Extremamente fácil

“Governar deve ser um ato de amor”. Com esta sentença determinante, definidora de sua ação política durante os 50 anos de vida pública, o ex-presidente Lula inaugurou seu discurso oficial no lançamento do “Movimento Vamos Juntos pelo Brasil”, no sábado 07/05/2022, unindo movimentos sociais e partidos políticos rumo à retomada da democracia brasileira, talhada pelo Golpe jurídico-parlamentar-midiático-militar de 2016.

Como afirmou Lula, a principal virtude que um bom governante precisa ter é a capacidade de viver em sintonia com as aspirações e sentimentos das pessoas, especialmente das que mais precisam. Precisa também ter a sensibilidade de sofrer com cada injustiça, com cada tragédia individual e coletiva. E para isso é necessário ter uma causa coletiva, que nos mantenha vivos, renovados e rejuvenescidos. Sem uma causa, a vida perde o sentido.

O Golpe teve como objetivo a destruição, por meio da propagação de uma onda de ódios (antipetismo) e de fake news. Logo no início do seu governo,  o Inominável anunciou, em 17 de março de 2019, em jantar com representantes da extrema-direita estadunidense, haver chegado ao poder para levar adiante um projeto de desconstrução de inúmeras conquistas nacionais. Afirmou: “O Brasil não é um terreno aberto onde iremos construir coisas para o nosso povo. Nós temos de desconstruir muita coisa”. Destruir as conquistas sociais das políticas progressistas dos governos do Partido dos Trabalhadores (PT): Universidades Públicas, Planos de carreira dos Servidores Públicos, Proteções Ambientais, Política de Valorização do Salário Mínimo, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Pré-sal, Eletrobrás, Luz para Todos, Direitos Trabalhistas, Samu, Farmácia Popular, UPA’s 24 horas, SUS etc.

Ninguém imaginou que o Inominável com os seus generais chegariam a tanto, mediante a construção política de uma estrutura neocolonial no século XXI, visando à edificação de modernas Casas Grandes e Senzalas, por meio de privatizações e entrega do patrimônio nacional, com as quais eles se arvoram a ser os novos senhores de engenho, concentrando renda e poder, em detrimento do empobrecimento da população brasileira e da perda da Soberania nacional pela subserviência ao imperialismo estadunidense, tornando o Brasil um pária no concerto internacional das nações.

Como clara exemplificação, no primeiro trimestre de 2022, a renda familiar dos brasileiros e brasileiras desabou para o menor nível dos últimos 10 anos. O resultado aponta para 77,7% de famílias endividadas. O agravante é que estas famílias estão se endividando não para pagar viagens de férias, ou reforma da casa, ou compra de bens eletrodomésticos. Não. Elas estão se endividando para comer. Ou seja, com o Inominável e seus generais, o Brasil recuou a um passado sombrio de pobreza, miséria, desnutrição e fome. Algo que havia sido superado na primeira década do século XXI, com os governos Lula (2003-2006 / 2007-2010).

Nesta eleição de 2022, é fundamental escolher o Projeto que irá nos devolver à normalidade democrática consagrada em nossa Constituição. É preciso dar um basta ao dia a dia patético, propagado pelo Inominável e seus generais, repleto de chantagens verbais, de palavrões desrespeitosos, de ameaças truculentas e autoritárias, de tensões artificiais, de bombas semióticas.

O Brasil precisa de calma e tranquilidade para trabalhar e vencer as dificuldades criadas pelo Golpe de 2016, aprofundadas pelo governo do Inominável e seus generais, trazendo de volta um modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social que tirou 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Como afirmou o presidente Lula, “esta é a conclamação feita aos homens e mulheres de todas as gerações, classes, religiões, raças, de todas as regiões do país”. O Brasil precisa reconquistar a democracia e recuperar a soberania. Para isso, o Brasil precisa de Lula. E esta é a escolha inteligente e extremamente fácil!

Alexandre Aragão de Albuquerque

Mestre em Políticas Públicas e Sociedade (UECE). Especialista em Democracia Participativa e Movimentos Sociais (UFMG). Arte-educador (UFPE). Alfabetizador pelo Método Paulo Freire (CNBB). Pesquisador do Grupo Democracia e Globalização (UECE/CNPQ). Autor dos livros: Juventude, Educação e Participação Política (Paco Editorial); Para entender o tempo presente (Paco Editorial); Uma escola de comunhão na liberdade (Paco Editorial); Fraternidade e Comunhão: motores da construção de um novo paradigma humano (Editora Casa Leiria) .

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