas de pares de sapatos organizados e esquecidos em prateleiras de uma particular sapateira descomunal? Quanto de supérfluo sempre enfeita o nosso abarrotado carrinho de compras? Quantos lançamentos na fatura de nossos cartões de crédito bem que poderiam ter sido evitados ante a baixa ou nenhuma finalidade das compras a que se referem? Conclusão: o consumismo é um mal que aflige a humanidade, afetada pela vaidade e, mais ainda, pelo incontido desejo por ostentação. Pobre homem! Deixa-se enganar pelo simples prazer de sentir-se enganado.]

2) “Será que existe vida antes da morte?”.

Silêncio!

 

IV. “A palavra sagrada ‘liberdade’ acaba se revelando, assim como ‘alma’, um termo vazio que não carrega nenhum significado discernível. Livre-arbítrio só existe em histórias inventadas pelos humanos.”

Essas frases também pertencem à lavra de Yuval Noah Harari, agora contidas em outro best-seller internacional – Homo Deus: uma breve história do amanhã, cuja leitura por mim concluída às 17h9min do dia 19 de março de 2020, bem no início do isolamento social, já em desconcertante e necessário confinamento, levou-me ao registro de próprio punho, imediatamente após o ponto final, do adjetivo que, a meu exclusivo ver, melhor o categoriza: INTRIGANTE! Nele, Harari responde a várias questões que bem poderiam incomodar a humanidade, relacionadas, algumas delas, ao fim da fome [vocês, perspicazes leitoras e leitores, sabiam que os americanos gastam em dietas o suficiente a alimentar todos os famintos que habitam o planeta?!], à “amortalidade” humana [ou seja, a vitória sobre a morte não provocada], ao papel dos algoritmos na construção do futuro da vida na Terra, à existência da inteligência artificial e o gerenciamento da vida e da sociedade, às modificações genéticas e o surgimento de uma elite biológica, à importância do livre-arbítrio para as futuras gerações, às relações sempre cambiantes entre a ciência e a religião [entre elas, contraditórias no mais das vezes, há uma nem sempre percebida relação de interdependência, porquanto não raramente uma precisa da outra e vice-versa, como se dançassem um delicado tango]. Será mesmo que o Homo sapiens vai largar a sua crença em Deus, o Criador de todos os seres e todas as coisas, para tornar-se, ele mesmo, uma deidade “amortal”, terrena?! Será que o caos pandêmico que ora se abate sobre a humanidade servirá como pórtico para mais essa aventura humana sobre a Terra?! E o que acontecerá com os que não conseguirem alcançar esse novo Panteão? Serão dizimados?! No momento em que o mundo enfrenta um inimigo invisível e letal, projetando para logo, se possível, uma nova realidade – que rotula de “o novo normal” –, a exigir outras formas de ser e comportar-se, tentar entender o que somos, de onde viemos e para onde vamos parece, pelo menos para mim, um saudável exercício de preparação ao que está por vir. Cerramos as portas dos nossos sagrados abrigos ao vírus pandêmico que ora tanto nos aflige; ao reabri-las, ainda troviscados pelo uso de tanto álcool em gel, o que vamos defrontar? Sapiens e Homo Deus permitem, nessa sequência e a quem interessar possa, uma verdadeira aventura crítica sobre tudo isso e mais alguma coisa.

 

V.  “Os seres humanos estão evoluindo para virar uma coisa diferente… Estamos nos tornando uma espécie híbrida, uma fusão de biologia e tecnologia. Em 50 anos, as mesmas ferramentas que hoje vivem fora do nosso corpo, como smartphones, aparelhos de audição, óculos de leitura, produtos farmacêuticos, estarão incorporados ao nosso organismo a ponto de não podermos mais ser considerados Homo sapiens.”

Em Origem, Dan Brown (Daniel Gerhard Brown, escritor americano), “o autor de suspense mais popular da atualidade”, também se propõe a oferecer resposta a duas questões que mais recentemente vêm perturbando os luminares do conhecimento: de onde viemos e para onde vamos. E, mais uma vez, confia ao renomado simbologista e professor Robert Langdon – assim como em Anjos e demônios, O código Da Vinci, Inferno, O símbolo perdido, apenas para citar algumas das obras do autor – o protagonismo de mais uma de suas bem engendradas narrativas. O enredo flui, no mesmo molde do vai e vem de sequências interrompidas aqui e retomadas ali, entre enigmas e mistérios, tendo como fio condutor uma “incrível revolução no conhecimento”, capaz de afetar profundamente as religiões e a ciência, cuja revelação, em evento grandioso em tecnologia, caberá ao futurólogo bilionário Edmond Kirsch. De repente, em caos o espetáculo se transforma. É aí que sobressai a participação do Wilson, um computador dotado de inteligência artificial que age e reage como se humano fosse. Em resumo, fica no leitor, entre outras, a sensação de no continuum do processo evolutivo, a humanidade estaria vivenciando um estágio intermediário e de passagem do Homo sapiens para o Homo technos. E, assim, a ciência estaria sobrepujando a religião. Talvez por isso ocorram as intervenções, no livro, do bispo Valdespino, “amigo e conselheiro de confiança do próprio rei” (da Espanha) e “um dos mais influentes e enfáticos defensores da preservação dos valores católicos conservadores e dos padrões políticos tradicionais”. Trata-se, pois, de uma renhida batalha. De um lado, a ciência; do outro, a religião. De permeio, um renomado decifrador de enigmas. Se há vencedor e vencido, bem… ao leitor da obra compete decifrar esse aparentemente fácil enigma; na origem, obviamente.

 

VI. “Comecei a desenhar um projeto para implementar no MEC (…) questionado pelo fato da minha inconsistência curricular, que, no mundo acadêmico, é explicável.”

Assim, o professor Carlos Alberto Decotteli da Silva, ex-quase-ministro da Educação – nomeado, mas não empossado – pretendeu resumir o imbróglio em que se metera. Mantinha longe de questionamentos a sua formação acadêmica lastreada em inverdades; convenceu a todos mais pelo perfil de respeitável educador, construído, segundo ele, no curso de algumas décadas de muito trabalho e dedicação; permitiu-se ir à vitrine, por vaidade ou por desejo de reconhecimento. Eis que as inconsistências indícios de plágio em dissertação de mestrado, reprovação em tese de doutoramento, coparticipação em projeto de pesquisa em vez de pós-doutoramento – saltaram para fora do esconderijo. Quebrada a vidraça protetora, o doutor estava nu. E o projeto ruiu em apenas cinco dias.

Há quem sustente não ser raro tal procedimento no mundo acadêmico, pois esse tipo de comportamento – no passado, rotulado pejorativamente de “jeitinho brasileiro” –, ora potencializado pela profusão das fake news, não raramente entrou na composição do ente cultural que habita este “país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Bem que poderia ser a exceção, o que já seria deprimente; mas há quem sustente haver dados estatísticos que insistem em sugerir o contrário, infelizmente.

Revisito, a propósito, o livro Pérolas da redação científica, do professor Gilson Volpato, e lá encontro esta advertência aos que se propõem produzir textos acadêmicos: “Não entre na ciência pela porta dos fundos. Vá pela frente e adentre com cuidado, mas com solidez e determinação. As vias indiretas podem ser mais rápidas, mas não são morais e estão longe da proposta científica, ao menos para os amantes do conhecimento.” A produção textual científica, em especial a tese, deve revelar o domínio que o autor exerce sobre o objeto de estudo. As fontes explicitam o nível da pesquisa. As citações respaldam e reforçam os postulados, as premissas e os argumentos em que o autor ampara o conhecimento adquirido sobre o tema. De outro modo, a colcha de retalhos, por si só, já põe a perder todo o trabalho; e, se cozida com nacos de tecido gadunhados de obras de referência, certamente exporá o plagiador ao ridículo e até ao rigor da lei.

 

VII.

“Isto não é um país:

– é um arremedo.

Professor ganha 2,

Deputado ganha 20;

– quem é mais útil à nação?

São uns 100 mil missionários

contra 300 picaretas

– mas vão perder.”

Pacientes leitoras e leitores, eis que ora lhes apresento, nesse excerto, uma pequena mostra de um longo metapoema – “que se desdobra em vários planos e reúne várias vozes” e ambientado num cassino de Las Vegas –, cujo autor, o crítico literário e poeta cearense Pedro Lyra, deu-lhe como suporte o livro de mais de uma centenas de páginas, cujo título a ambos, poema e livro, servem. Jogo: um delírio erótico-metafísico-econômico ou uma aventura em versifrases, foi publicado, em 1999, pela Edições UFC em co-edição com a Editora Topbooks, do Rio de Janeiro. Eu usufruí da grata oportunidade de ter sido aluno do professor Pedro Lyra, no curso de Letras da UFC, em 1999 (2º semestre) ou 2000 (1º semestre), na disciplina Literatura Brasileira III ou IV. Naquele período, o mestre, ao cobrar de nós a produção de texto acadêmico cuja nota seria computada na atribuição do conceito final, advertiu-nos quanto a jamais haver admitido qualquer artimanha, qualquer tipo de fraude, que revelasse desvio de finalidade da atividade proposta. Assinalou, então, que, ao optar por ser professor, obrigou-se a cumprir todo o ritual que se lhe impôs o fato de sê-lo. Salientou, ainda, que lia integralmente toda e qualquer produção textual requerida de seus alunos. E ressaltou que mais rigoroso tornou-se nesse mister por ocasião de ato impensado cometido por alguém que entendeu ser possível ludibriá-lo com trabalho em que o começo (Apresentação) e o fim (Conclusão) se apresentavam com esmero e conteúdo razoável, embora todo o miolo (Desenvolvimento) se compunha dos mais variados tipos de receitas culinárias. Esse procedimento rendeu ao imprudente a reprovação na disciplina e a advertência da coordenação do curso. Recomendou, por fim, que evitássemos correr riscos do gênero, que apresentássemos produtos genuinamente da lavra de cada um de nós, porquanto o que a ele interessava, e muito, era saber quão proficientes éramos nós.

 

VIII. “Não basta destruir os abusos, é necessário modificar os costumes. Destruiu-se o moinho, mas ainda ficou o vento.”

Em Os miseráveis, clássico universal, obra prima que, no dia do lançamento, vendeu sete mil exemplares, publicada em 1862 pelo francês Victor Hugo, autor também de outro clássico – O corcunda de Notre Dame (1831) –, garimpei essa frase que, de imediato e pelo que vem ocorrendo no meu país no curso deste ainda efebo século, muito me impressionou, obviamente não mais que a própria obra, que, ao cuidar não apenas da definição da essência humana, mas do seu desenvolvimento, eterniza-se à medida que a existência da humanidade vai resistindo às ameaças de extermínio.

Aqui e agora, não pretendo ater-me à obra em si, até porque me falta fôlego para tão complexo empreendimento. Jamais me aventuraria a discorrer criticamente sobre o romance mais expressivo de quem, consoante afirma Mario Vargas Llosa, em A tentação do impossível – Victor Hugo e Os miseráveis, “é, depois de Shakespeare, o autor ocidental que gerou mais estudos literários, análises filológicas, edições críticas, biografias, traduções e adaptações de suas obras nos cinco continentes.”

Restrinjo-me à frase. E o que ela me diz? Simplesmente que quase pouca valia há em combatermos os efeitos, se não destruirmos as causas. Não nego haver exceções à regra. A pandemia do coronavírus certamente é a mais contundente e atual delas. Enquanto não se produz uma vacina capaz de nos proteger decisiva e definitivamente contra a ação do inimigo invisível e letal, resta-nos proceder de forma a evitar que ele nos contamine, além de necessariamente usar de todos os recursos disponíveis na luta pela recuperação de quem se contaminou. Trata-se de uma questão de vida ou morte, com todas as cruciais circunstâncias que a envolvem.

À margem desse entendimento, permiti-me revisitar o repugnante mensalão – algum de nós já se esqueceu dessa fase tenebrosa de nossa história recente? Não creio. 

Pois bem (ou seria “Pois mal”?). Em um de meus inúmeros pareceres técnicos em processos administrativos, apoiei-me, para dar sustentação ao entendimento que então defendia, em brocardo latino – Sublata causa, tollitur effectus – que significa “Eliminada a causa, cessam os efeitos”. E essa citação me fez, agora, recuperar crônica assinada por Carlos Heitor Cony, publicada sob o título Causa e efeito no jornal Folha de S.Paulo, edição de 19.11.2013, em que o consagrado cronista fez crítica velada ao Supremo Tribunal Federal, da qual extraio os seguintes parágrafos:

Posita causa, positur effectus; variata causa, variatur effectus; sublata causa, tollitur effectus. O latim é macarrônico demais, não precisaria de tradução, mas aí vai: pondo, variando ou eliminando a causa, põe-se, varia-se ou elimina-se o efeito.

“O efeito, até agora, foi a prisão de alguns dos condenados do mensalão, mas a causa não foi a corrupção pessoal dos autores materiais dos diversos crimes cuja causa seria o fortalecimento do governo petista, que mantém uma perspectiva operacional de permanecer 20 anos no poder.

“Resumindo: mais uma vez, a causa de tantos crimes foi o poder, o poder em si mesmo, autor intelectual de uma vasta rede de corrupção em diferentes níveis.”

Alguém há de duvidar disso?! Alguém há de acreditar que tal causa foi eliminada lá atrás porquanto seus efeitos já cessaram? Alguém… alguém…?!

 

IX. “Cada um de nós é um grão de pó que o vento da vida levanta, e depois deixa cair. (…) A hora é sempre incerta, o céu sempre longe e a vida sempre alheia.” (Fernando Pessoa, em O livro do desassossego).

e

X. “Ao longo da nossa estada infinitesimalmente breve no minúsculo cisco que é o nosso planeta, nós nos pavoneamos e agitamos durante uma hora no palco e, depois, nada mais se ouve.” (Yuval Noah Harari, em Homo Deus: uma breve história do amanhã).

Sem comentários (Em relação a ambas).

À reflexão nossa! (Ambas).

 

Francisco Luciano Gonçalves Moreira (Xykolu)

Graduado em Letras, ex-professor, servidor público federal aposentado.

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