Chega de lero-lero, senhores economistas!

Houve um tempo em que os contadores tinham enorme prestígio profissional, eram bem pagos e sua palavra era ouvida e levada em conta por empresários. Com o passar do tempo, uma parte desses profissionais cometeu atos imprudentes e fizeram escolhas impróprias, chegando a vangloriar-se dessas distorções. O prestígio e a remuneração da categoria caíram. Levaram décadas para conseguir uma recuperação expressiva com mudanças na lei que os próprios contadores pediram, aceitando maiores responsabilidades e criando punições severas para os maus profissionais.

Os economistas ganharam enorme prestígio e espaço no mercado nas últimas décadas, na medida em que os mercados e os movimentos de formacão de preços passaram a exigir análise dos dados, projeções, previsões, avaliações mais rigorosas, enquanto os governos daqui, dali e de todo canto se entregaram à tecnocracia econômica. Nos úktimos cinquenta anos, mais ou menos, poucos profissionais foram tão influentes.

Entretanto, nos últimos anos, em toda parte os profissionais se entregaram aos encantos da celebrização dos meios de comunicação de massa. Eles passaram a dizer o que se espera que eles digam, e só estes são convidados a falar, a escrever, a opinar, a dar palestras. E abusaram de repetir lenga-lengas, a cantar refrões de interesses localizados e a endeusar figuras medíocres, mas poderosas.

A mudança radical que o mundo experimenta nos dias correntes oferece uma oportunidade aos economistas de voltarem à ciência econômica e ao bom senso, e evitarem o completo desprestígio da categoria.

Chega de lero-lero ultraliberal sem consistência, de mentiras sobre equilíbrio e justiça tributária e fiscal, de ilusões sobre a onipotência absoluta dos “mercados” e de absurdos sobre a história e a trajetória do desenvolvimento humano no planeta!

Capablanca

Capablanca

Ernesto Luís “Capablanca”, ou simplesmente “Capablanca” (homenagem ao jogador de xadrez) nascido em 1955, desde jovem dedica-se a trabalhar em ONGs com atuação em projetos sociais nas periferias de grandes cidades; não tem formação superior, diz que conhece metade do Brasil e o “que importa” na América do Sul, é colaborador regular de jornais comunitários. Declara-se um progressista,mas decepcionou-se com as experiências políticas e diz que atua na internet de várias formas.

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