JORNAL DO BRASIL apoia Ciro Gomes em editorial

Uma explicação necessária. Em eleições, não faz parte da tradição da imprensa brasileira, diferentemente da americana, atribuir, em editorial, melhores qualidades a um candidato, e, assim fazendo, assumir a responsabilidade de indicá-lo para a Presidência da República. Não se trata, obviamente, de declarar apoio jornalístico, mas sim mostrar aos leitores aquele que o jornal entende ter apresentado credenciais e planos de governo capazes de corresponder aos anseios de toda a nação.

(A opinião do JORNAL DO BRASIL, neste particular, não reflete, necessariamente, o pensamento e o voto dos jornalistas da empresa, respeitados em sua liberdade de optar, como também de noticiar e retratar os fatos, sempre preservada a verdade).

O JORNAL DO BRASIL entende não estar arranhando, nem de leve, princípios éticos e jornalísticos ao posicionar seu apoio a Ciro Gomes, candidato a presidente da República, e a Eduardo Paes, que concorre ao governo do Estado do Rio de Janeiro.
Ciro Gomes revelou-se o mais experiente para assumir a difícil missão de governar o país, nesta hora de caos econômico e social. Experimentado, provado, honesto, elaborando excelente plano de governo, o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda traz consigo uma proposta consistente, resultado de demorado e acurado estudo sobre os graves problemas que estamos enfrentando. E o mais importante: mostra os caminhos e as soluções.

Entre todos os candidatos, seu currículo o destaca como o que mais conhece as estruturas do Estado brasileiro; e, tão importante quanto, identifica as oligarquias políticas que dominam o Congresso Nacional. Frente a elas, sem propor um enfrentamento corrosivo e desgastante, é quem tem capacidade de dialogar e se impor ante essas forças conservadoras; as mesmas que impedem mudanças estruturais em um Estado a reclamar imprescindíveis e inadiáveis reformas fiscal e política.

Ciro foi o único candidato que mostrou, e provou, durante a campanha eleitoral, que sem superar e eliminar o oligopólio bancário, dominado por três famílias, as finanças públicas não alcançarão solução; e a incapacidade de o Estado investir se perpetuará, uma vez que mais de 50% da renda nacional é transferida para esse oligopólio e seus rentistas.

Além disso, Ciro se posiciona, como verdadeiro nacionalista que é, em defesa das riquezas brasileiras, tais como a revisão dos contratos de exploração de nosso pré-sal, concedidos no apagar das luzes pelo ilegítimo governo Michel Temer e, também, lançar mão da “Golden share” do governo brasileiro para anular a venda da Embraer para a Boeing. E o Brasil precisa de quem o defenda. Esses são dois bons exemplos da espoliação econômica de que estamos sendo vítimas e que Ciro se compromete a interromper.

Como se disse, mais que atacar esse criminoso defeito que agride e inviabiliza a economia brasileira, Ciro também já ofereceu mostra inequívoca de que a educação pública, na mesma proporção do crime financeiro que os bancos cometem, é um desafio frontal. Sem vencê-lo, o país não se torna nação civilizada, com perspectivas de um futuro diferente do caos presente. Neste caso, compete investir em educação de qualidade, como fez no Ceará, hoje detentor dos melhores índices nesse particular.

Sabe como equilibrar o superávit fiscal, sem o qual não teria sido possível investir em educação, infraestrutura e saúde. Eis a única saída para reagir à drenagem dos recursos públicos, que o oligopólio bancário impõe e sufoca a renda nacional. Em outras palavras, o Brasil não pode permitir que três famílias, donas de bancos, continuem sendo os únicos beneficiários da riqueza brasileira, ao custo da miséria de 250 milhões. Ciro compromete-se, com o bisturi da competência, a sangrar esse câncer, que destrói o presente e compromete o futuro do país.

Por sua integridade moral, dono de uma reconhecida trajetória de homem público, e por seu projeto de governo, Ciro Gomes recebe o apoio institucional do JORNAL DO BRASIL, e torce para que o brasileiro, amanhã, democraticamente, sufrague nas urnas esse nome. Cabe dizer: é o melhor para o Brasil. (…)

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