A burrice da esquerda francesa e o exemplo do Brasil, por Jana

A esquerda francesa é burra, e é exatamente essa burrice da esquerda que abre tanto espaço para o crescimento dos exagerados da direita, como Marine Le Pen. Fazer propostas populistas para reduzir o desemprego e combater a desigualdade é um enorme erro do candidato Benoit Hamon.

O mundo todo se engaja no esforço de recuperar a economia, desde 2008, através da recuperação dos investimentos privados – o investimento privado somente retornará com a retomada da confiança. E todos sabem que o passo mais decisivo para a retomada da confiança é a conquista do equilíbrio fiscal. Este é o caminho, o único, é preciso ir fundo na austeridade.

O desequilíbrio fiscal, este sim, é o maior problema que enfrenta o continente Europeu. O Estado parece de propósito ignorar este fato e segue gastando mais do que arrecada, inclusive deixando irresponsavelmente de cumprir o compromisso assumido ao aderir à integração econômica e monetária da Europa.

O desemprego e a recessão são consequências diretas do desequilíbrio fiscal, qualquer economista sabe disso, qualquer cidadão minimamente informado ouve essa verdade dita e repetida em todos os meios de comunicação respeitáveis.

Pois bem. Agora vem o candidato socialista às eleições presidenciais deste abril para propor que os franceses trabalhem menos e o governo gaste mais. Isso é mais que burrice, é irresponsabilidade. O povo francês não é bobo, não será manipulado por propostas que representam um verdadeiro tiro no pé.

Aqui no Brasil, felizmente, o governo fez a coisa certa: congelou os gastos, todos os gastos, por 20 anos. Que venha a reforma trabalhista, flexibilizando tudo. Precisamos é de mais trabalho privado e mais austeridade pública.

Jana

Janete N. Freitas cursou escola de Comunicação, é executiva e consultora de vendas e marketing, adora um bom debate político e faz versos.