Sobre Alder Teixeira

Professor titular aposentado da UECE e do IFCE nas disciplinas de História da Arte, Estética do Cinema, Comunicação e Linguagem nas Artes Visuais, Teoria da Literatura e Análise do Texto Dramático. Especialista em Literatura Brasileira, Mestre em Letras e Doutor em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais. É autor, entre outros, dos livros Do Amor e Outros Poemas, Do Amor e Outras Crônicas, Componentes Dramáticos da Poética de Carlos Drummond de Andrade, A Hora do Lobo: Estratégias Narrativas na Filmografia de Ingmar Bergman e Guia da Prosa de Ficção Brasileira. Escreve crônicas e artigos de crítica cinematográfica

Ato de Contrição

Em inícios de fevereiro, este colunista dizia aqui neste espaço: “No Brasil, na contramão das evidências de que seremos frontalmente atingidos (o número mais que dobrou em 24 horas), a irresponsabilidade de um presidente louco tenta manter a população indiferente

CONTRA O ÓDIO

À exceção dos 20% de fanáticos que seguem insanamente o presidente Jair Bolsonaro, a que se somam ortodoxos de extrema-direita e a gente endinheirada para quem nada é mais importante que sua riqueza, perfazendo os 30% que ainda dão sustentação

Apesar de você

“Hoje você é quem manda / Falou tá falado / Não tem discussão / A minha gente hoje anda / Falando de lado / E olhando pro chão, viu? / Você que inventou esse estado / E inventou de inventar

O último olhar

       A alma, se quer conhecer a si mesma, deve olhar para a outra alma. (Platão, Alcibíades).
 
Na sua edição de hoje, 23 de abril, o jornal Folha de S. Paulo traz em uma de suas seções o depoimento de

Normal repaginado

No ‘pacote’ de expectativas para o pós-pandemia, a exemplo do que ocorre sempre que a humanidade é posta diante de grandes crises, capazes de afetar a sua lógica de normalidade, é comum que as pessoas busquem construir “discursos” que apontem,

O retratista da tragédia

Era final dos anos 1970.
 
Mal ingressara eu no curso de Letras da UFC, quando me caiu nas mãos, presente de uma amiga, Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca, publicado dois anos antes. Poucas horas depois, impactado com a leitura do

Quarentena

Ao abrir a minha caixa de mensagens, dou com Paulo Elpídio, como sempre, escorreito, loquaz, elegante: — Por aqui capino as minhas estantes: colho coisas desaparecidas e dou-lhes atenção. Refugo alguns guardados indevidos, mergulhei em textos antigos, arranquei o Eça

O poeta e a pandilha

Rubras cascatas jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas.
 
Em fins dos anos 70, os símbolos e as cores nacionais nos causavam pavor. Um simples acorde do hino nacional, era capaz de ocasionar dentro de cada um de nós

Como digno?

Moro sai menor do governo de Jair Bolsonaro do que entrou. Seu pronunciamento foi um misto de delação e mea culpa. Traiu-se pelo gogó. Percebendo salários avantajados por mais de 20 anos, abriu mão dos mesmos em troca de um