BRINCANDO COM A LITERATURA – PEQUENAS NOTAS SOBRE “A PESTE”, DE ALBERT CAMUS

– Recomendo que veja o Filme “A Peste”, ou leia, ou releia, o Livro “A Peste”, de Albert Camus (1913-1960), filósofo existencialista e escritor francês. O Livro “A Peste” é uma obra clássica, publicada em 1947, portanto é um romance pós II Guerra Mundial. A peste é uma epidemia, uma doença infecciosa e contagiosa, causada por um vírus, vindo dos ratos, que se espalha rapidamente e é transmitido para os humanos. Uma vez contraída a peste, ela é contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa, espalhando temor, desespero, pânico, terror e medo entre todos. Isto acontece na costa da Argélia, numa cidade fictícia, chamada Oran, que é invadida por milhares de ratos enormes, que surgem mortos em diferentes localidades, em que eles não eram, costumeiramente, vistos. Essa doença dos roedores se espalha entre os humanos, que começam a adoecer e a morrer, mas uma morte provocada por uma febre desconhecida, uma febre violenta, fatal, acompanhada de vômitos, inchaços, cansaço, asfixia, com muita dor, sofrimento e morte;

– Os pontos fundamentais do Romance “A Peste”, que eu gostaria de destacar, são, dentre outros, os seguintes: 1. A peste como uma espécie de mal, de absurdidade, de praga, de desgraça, de angústia, de aflição,  de desespero próprios do ato de existir, da existência humana, dos quais ninguém escapa, que são inerentes à contingência do mundo e à condição frágil do ser humano, e que, quando brotam, podem causar a todos (velhos, adultos, jovens e crianças, homens e mulheres, ricos ou pobres, patrões ou empregados, capitalistas ou trabalhadores) enfermidade corporal, espiritual e psíquica, dor, sofrimento e morte; 2. Isto denota, nessa obra de Camus, um certo pessimismo, pois ninguém pode escapar, fugir da peste, dessa condição contingencial, de instabilidade do mundo e de precariedade da condição humana, da fragilidade da humanidade, e que, mesmo com o progresso técnico-científico, tudo diante dela parece impotente, precário, frágil, para pará-la, detê-la, causando no ser humanos um temor diante do futuro; 3. mas, mesmo diante do pessimismo, o Romance “A Peste” nos aponta também, parece-me, para um certo otimismo, para uma esperança, ao mostrar a) que devemos tomar consciência da nossa debilidade, da fragilidade humana; b) que, diante da peste, devemos cuidar não só de nós, mas também dos outros, que devemos amar os semelhantes e sermos solidários com os outros, pois todos nós somos frágeis e iguais (afinal, estamos “todos (…) metidos no mesmo barco”) e c) que, mesmo parecendo que nossa condição humana de fragilidade seja insuperável, ineliminável, insuprimível, da qual podem brotar pestes, e que a peste seja sem solução, devemos, por dever moral e por consciência, por nossa condição humana, reagir, resistir e lutar pela vida contra ela, contra a morte, contra a barbárie, e que esta resistência como esperança tem que ficar como exemplo para as próximas gerações;

– “A Peste”de Camus, derivada da condição contingencial do mundo e da condição de debilidade, de fragilidade, humana, pode ser entendida como uma espécie de mal. Nessa direção, entendo também o mal como inerente à natureza, ao cosmo, em relação às suas imperfeições, às suas lacunas, bem como pertencente à situação não absoluta, mas contingencial, limitada, do ser humana, condição essa que lhe causa dor, sofrimento e morte. O mal é, portanto, o que causa violência, dor, sofrimento, morte, que não pode ser cabalmente eliminado, mas nós, seres humanos, não devemos ampliá-lo, estendê-lo, e sim lutar para diminui-lo, lutar contra ele, como o faz o médico Bernard Rieux, nesse Romance “A Peste”, de Camus. Mas, o que é, afinal, o mal? Somos capazes de definir o que é o mal? O mal, a maldade, que existe no mundo, provém da ignorância, como pensa Sócrates? Ou o mal não é objetivo, não existe em si, enquanto tal, pois ele é subjetivo, relativo, produto da convenção social, previamente estabelecido, combinado, pela sociedade, como defendem os Sofistas? Ou o mal é ontológico, como Santo Agostinho defende, a saber, tanto uma privação que advém da finitude, de tudo, que é finito, é ser criado, imperfeito, logo tem o mal em si, como também resultado da liberdade, da vontade humana, do livre-arbítrio humano? Ou o mal é moral, um mal cometido, por causa da culpabilidade, da culpa humana, como pena, como punição divina de seus “pecados”, como castigo de suas falhas? Por exemplo, nesse Romance “A Peste”, no seu sermão, o Padre Paneloux diz o seguinte: “Se hoje a peste vos olha, é porque chegou o momento de refletir. Os justos não podem temê-la, mas os maus têm razão para tremer. (…) . Por longo tempo, este mundo compactuou com o mal (…). Pois bem! Isso não podia durar. Deus, que durante tanto tempo baixou sobre os homens desta cidade seu rosto de piedade, cansado de esperar, desiludido na sua eterna esperança, acabara de afastar o olhar.

 

Privados da luz de Deus, eis-nos por muito tempo nas trevas da peste!” Ou o mal é, como pensa Leibniz, uma falha inerente à criatura, ao mundo, embora estejamos “no melhor dos mundos possíveis”? Ou o mal é, como pensa Hegel, a negatividade necessária, propulsora do desenvolvimento e inerente a tudo? Ou o mal pertence a deus, como o outro ser de deus mesmo, já que tudo o que é, tudo que existe, é e existe em deus, e nada é fora dele, inclusive o mal? Deus tem, então, dois lados, o lado do bem e o lado demoníaco, do mal? O demônio é deus invertido? Se deus tem também em si mesmo o mal, o demônio, ele sofre com a existência do mal? Mas, se deus existe, ou existisse, como um ser onipotente, todo poderoso e só absolutamente bom, por que ele não detém a existência do mal? Deus é limitado, e ele sofre com essa sua limitação, por não poder deter o mal? Mas, se deus é limitado, ele é, mesmo assim, deus? Um deus limitado, falho, irregular, é possível? Por que ele não se opõe ao mal imerecido, ao sofrimento injusto, ao mal sofrido, mas não ao mal cometido, que ataca as crianças, que sofrem, que sentem dor e morrem, sendo elas puras e inocentes? No Romance “A Peste”, há uma cena, muito forte, que mostra uma criança em agonia, morrendo, e, antes do seu último suspiro, ela grita agudamente, grita estridentemente, como se estivesse lamentando, protestando, contra deus por deixá-la sofrer injustamente, por ser vítima de um mal sofrido, sem um mal cometido de sua parte;

– Mas, a final, o que é a peste? Para mim, não se refere apenas a uma epidemia, a uma doença mortífera, mas a uma espécie de mal, de peste, que está não só no ser humano, mas também no mundo, na natureza, ou seja, a peste se refere às absurdidades que ocorrem não só, como Camus deixa mostrar, na sociedade (no coletivo), na vida humana e na individualidade de cada um, mas também na natureza. Embora a natureza seja bela, ofereça-nos maravilhas, seja o espetáculo das coisas fantásticas, ela produz também fealdades, monstruosidades, como terremotos, enchentes, secas, frio ou calor excessivos, excassez, com seus recursos limitados, que podem acabar e comprometer a vida no planeta Terra; a natureza não é só a condição da vida, mas também da morte. Para Camus, a peste faz parte da condição da vida humana, que é contingente, débil, quebrável, em que nada está seguro, e que todos nós, seres humanos, por sermos frágeis, corremos o risco de sermos, a qualquer momento, exterminados pela peste, seja por um vírus, seja por catástrofes ecológicas, seja por guerras, seja por regimes políticos autoritários, como ocorreram no Nazismo, no Fascismo e no Stalinismo, seja também por governos autoritários, antidemocráticos, como o Bolsonarismo, atualmente no Brasil, que inviabiliza a vida e país;

 

– O capitalismo visa produção e reprodução de capital a custa da exploração do homem e dos recursos da natureza, ou seja, ele quer sempre fazer bons negócios e lucrar, mesmo com a peste, com o COVID-19, sem se importar com a miséria humana, com o sofrimento, a dor e a morte. Embora a peste já tenha se manifestado e tomado conta da Cidade comercial de Oran e matado já metade da população, os seus habitantes “não levam a situação a sério”, riem, falam que são só alguns ratos, “um acidente, sem dúvida desagradável, mas, apesar de tudo, temporário”, passageiro, “que se trata de um alarme falso”, que não têm, como ocorre no Brasil, consciência da gravidade da situação, “continuam a colocar em primeiro plano as preocupações pessoais” e levam uma vida voltada tão-somente para o trabalho, “de manhã à noite”, para a obtenção de dinheiro, despreocupados com a doença contagiosa, a peste, distantes do outro e da natureza. “Mas há cidades e países em que as pessoas, de vez em quando, suspeitam que exista mais alguma coisa.” “Como imaginar, por exemplo, uma cidade sem pombos, sem árvores e sem jardins, onde não se encontra o rumor de asas, nem o sussurro de folhas.” “Em Oran, como no resto do mundo, por falta de tempo e de reflexão, somos obrigados a amar sem saber.” A peste acontece em Oran, uma Cidade capitalista, em que ninguém tem tempo para ficar doente, e o único tempo que se tem é para o trabalho e para obtenção de riqueza. “O que é mais original na nossa cidade é a dificuldade que se pode ter para morrer. (…) Nunca é agradável ficar doente, mas há cidades e países que nos amparam na doença e onde podemos, de certo modo, nos entregar. O doente precisa de carinho, gosta de se apoiar em alguma coisa.

 

É bastante natural. Em Oran, porém, os excessos do clima, a importância dos negócios que se tratam, a insignificância do cenário, a rapidez do crepúsculo e a qualidade dos prazeres, tudo exige boa saúde. Lá o doente fica muito só. O que dizer então daquele que vai morrer, apanhado na armadilha por detrás das paredes crepitantes de calor, enquanto, no mesmo minuto, toda uma população, ao telefone ou nos cafés, fala de letras de câmbio (…) ou de descontos? Compreenderão o que há de desconfortável na morte, mesmo moderna, quando ela chega assim, num lugar seco.” “Nossos concidadãos trabalham muito, mas apenas para enriquecer. Interessam-se principalmente pelo comércio e ocupam-se, em primeiro lugar, conforme sua própria expressão, em fazer negócios, (…) procurando (…) ganhar muito dinheiro.” Diante da peste, que traz consigo dor, sofrimento e morte, surgem os comerciantes, os empresários, também os evangélicos, como aqui no Brasil nesta pandemia do COVID-19, que querem vender mais caro e aumentar seus capitais, se darem bem com a peste, seja lucrando com o sofrimento alheio, seja aumentando os preços dos produtos de primeira necessidade, “dos gêneros alimentícios” e dos medicamentos;

 

A peste, como o COVID-19, é para todos. A peste, entendida como uma espécie de mal, de absurdidade, que está ou pode ocorrer na natureza, no mundo, na sociedade (no coletivo) ou em cada um de nós, como indivíduos, como singulares, e que ela (a peste) vem à tona, a qualquer momento, causando dor, sofrimento e morte. E da peste, da praga, ninguém escapa, velhos, adultos, jovens, crianças, homens e mulheres, ricos ou pobres; isto é, ninguém é imune à peste, à praga, isento dela; ela é inerente a tudo e a todos, pois é uma condição do mundo e da vida humana: “Sei, de ciência certa (sim, Rieux, sei tudo da vida, como vê), que cada um traz em si a peste, porque ninguém, não, ninguém no mundo está isento dela.” E “somos agora como todos os outros”;

 

– A fragilidade humana não pode ser evitada: Diante da fragilidade humana, não há segurança absoluta e dela não podemos escapar, e, por isto, estamos sujeitos a absurdidades, à contingência, ao acaso, a situações sem sentido, aos absurdos, ou seja, diante de tudo isto, o serviço de desratização, os hospitais, o progresso, a tecnologia e a ciência, bem como a política, a Justiça e o Direito, nada serve, tudo é quase nulo e não pode evitar a peste, a morte. “Nada podemos contra isso.” “Simplesmente, os meios de luta contra a peste não eram ainda suficientes. ”

– Frente a essa nossa condição, a saber, de seres, na sua essência, fracos, também a religião é impotente, insuficiente, para poder nos salvar. “Isso não servia para nada”. De acordo com os sermões do Padre Paneloux, um jesuíta erudito, a peste é castigo de deus em virtude do pecado humano, da depravação humana, do mal, do desvio do bem, que contraria a vontade de deus. ”Irmãos, caístes em desgraça, irmãos, vós o merecestes”. “Logo depois dessa frase, Paneloux citou o texto do êxodo relativo à peste do Egito e disse: ‘A primeira vez em que esse flagelo aparece na história é para atacar os inimigos de Deus. O faraó opõe-se aos desígnios eternos, e a peste o faz então cair de joelhos. Desde o princípio de toda a história, o flagelo de Deus põe a seus pés os orgulhosos e os cegos. Meditai sobre isso e caí de joelhos’” “É aqui, meus irmãos, que se manifesta, enfim, a misericórdia divina que colocou em todas as coisas o bem e o mal, a cólera e a piedade, a peste e a salvação.” “Há muito tempo, os cristãos da Abissínia viam na peste um meio eficaz, de origem divina, para alcançar a eternidade.” Mas esses discursos religiosos acusadores, esses sermões punitivos aos infiéis, como castigo coletivo, diante da peste não respondem a nada, são palavras inúteis, ineficazes, e não se justificam diante do sofrimento injusto, da dor e da morte de bebês, da inculpabilidade de crianças, de inocentes, saudáveis e puras. Diante da morte terrível de uma criança, diz o padre Paneloux: “- Isso é revoltante, pois ultrapassa nossa compreensão. Mas talvez devamos amar o que não conseguimos compreender.” Mas, o médico Bernard Rieux reage, dizendo bruscamente: “Não, padre. – Tenho outra ideia do amor. E vou recusar até a morte essa criação em que as crianças são torturadas.” “Havia, certamente, o bem e o mal e, geralmente, as pessoas sabiam explicar facilmente o que os distinguia. A dificuldade começava porém no interior do mal. Havia, por exemplo, o mal aparentemente necessário e o mal aparentemente inútil. Havia (…) a morte de uma criança. Pois, se é justo (…), não se compreende o sofrimento de uma criança.”

– O Romance “A Peste” nos ensina que, mesmo regredindo ou terminando a peste, isto “não pode ser uma vitória definitiva”. “Na verdade, ao ouvir os gritos de alegria que vinham da cidade, Rieux lembrava-se de que essa alegria estava sempre ameaçada. Porque ele sabia o que essa multidão eufórica ignorava e se pode ler nos livros: o bacilo da peste não morre nem desaparece nunca, pode ficar dezenas de anos adormecido nos móveis e na roupa, espera pacientemente nos quartos, nos porões, nos baús, nos lenços e na papelada. E sabia, também, que viria talvez o dia em que, para desgraça e ensinamento dos homens, a peste acordaria seus ratos e os mandaria morrer numa cidade feliz.” Amanhã o mundo poderá romper-se em pedaços. Há uma lição de verdade nessa ameaça que paira sobre nossas cabeças”. Portanto, não podemos esquecer do que aconteceu e devemos tomar consciência da fragilidade da nossa condição humana. “Que estamos todos na peste”. E, como somos frágeis e iguais, devemos, no dia-a-dia, sermos modestos, “ajudarmos uns aos outros”, amarmos mais os semelhantes e sermos mais solidários ao próximo. “É isso que pode aliviar os homens e, se não os salvar, pelo menos, fazer-lhes o menos mal possível e até, às vezes, um pouco de bem. E foi por isso que decidi recusar tudo o que, de perto ou de longe, por boas ou más razões, faz morrer ou justifica que se faça morrer.” “Agora, porém, consinto em ser o que sou – aprendi a ser modesto”, e

– Mesmo sabendo da nossa fragilidade, que não podemos evitar a peste, devemos resistir, a ela, lutar contra ela, e isto eu acho muito importante, central, fundamental, nesse Romance, “A Peste”, de Camus. Nesse Romance, “A Peste”, no meio ao cenário, em que nos deparamos com a morte a todo instante, somos tomados pelo sentimento de impotência por não podermos conter a morte, mas, diante de todas as dificuldades, da desolação que consome a todos, vemos o exemplo do médico Bernard Rieux, como uma imagem do “homem revoltado, do homem que luta de todas as formas contra a peste, para reduzir o sofrimento humano. O médico Bernard Rieux é aquele que não adere, que não aceita, que resiste – como o homem revoltado, o homem que se revolta, que age, mesmo sabendo que não vai mudar, mas, pela sua consciência, sabe que deve reagir, sabe que deve fazer algo; a superação da absurdidade – não tem sentido, a pessoa vai morrer, mas, apesar disto, deve-se fazer algo, pela consciência humana, pelos princípios morais – não desistir, não deixar de fazer, não aceitar a situação da qual não podemos fazer nada. Por exemplo, diante do poder esmagador do Nazismo, do Fascismo, ou do Governo Bolsonaro, mesmo que a massa o apoie, que não queira ouvir uma voz contrária, o homem, tal como o médico Bernard Rieux, que resiste, que luta, que se revolta contra a injustiça, mesmo que não faça sentido, tem por consciência que fazer algo, porque faz sentido para quem o faz. ”Não se deve deixar para amanhã.” Esta deve ser a condição do “homem revoltado”, do homem crítico, do homem consciente, do homem lúcido do seu tempo.

Eduardo Chagas

Eduardo Chagas possui Graduação em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (1989), Mestrado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (1993) , Doutorado em Filosofia pela Universität Kassel (Alemanha) (2002) e Pós-Doutorado em Filosofia pela Universität Munster (Alemanha) (2018-2019). É professor efetivo (Associado 4) do Curso de Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Ceará - UFC, professor do Programa de Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO) e professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da FACED - UFC. Atualmente, é Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (PQ nível 2); é Editor da Revista Dialectus (http://www.revistadialectus.ufc.br/index.php/RevistaDialectus/about/editorialPolicies#sectionPolicies). E dedica suas pesquisas ao estudo da filosofia política, da filosofia de Hegel, do idealismo alemão e de seus críticos, Feuerbach, Marx, Adorno e Habermas. Outras informações acesse a homepage: www.efchagas.wordpress.com. É membro da Internationale Gesellschaft der Feuerbach-Forscher (Sociedade Internacional Feuerbach).

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