Carta aberta ao Presidente Jair Messias Bolsonaro. Por JANA

Senhor Presidente Jair Messias Bolsonaro,

Por favor, ofereça uma prova cabal e suficiente ao povo brasileiro que o seu governo só tem compromisso com o povo, que quer salvar a nação e que tem a coragem necessária para lutar por essas coisas enfrentando os interesses dos mais ricos e poderosos. Deixe de lado por alguns instantes o varejo das pequenas decisões e faça um ataque frontal a um câncer que corrompe a saúde, agride o bom senso e assalta os cofres da República, ao mesmo tempo em que inviabiliza as empresas realmente produtivas, fere de morte o empresário empreendedor e sacrifica empregos aos milhões.

Produza amanhã na reunião do famosíssimo Copom um choque de redução das taxas básicas de juro em toda a economia, do Oiapoque ao Chuí, poupando imediatamente dezenas de bilhões de reais do Tesouro e estimulando que bancos façam o seu verdadeiro e útil papel, que é emprestar a quem precisa (gerando emprego e tributos) o que sobra de quem poupa.

Presidente, mas não se engane. O Senhor terá que enfrentar os mais ricos e poderosos deste território. Lealmente, adivirto-o de que Fernando Collor caiu depois de decretar feriado bancário e sequestrar a poupança. E Dilma Roussef também caiu por baixar os juros (exatamente o que lhe sugiro) e colocar os bancos públicos para baixar as tarifas e disputar mercado.

Presidente, se o senhor não o fizer, tudo bem, é compreensível. Não se pode pedir a alguém para botar a cabeça na guilhotina, não é mesmo?

Mas, Presidente, o senhor terá razões de sobra para justificar a medida: 1. Ela é boa do ponto de vista fiscal; 2. Ela é boa do ponto de vista do enfrentamento da recessão; 3. Ela é boa do ponto de vista da esperança dos desempregados; 4. Ela é boa para quem produz, para quem faz comércio e para quem presta serviço; 5. O juro está alto demais, quem não reconhece? 6. A inflação só cai; 7. No mundo inteiro o juro está negativo ou colado em zero.

Mas, presidente, o senhor terá que enfrentar o Paulo Guedes. Ele é banqueiro.

E aí, senhor Presidente? Vai encarar?

Lealmente, dou-lhe uma opção: faça de contas que nem leu esta carta.

Saudações, Jana.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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