Alder Teixeira – Arte, beleza e elegância marcam a trajetória de um intelectual exemplar

Quando alguém fala em arte, estética, amor, Iguatu, sensibilidade, literatura, filmografia, livros, é natural que venha em nossa mente um nome em torno destas questões. Mas não me refiro a um personagem de filme, o menino Toto, por exemplo, aquele que se encanta pelo cinema e inicia uma grande amizade com o projecionista de sua pequena cidade. Não, não, me refiro a personalidade real, outro menino, cearense, homem do mundo, filho de Iguatu – Alder Teixeira é o convidado desta semana do PerfilHQ.

 

Coincidência ou não, assim como o personagem em Cinema Paradiso vai atrás de seu sonho e realiza a paixão pelo cinema, por aqui, na vida real, Alder Teixeira não perde a oportunidade de fazer aquilo de que mais gosta.

Na entrevista a seguir, o escritor e professor Alder Teixeira se mostra por inteiro em sensibilidade, generosidade e coerência. Vamos conferir?



Em situações extraordinárias, por exemplo durante ascensão do fascismo ou de governos opressores, as artes já provaram que “caçam jeito” e exercem um papel importante expressando crítica e liberdade. Fale um pouco sobre a relação entre Arte e Política, Literatura e Política.

Alder – Não concebo a atividade intelectual, qualquer que seja ela, alheia ao seu tempo e aos desafios que isso naturalmente significa, a exemplo da exploração do homem pelo homem, das contradições de modelos que resultam em sociedades profundamente desiguais e injustas sob muitos outros aspectos. Se, para a ciência, na linha do que professou o poeta e dramaturgo Bertolt Brecht, deve-se insistir que a sua mais importante razão de ser é minimizar a miséria humana, compreendendo-se essa miséria em toda a sua abrangência, para o artista, então, e para o escritor em particular, pela natureza do instrumento com que lida enquanto artista, a matéria-prima com que realiza o seu construto artístico, que é a palavra, mais ainda essa missão torna-se para ele quase uma obrigação. Não que isso o leve a tornar a sua literatura panfletária, voltada obsessivamente para a dimensão política que envolve, o que resultaria empobrecedor do ponto de vista estético, que é a função precípua do ato de escrever literatura enquanto obra de arte. O escritor, seja ele pequeno ou grande, goze de prestígio ou não, assim como o pintor, o homem de teatro e cinema, o compositor… não pode fechar os olhos para os que sofrem diante de um certo estado de coisas, sob pena de se tornar cúmplice de tudo aquilo que oprime outros homens, que rouba o seu direito de viver plenamente e de se sentir por inteiro na sua relação com o mundo. Heidegger, a quem devidamente se faz restrição, pela forma como se posicionou diante do nazifascismo, levanta sobre o que estou dizendo uma reflexão importante: o homem não é um receptáculo, algo dentro de que se acumulam dados acerca do mundo, mas, sim, um “estar-no-mundo”. E quando ele diz “estar-no-mundo” não quer dizer ocupar um espaço físico, como estar em um certo lugar, mas ser uma presença ativa, capaz de transformar realidades e de pensá-las melhor, mais humanas, mais livres e mais justas, que me perdoem a redundância. E já que falei do escritor, reavivo o que disse, sobre ele, Sartre, com três perguntinhas fundamentais para o que estamos discutindo: O que é escrever? Por que escrever? Para quem escrever? Se procurarmos refletir sobre essas questões, estou certo de que entenderemos as relações entre a arte, a literatura, no caso, e a atividade política numa perspectiva mais ampla.



Como se deu o seu encontro com a literatura e essa “intimidade” com Machado, Flaubert, Drummond…?

Alder – Desde muito cedo, sem que existam explicações formalizadas sobre isso, a literatura me seduziu, mesmo nas minhas primeiras experiências de leitor, quando, por óbvio, as minhas leituras não eram as melhores. Ocorre-me lembrar que li avidamente, sem me dar pelas limitações de sua literatura, por exemplo, Adelaide Carraro, romances como Falência das elitesEu mataria o presidenteEu e o governador… Vieram na sequência, Érico Veríssimo e Jorge Amado, a meu ver escritores extraordinários, muito embora vistos com certo preconceito pela grande crítica, e que me abriram ainda mais os anseios por enxergar o mundo esteticamente. A leitura, o hábito de ler, é uma experiência que vai evoluindo por si mesma, levando o leitor a se tornar cada vez mais exigente, mais refinado na recepção do texto literário. Logo me caíram nas mãos, não por acidente, autores, digamos, mais profundos, mais completos formal e conteudísticamente falando. Dostoiévski me conquistou, pelo que explora da alma, da complexidade do homem, dos conflitos que o atormentam. Machado de Assis, um escritor de primeira linha, muito maior do que os limites da língua em que escreveu fez o mundo conhecer, somou-se ao escritor russo, expondo com fina ironia a boçalidade da classe média brasileira, as contradições do homem. Para me reportar a Flaubert, citado na sua pergunta, trata-se do romancista mais exigente de quantos conheço, pela atenção dedicada à linguagem, pelo estilo aprimorado, a exemplo do que se pode constatar numa simples leitura do Madame Bovary ou de A Educação sentimental. Um esteta, no sentido mais específico do termo, que produziu exemplos clássicos da melhor literatura. Quanto a Drummond, é poeta de envergadura, que produziu uma obra incontornável, na perspectiva das literaturas de língua portuguesa e de quaisquer outras. A Rosa do povo, para citar um dos seus livros mais importantes, cujos setenta e cinco anos de publicação se comemoram este ano, é um conjunto de poemas grandiosos, quer na perspectiva da forma, quer na perspectiva do conteúdo. Nada disso, suponho, teria se desenvolvido por completo sem o incentivo dos bons professores, daqueles que, mais amadurecidos como leitores, indicaram caminhos, possibilidades, fizeram-me descobrir alguns segredos, algumas linhas de força dos grandes livros e dos grandes nomes da literatura universal.



Sabe-se que fez teatro. Como foi essa experiência?

Alder – Fiz teatro, sim. Permita-me dizer que fui um bom ator, que estudava técnicas de interpretação, que procurava aperfeiçoar o seu trabalho pelo exercício constante da arte do ator. Se tivesse de identificar algo que se possa entender, na falta de uma outra palavra, como um tipo de frustração, eu diria que foi não ter seguido no teatro, quem sabe me profissionalizando… Circunstâncias de minha vida pessoal levaram-me a me estabelecer por alguns anos no interior, onde as condições para fazer teatro não eram as melhores e fui direcionando a minha atividade para a vida acadêmica, como professor universitário. A vocação para o teatro, por sinal, ajudou-me nas aulas de literatura, onde costumava fazer conexões entre a arte literária e as artes cênicas. Depois, ensinei no curso de artes cênicas do IFCE, na cadeira de análise do texto dramático e de iniciação à estética teatral.


Quando a arte é livre trata-se da verdadeira liberdade ou somente de uma liberdade sem consequências para o poder, ou seja, uma pseudoliberdade?

Alder – Nenhuma liberdade é inconsequente. Se conquistada pelo sacrifício de muitos, bem na linha do que se pode ver no Brasil, então, essa liberdade é o caminho para a construção de um mundo melhor. Não gosto do termo pseudoliberdade, pois não consigo compreender a liberdade se não na sua plenitude. É algo hamletiano: é ou não. O que se vê hoje no Brasil, é atípico, pelo que se tem feito em termos políticos, com um governo autoritário e de fisionomia fascistoide, mas ainda é liberdade, na medida em que as instituições estão funcionando, bem ou mal, mas funcionando, sem o que já teríamos despencado numa ditadura, sonho dos idiotas que aplaudem o atual presidente, e de setores do exército que sentem saudade das benesses com que foram tratados nos anos de chumbo. Quanto à arte, essa não pode se deixar rotular pelo substantivo da pseudoliberdade, pois, em si, ela é sempre livre, por mais que o suporte, os canais através dos quais o artista se expressa, sejam tolhidos. Na sua essência, a arte é libertação.



Apaixonado pela sétima arte e estudioso do cinema conte um pouco sobre suas preferências; filme, diretor…trilhas…

Alder – O cinema é a arte das artes, levando-se em consideração que diferentes códigos constituem a sua carpintaria: música, literatura, pintura etc. O casamento entre as muitas linguagens resulta no que existe de mais sedutor plasticamente falando. Imagem, música, palavra, reunidas numa só matéria artística, é a beleza elevada à sua máxima potência. O meu amor pelo cinema nasceu dessa percepção, de que, na tela, convivem harmoniosamente os diferentes códigos estéticos, o belo artístico formalizado num tipo de expressão que nos toma pelos diversos sentidos. Como todo mundo, comecei pelas estéticas mais simples, o faroeste, por exemplo. Mas, mesmo nessa fase de minha evolução como cinéfilo, já me encantava a maneira com que alguns cineastas tratavam a matéria fílmica. Um filme se faz com procedimentos formais, enquadramentos, angulações e movimentos de câmera, detalhes evidenciados nos closes, cortes e junções de planos, cenas e sequências. Sérgio Leone, para citar um realizador de minha primeira recepção como cinéfilo, tirava-me o fôlego com os procedimentos adotados, por exemplo, na famosa trilogia de O homem sem nome. A sequência de abertura de Era uma Vez no Oeste, que mais tarde eu viria a explorar didaticamente nas minhas aulas de estética do cinema, na universidade, tocavam-me de tal modo que não saberia explicar por completo. Meu Deus, aquelas imagens, os recursos de montagem, os cortes, travellings e panorâmicas, ampliados esteticamente pela beleza da trilha de Ennio Morricone, desencadeavam em mim uma emoção estética que não pode ser dita com palavras. Depois, apurada a sensibilidade, vieram os grandes realizadores, vieram o neorrealismo italiano, a nouvelle-vague, o expressionismo alemão, o cinema russo, enfim. Ah, e Bergman (risos), com sua maneira inconfundível de escrever roteiros, de trabalhar a câmera, seus closes maravilhosos, a dizer, como um Dostoiévski do cinema, o que somos nós, o que é o homem em toda a sua complexidade. Tarkóvski, Dreyer, Truffaut, Hitchcock, Godard…, não necessariamente nesta ordem.  Quanto aos filmes de minha predileção, devo citar CasablancaO terceiro Homem, Fanny e Alexander, O sétimo selo e Cinema Paradiso, para citar alguns.



Desses filmes e livros, lembra de passagens marcantes, que voltam à sua mente sempre que fala sobre eles? Poderia citar… em palavras rápidas?

Alder – Sim. A cena de perseguição numa galeria de esgoto de Viena, no filme O terceiro Homem, de Carol Reed, com Orson Welles, é algo perfeito do ponto de vista plástico. A luz, a forma como a câmera se movimenta, impressionam pelo requinte estético, pela beleza da imagem, pelo rigor da direção de atores. Em Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore, há cenas memoráveis, por sua beleza estética, sua poética extremamente bem trabalhada, que fazem da película uma verdadeira declaração de amor ao cinema. A sequência em que o menino Totó deixa Giancaldo, na estaçãozinha de trem da cidade, constitui uma das transições mais belas de toda a história da sétima arte: a câmera faz um travelling seguindo o trem que o leva embora, e, de repente, o que se vê é um avião em trabalho de pouso, quando ele, agora cineasta consagrado, retorna à mesma cidade, para o enterro de Alfredo, o projecionista que lhe ensinou a amar o cinema. Tornatore joga com duas temporalidades, distantes do ponto de vista histórico, em segundos, e a poesia disso não pode ser descrita se não assistindo-se ao filme. Sinto um arrepio de pele sempre que a vejo, e já o fiz em torno de sessenta vezes, quando menos. O livro de Camus, O Primeiro Homem, na cena em que narra a sua chegada diante do túmulo em que está enterrado seu pai, é algo incomunicável, que só lendo se pode entender completamente. Enquanto lê a lápide com as datas de nascimento e morte, aos 29 anos, a personagem imagina: o homem que está ali, sepultado, e que foi seu pai, poderia ser naquele momento seu filho. É sublime a força, é sublime a poesia que a narração envolve. A despedida de Miguilim, no Corpo de Baile, de Guimarães Rosa, quando o garoto pede os óculos do médico que por ali passa e constata a sua miopia, é de uma beleza enorme, que cito de cor: “Nem podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus tudo…” Como não ficar emocionado diante de tanta beleza, não é mesmo? É isso que faz da arte algo necessário, sem o que o mundo não teria jeito algum.



O artista deve se libertar do passado e reinventar o mundo, ou relacionar-se com o passado?

Alder – Acho, sinceramente, que o passado é a matéria-prima de que todo artista, uns mais, outros menos, lança mão ao compor a sua obra. Isso não significa dizer que circunscreva o que realiza artisticamente a experiências concretas do que viveu no passado, mas, não tenho dúvida, é desse passado que surgem as suas emoções mais profundas, as recordações mais íntimas e, por isso mesmo, mais inapagáveis. E, curioso, não se trata de realidades concretas, longe disso. Muitas vezes são irrealidades que fazem explodir dentro do artista uma ideia, um sentimento, e essa necessidade de expressão que o move ao compor uma música, ao escrever um poema, ao realizar um filme ou pintar uma tela. Fazer arte é algo tão intenso, por mais simples que pareça esse fazer, que nessa experiência está o mundo, estão todos os homens, todas as emoções e todos os lugares, mesmo que se trate de um quadro que apenas registre um pôr-do-sol, uma música que se estruture em procedimentos elementares de escala musical, um poema que exteriorize, por exemplo, temas recorrentes, uma saudade ou a dor de uma perda. Aí está a humanidade, essa massa indefinível de que o artista faz parte e a cujos movimentos se integra no que chamamos vida.




Fale um pouco de sua infância e juventude.

Alder – Começo por dizer que nasci em Iguatu, cidade em que nasceram Eliazar de Carvalho, Humberto Teixeira, Alcântara Nogueira, Fran Martins, e que Evaldo Gouvêia adotou como sua. Digo isso a propósito de ressaltar a vocação artística e intelectual de minha terra, onde ainda se pode desfrutar da beleza do céu mais bonito de quantos existem (risos). Insisto, assim como imortalizou Catulo da Paixão Cearense, num clássico do cancioneiro popular, sobre o luar do sertão, não há céu como o de Iguatu. Peço-lhe desculpas se isso lhe parecer piegas. Muito, quero crer, porque é bastante, ainda hoje, que feche os olhos para vê-lo no quadro de minhas retinas, cobrindo de poesia a minha vida, por inteiro. Em Iguatu, fiz as primeiras descobertas, como ocorre a todas as crianças, tornei-me rapaz, nutri as primeiras fantasias, vivi meus amores mais puros. Tenho por tendência de família, ser profundamente emotivo e recordar com saudade as coisas de minha infância, de minha adolescência… E um sentimento telúrico que não me abandona, mesmo quando viajo o mundo ou me encontro nos espaços mais urbanos e mais desenvolvidos. Sei que, como no Drummond das memórias itabiranas, hoje Iguatu “é um quadro na parede, mas como dói”! Tudo aquilo em que me tornei, como homem ligado às coisas da arte, professor, leitor, gente, tem na cidade de Iguatu as suas raízes, por muito que eu seja um ser cosmopolita, um homem do mundo, como dizia sempre, de mim, a mãe dos meus filhos, com o carinho que lhe é próprio. Mesmo o meu amor pela Arte, pela literatura, vem de Iguatu, onde me dediquei a ler os primeiros livros, a cometer os primeiros escritos, muito cedo. E a militância política, também ela terá nascido ali, quando participei de movimentos estudantis, entrei para o Partido dos Trabalhadores, presidindo-o, e fui eleito vereador por dois mandatos… A carreira universitária… tudo, enfim, tem ligação com aquela cidade, com o seu povo, lugar de pertencimento, onde moram familiares e alguns dos meus grandes amigos. Em Fortaleza, no entanto, à época de universidade, terei moldado o meu perfil de adulto, na sequência de outras cidades em que morei.



  • Em que outra época gostaria de ter vivido?

 

  • Alder – Nesta, não noutra. No aqui e agora, é que me é dado o desafio de ser um homem inteiro, mas que pode ser melhor, evoluir no sentido mais importante do que chamamos aperfeiçoamento do ser, em que pesem as minhas limitações e a minha impotência diante dos grandes problemas a ser enfrentados.

 

  • A palavra de que você mais e a de que menos gosta? Por quê?

 

  • Alder – Beleza, esta palavra-tudo, é aquela de que mais gosto. Arrogância, que define uma certa elite financeira, e uma classe média imbecil que pensa ser o que não é, na lógica de um capitalismo selvagem, é aquilo, aquela palavra que não suporto.

 

  • Politicamente, eu sou um homem de esquerda, mas de uma esquerda que tem expectativas otimistas, que sonha com a socialização dos direitos, dos prazeres, da felicidade, do acesso igualitário a todas as coisas boas que a vida oferece em termos materiais e espirituais.

 

  • Quem você ressuscitaria?

 

  • Alder – Che Guevara, porque, nos limites meramente humanos, sonhou e lutou por um mundo mais justo, sacrificando a própria vida, quando lhe teria sido cômodo apenas usufruir de sua inteligência privilegiada e das conquistas materiais de um médico de classe média alta, bonito e carismático.
  • O livro que já leu várias vezes?

 

  • Alder –Crime e Castigo, de Dostoiévski.

 

  • Eu me acalmo com uma boa música, uma bebida de ocasião, a presença de um amigo querido.

 

  • Eu me irrito com gente que aplaude um farsante, que defende a ditadura e a volta dos militares ao poder.

 

  • A emoção que te domina?

 

  • Alder – As que nascem do amor.

 

  • Um dia ainda vou ver este país se reencontrar politicamente.

 

  • Existem heróis? Qual o seu?

 

  • Alder – Ecoo Brecht: triste de um povo que precisa de heróis.

 

  • Religião para mim é uma das muitas formas de acreditar na possibilidade de um mundo mais humano, muitas vezes ingenuamente.

 

  • Dinheiro é necessário, importante, mas, infelizmente, responsável por grandes tragédias humanas.

 

  • A vida é algo precioso, belo, divino…

 

  • Se você tivesse o poder absoluto para mudar qualquer coisa o que mudaria?

 

  • Alder – A realidade dos que sofrem, dos que não possuem, dos que são injustiçados…

 

  • Quem você gostaria de ser?

 

  • Alder – Um homem melhor…

 

  • Não perco uma oportunidade de fazer aquilo de que mais gosto.

 

  • A solidão e o silêncio …

 

  • Alder – São necessários e nos enriquecem por dentro.

 

  • O Brasil é um belo país, devastado pelos maus políticos e por sua elite financeira perversa e arrogante.

 

  • O ser humano vai destruindo, infelizmente, o que existe de mais belo e mais indispensável.

 

  • Eu sou, minha mensagem é …

 

  • Alder – Um homem que se empenha em ser coerente, minha mensagem é: sonhe com uma sociedade mais igualitária. Mas sonhar só, não basta, já disse um certo barbudo alemão, é preciso transformar o que aí está.

 

Para saber mais sobre o professor aposentado da Universidade Estadual do Ceará e do IFCE, mestre em Letras e doutor em Artes, autor dos livros “Guia da Prosa de Ficção Brasileira”, “Do Amor e Outras Crônicas”, “Drummond: Componentes Dramáticos”, “Estratégias Narrativas na Filmografia de Ingmar Bergman”, “Arte – Da Estética e Outras Questões,” este com a coautoria da arquiteta Carolina Araújo, acesse o nosso canal do youtube e os links aqui. https://segundaopiniao.jor.br/da-arte-e-outras-questoes/

https://www.youtube.com/channel/UCLkw3LRs1LdG7c2CSll6dag/videos

 

 

 

Heliana Querino

Heliana Querino

Heliana Querino - jornalista, escritora, pesquisadora, coordenadora de Cultura em SegundaOpinião.jor Um cronópio num mundo repleto de Famas. Metade de minha alma tem quinze, a outra, duzentos anos.

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