Deputada Fernanda Pessoa (PR) diz que delegacia da mulher registra 100 denúncias por dia e pede investimentos do Estado

O aumento nos índices de violência contra a mulher e a falta de investimentos na construção de delegacias especializadas nesse tipo de crime, foi a tônica do discurso da deputada Fernanda Pessoa (PR) na Assembleia Legislativa.

Segundo a parlamentar, “o noticiário dos últimos meses tem registrado o aumento dos casos de agressões não somente no Estado, mas em todo o País”. Conforme Fernanda Pessoa, no “Mapa da Violência de 2015, o Ceará aparece como o 3º estado do Nordeste e o 6º do País no ranking de mulheres vítimas de feminícidio”.

A deputada lembrou ainda que apenas no primeiro semestre de 2015, a Secretaria de Segurança Pública e Desenvolvimento Social do Estado registrou uma média de 11 casos de violência doméstica por dia e que a delegacia especializada em crimes contra a mulher registra uma média de 100 denúncias por dia.

“O feminicídio aumenta a pena para quem matar mulheres por razões de gênero, e a Lei Maria da Penha, vigente há oito anos, assegura os direitos das mulheres, aumentando o rigor das punições sobre crimes domésticos. Mas o que vemos é o aumento dos registros de agressão e morte de mulheres”, lamentou a parlamentar.

De acordo com Fernanda Pessoa, é necessário que o governador Camilo Santana implante mais delegacias da mulher no Estado, cumprindo o que a Constituição determina: a existência de uma Delegacia da Mulher em cada cidade com mais de 60 mil habitantes, além da integração das ações de políticas públicas para as mulheres.

“Defendo a criação de espaços multidisciplinares que ofereçam atendimento completo à mulher vítima de violência, com a presença de psicólogos, atendimento médico e acolhimento, evitando assim o desconforto sofrido pelas mulheres que decidem denunciar as agressões sofridas e se veem obrigadas a contar suas histórias em diversos órgãos para onde são encaminhadas”, concluiu a deputada.

 

Franzé de Sousa

Repórter Fotográfico/Videomaker, colaborador do Segunda Opinião.

Mais do autor

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.