O equívoco de Mandetta foi fatal para sua queda.

As nações se prepararam para uma guerra que não teria vencedores, em face do uso de armas tão potentes que destruiriam a humanidade. Surgiu uma outra guerra contra inimigo invisível que, por enquanto, se tem uma arma: A união dos povos internamente e externamente. Cada país terá seu campo de batalha e sairá vencedor aquele que se unir internamente. A arma capaz de derrotar o inimigo comum: “O Corona” é a capacidade de uso dessa conjugação de esforços.

Sabemos que muitas nações sofrerão baixas durante o combate e após a batalha. Caberá à cada nação buscar essa conjugação de esforços para entender que a intenção é reduzir o número de baixas, que serão: tanto menores quanto maior for esse entendimento. Há outro entendimento que é a identificação exata das potencialidades de cada país, através da boa política em sintonia e em torno do interesse coletivo: Quem representa o povo brasileiro e foi eleito legitimamente.

É possível estabelecer correlações com os esforços de outras nações para combater o vírus e elas se amparam no bom senso.  No Brasil, os políticos não se agrupam no sentido de reunir forças direcionadas ao que se constitui uma guerra. As políticas paroquiais dão o tom de seus interesses pessoais e políticos.  A imprensa também não consegue perceber os estragos que estão por vir e ninguém se aventura a prever, avaliar que o alcance do objetivo está nas escolhas

Pretensos poderosos e sem o dom da transparência e objetividade, bem que tentam unificar discursos enviesados e beligerantes contra quem detém o poder. Ensinamentos da vida e da política nos mostram os erros cometidos por grandes figuras, ao falar sem muita convicção e longe do campo das virtudes. Essa pandemia não se presta ao oportunismo político como vem sendo observado com frequência nos mais diversos campos de atividade, inclusive na imprensa.

A fome é má conselheira e, em termos de desafio para a humanidade, não conheço inimigo mais cruel nem tão duradouro, com destaque ao longo de toda a história das nações e riscos incalculáveis. Políticas públicas carecem, sobretudo, de bom senso. A má política e a briga pelo poder agravam os entendimentos onde se esperava consenso. Giulio Andreotti (1919-2013) foi 7 vezes 1º. ministro da Itália: “É pecado pensar mal dos outros, mas com frequência se acerta”.

Nenhum ministro pode trabalhar desfocado dos dramas enfrentados pelos demais e todos têm a obrigação de lealdade a quem os nomeou. Andreotti nos brindou com a sua mais famosa frase: “O Poder desgasta quem não o tem”. Não se faz uma boa saúde sem recursos. Recursos são escassos e já acabou o tempo de pintar papel como sendo dinheiro. A pandemia não deixa fazer previsões e Luiz Mandetta não entendeu que o poder que tinha era delegado por seu chefe.

As mais destacadas empresas de jornalismo e televisão, indisfarçavelmente, se unem aos contrariados com os resultados das eleições de 2018, para disseminação de discordâncias que têm sido um dos vetores das dificuldades. No momento mais difícil e com problemas de tão elevada monta como o vírus, fazem do Brasil, frente à pandemia, uma rede de intrigas, abrindo espaço para discursos que deterioram o ambiente de sustentação econômica dessa pior guerra.

Essa guerra mundial (Covid-19) é também uma guerra particular de cada nação e cada povo deveria se unir em torno de seu objetivo único. O objetivo é lutar contra um vírus e que exige de cada nação seus melhores esforços. Precisamos de todo o nosso poderio bélico, que inclui equipamentos de proteção individual e respiradores. Isso tudo demanda recursos: “Mandetta dava sinais de agradar inimigos dessa desejada União Nacional e que nos permitiria obtê-los”.

A autoridade do Presidente era mal entendida por seu ex-ministro e isso só apressou os fatos. Os auxiliares não devem fazer políticas de espetáculos, e, ao contrário, Nelson Teich é discreto.

 

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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