LÍDERES SÃO AGENTES CATALISADORES DE TRANSFORMAÇÃO

Inicio a conversa com você inspirado em nas sábias palavras de Dwight Eisenhower e Ralph Valdo Emerson que dizem, respectivamente:

“Liderança é a arte de fazer com que outra pessoa faça algo que você queira porque ela própria deseja fazê-lo” e

“Confie nos homens que eles serão honestos com você; trate-os grandiosamente e eles se revelarão grandiosos”.

Outrora, e até os primórdios da Revolução Industrial, esse tema era tratado com uma simplicidade artesanal. A discussão se resumia em classificar os líderes em três categorias: autocráticos, democráticos e “laissez-faire”. Hoje, com o alvorecer das eras do conhecimento, da inteligência artificial e da competitividade acirrada pela conquista de mercados, os ambientes corporativos passaram a demandar um alto nível de especialização. Os profissionais “multitasks” desapareceram e a complexidade nas relações empresariais intensificaram-se, tendo como jargão o provérbio russo: If you chase two rabbits, you will not catch either one (1).

Empresa de qualquer porte, hoje, para prosperar, há que cuidar com zelo do seu ativo mais precioso, o capital humano. Recrutamento, seleção e desenvolvimento, colocar a pessoa certa no lugar certo,  conforme seus talentos e competências, é um imperativo.

Pesquisas da e-Talent mostram que 78% dos trabalhadores estão insatisfeitos com o que fazem. Outros sites mostram que 52% dos trabalhadores formais gostariam de mudar de emprego.

A dor é grande … ! O trabalhador sofre … ! A nação empobrece … !

Imagine se 78% dos trabalhadores estivessem satisfeitos com suas funções! Agora calcule o aumento do índice de produtividade.

Para atingir esse “desideratum” as empresas têm que investir massivamente em capacitação profissional em todos os níveis. Isso exige mudança de postura, quebra de paradigma, investimento … para elevar uma empresa comum ao patamar de uma empresa autentizótica, no dizer de Kets de Vries.

A interdependência entre funções e setores de uma empresa tem como consequência resultados consistentes e positivos. Vários gravetos unidos se tornam inquebráveis, diz um adágio queniano.

A fábula O PORCO-ESPINHO do filósofo alemão Arthur Schopenhauer do século XIX é atualíssima para esse caso.

Treinar as lideranças de grupos e times requer “expertise” e é fator “sine qua non” para o sucesso nos negócios. Líderes são agentes catalisadores de transformação.

Pense nisso!

(1) Se você corre atrás de dois coelhos, corre o risco de não pegar nenhum.

Gilmar de Oliveira

Gilmar de Oliveira

Gilmar Oliveira é professor da Universidade Estadual do Ceará - UECE.

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