Sobre Rui Martinho

Doutor em História, mestre em Sociologia, professor e advogado.

CONSPIRAÇÃO COMO ARGUMENTO

Dizer que se trata de conspiração, ou negar tal coisa, tornou-se tema recorrente. Teoria conspiratória pode ser retórica que facilita sofismas, desqualificar sem exame. É acusação de fantasia, tolice ou trama diabólica. Pode ser argumento insidioso. Conspiração é “(…) conluio,

Democracia

Unanimidades sobre conceitos bem determinados são raras. Concordâncias amplas são facilitadas por conceitos indeterminados. Democracia é de aceitação geral. Pode ser entendida dos mais variados modos. Winston Churchill (1874 – 1965) teria dito que o regime democrático é o pior,

O MIMETISMO METODOLÓGICO

Cientistas usam sem cerimônia argumentos morais e confessionais. Filósofos, por sua vez, socorrem-se da ciência na tentativa de fundamentar suas teses, citando, em alguns casos, teorias científicas pouco compreendidas pelo público não especializado, de modo análogo ao personagem de Lima

OS CICLOS DA RAZÃO

Pensar é inerente ao homem. A Filosofia, como sistematização teorética, formando narrativas complexas e interligando significados, foi criada ou aperfeiçoada pelos gregos. É um caminho diverso da Filosofia de outros povos, eminentemente prática. Egípcios usavam a geometria na demarcação de

O TECIDO SOCIAL

Compreender o homem ocupa largo espaço da reflexão humanística. Alex Carrel (1873 – 1944), militava nas ciências biológicas. Enveredou pela Filosofia. Na obra “O homem esse desconhecido”, concluiu que o homem é indefinível. Acrescentemos: defini-lo seria limitá-lo. Renê Girard (1923

O BRASIL QUE NÃO VEMOS

Entender um grande país, com enorme diversidade, desafia estudiosos. Inúmeras obras clássicas enfrentaram este desafio hercúleo, empreendendo análises sociológicas, antropológicas, econômicas e históricas. No momento os olhares se voltam, nos meios de comunicação, para aspectos polêmicos, típicos de uma visão

APORIAS DO PENSAMENTO POLÍTICO

O pensamento político se fixa nos mesmos pontos desde a Antiguidade: pobreza, exploração, emancipação, legitimidade política, igualdade, liberdade e a historicização integral do homem. A modernidade introduziu conceitos como exército de reserva, pauperização; novas pautas, como a liberdade de ser,

O DNA DA CRISE INSTITUCIONAL

Contemplar a crise institucional sem “fulanizá-la” é procurar entender o seu DNA. Pessoas lideram e decidem. Não decidir também pode ser decisão. Sujeitos podem ser proativos ou reativos, sem deixar de ser agentes. A metodologia compreensiva de Maximilian K. E.

O USO DA RAZÃO

As tecnologias digitais multiplicaram as comunicações. Muito mais limitado era o alcance do invento de Johann Gutenberg (1398 – 1468), que ensejou o enciclopedismo dos iluministas do século das luzes; panfletos; e jornais que contribuíram para revoluções. A era do

A TRANSIÇÃO

Todo tempo é tempo de transição, dizem os seguidores de Heráclito de Éfeso (540 a. C.– 470 a.C.), para quem não se toma banho duas vezes no mesmo rio, pois o rio e o homem já não os mesmos. Tal

A COMPLEXIDADE E A POLÍTICA

O conhecimento, fruto do esforço de compreensão do mundo, pode ter como objeto pequenos fragmentos do real, ou amplia-lo até o todo, que os físicos chamam “teoria de tudo” a fracassada tentativa de unificar a explicação das quatro forças fundamentais