O Mito da Caverna de Platão II – By GILMAR DE OLIVEIRA

O Homo Sapiens é um ser que se construiu através de milênios, mediante demorados avanços cognitivos. É um ente pensante com a mente programada pelos “inputs” de estímulos sensoriais externos, diferente dos entes irracionais que nascem com uma programação celular interna, muito limitada.

 

 

Sair da caverna é um estado de consciência que nem todos conseguem atingir. Os que conseguem, lêem criticamente a realidade, fazem escolhas certas e contribuem para a construção de uma sociedade ecologicamente organizada. Os que não têm esse privilégio, permanecem enganados, vendo apenas sombras e sendo guiados pelos que vêem e não têm a ética como um valor a ser seguido. A dominação cruel e desumana que assola o mundo fez o filósofo Thomas Hobbes dizer: O homem é o lobo do homem. 

 

 

Ao defender exclusivamente seus interesses, os homens tornam-se maus, às vezes desumanos … verdadeiros fabricantes de Mitos da Caverna com instrumentos de dominação.

 

 

O Estado – todas as suas Instituições – o Mercado, os Partidos Políticos, os Sindicatos, as Igrejas … …. …, com suas estruturas estáticas e anacrônicas, são potencialmente organizações criminosas na defesa de interesses de poucos.

 

Dentro de cada um de nós existem luzes e sombras – às vezes mais sombras do que luzes, advindas do bombardeio de informações explícitas ou subliminares que penetram o subconsciente, determinando, não raro, comportamentos reprováveis.  

 

 

Por ser pluridimensional, cada homem abriga dentro de si Mitos da Caverna. Domá-los requer propósito e planejamento estratégico de longo prazo. Stephen Covey, em seu best-seller THE 7 HABITS OF HIGHLY EFECTIVE PEOPLE, pontua: com pessoas, o rápido é lento, e o lento é rápido.

Eu tento libertar os Mitos das Cavernas que há em mim e nos outros com as armas da NonViolent Communication, que se apoia em quatro pilares:

 

Observação (ver sem julgar)

 

Necessidade (mostrar pontos de melhoria);

 

Indignação (posicionar-se com sentimento e equilíbrio);

 

Solicitação (mostrar que a mudança faz bem).

 

Quem aplicar esses quatro princípios com maestria, mesmo se não obtiver resultado positivo imediato, terá a certeza de que plantou a semente do respeito, do humanismo e ela, um dia, germinará.

 

Gilmar de Oliveira

Gilmar de Oliveira

Gilmar Oliveira é professor da Universidade Estadual do Ceará - UECE.

Mais do autor

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.