Sobre Uribam Xavier

Uribam Xavier - gosta de café com tapioca e cuscuz, peixe frito ou no pirão, de frutas e verduras, antes de ser hipertenso era chegado a uma buchada e a um sarapatel. Frequenta o espetinho do Paraíba, no boêmio e universitário bairro do Benfica [Fortaleza], e no pré-carnaval segue o bloco Luxo da Aldeia. É professor, ativista decolonial e anti-imperialista, escrever para puxar conversa e fazer arenga política. Seus dois últimos livros são: “América Latina no Século XXI – As resistências ao padrão Mundial de poder”. Expressão Gráfica Editora, Fortaleza, 2016; “Crise Civilizacional e Pensamento Decolonial. Puxando conversa em tempos de pandemia”. Dialética Editora, São Paulo, 2021

BRASIL CAPADO E SANGRADO

Capistrano de Abreu, ao relatar nossa história, afirma que “o povo foi, durante três séculos, capado e recapado, sangrado e ressangrado”. José Honório Rodrigues, seu arguto leitor, destaca a existência permanente em nossa história política de uma conciliação pelo alto

SANDUÍCHE NATURAL – por Uribam Xavier.

Retiram-se as folhas de papel alumínio,
Eis o conteúdo:
Duas fatias de pão de forma,
Maionese hellmann’s,
Milho em conserva,
Atum de enlatados.
Tão natural quanto os laranjas
Da família, do partido e do governo de Bolsonaro.
Tão natural, quando o predador de florestas
Não saber quem é o