A reconstrução das Finanças Públicas não é questão de convencimento, por Haroldo Araújo

Inaceitável mesmo é supor que ainda tenha alguém capaz de não entender que elegemos um Presidente da República que ganhou prometendo mudar e não vai ser agora que vai retroceder ou olhar para trás. Mal comparando, mas já comparando com a mulher de Ló, que não queria deixar um mundo que não cabia senão num obscurantismo de perversão. Ninguém quer mais habilidade de negociação, tipo toma lá dá cá ou coisa parecida.

Os parlamentares em reunião de líderes, terão que se convencer de que? Se convencer do momento porque passa a situação fiscal brasileira. A prova de que todo o povo brasileiro e a torcida do Flamengo entendeu o problema e mudou o perfil do próprio Congresso Nacional, quando renovou seu quadro em percentuais de 52%. Mais da metade dos seus membros: 267 Deputados. A mudança que querem é também na justiça, perguntem ao Dr. Sérgio Moro.

No Senado da República também não foi diferente, porque das 54 cadeiras em disputa, apenas 8 serão ocupadas por senadores reeleitos. Num total de 81 senadores, mais da metade ocuparão essas vagas. Jair Bolsonaro quebrou todos os parâmetros de apreciação da mídia para ocupação da vaga do posto máximo da nação. Pode-se perceber que há uma vontade de mudanças que está expressa nas urnas. O povo deu um susto no Stablishment e deixou a mídia atônita.

A pior cegueira na política está centrada naqueles que não conseguem enxergar as demandas populares, e não sequer conseguem perceber que essa vontade popular está explícita nos números das urnas. Portanto, ninguém quer políticos habilidosos em negociações. O povo quer mudanças mesmo (palpáveis)  e aqueles que insistirem em olhar para trás vão por um fim em suas carreiras na vida pública. Muitos ainda estão sem entender o momento, após o resultado de 2018.

Voltando ao tempo em que os telefones eram colocados em postes nas ruas e os chamados orelhões, formavam filas de pessoas para fazer uso do aparelho com muito orgulho e a criticar os que demoravam a fazer a ligação e perguntavam ao usuário da frente: Quer uma ajuda? A resposta vinha na lata: A ficha ainda não caiu. Besta é quem pensa que o povo é besta. Se o parlamento quer ser respeitado “Deixe a Ficha Cair” e olhem para a situação fiscal do Brasil.

O governo pretende atender à melhor prestação dos serviços públicos, como a saúde por exemplo e a previdência. O caminho não pode ser outro senão o da correção dos seus próprios destinos (saúde e Previdência) como atribuição e responsabilidade governamental, assim como é direito constitucional. Atribuição que bem poderia ter sido do domínio privado, como muito já se vê aqui e alhures, mas a constituição cidadã de 1988, manteve e mantém, como um direito.

Alguns desavisados não percebem sequer o que diz o Art. 194: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativas dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, a previdência e à assistência social. A saúde e a previdência são os dois itens de maior demanda da sociedade. Sociedade que resolveu que não quer que as coisas continuem como estão. Saúde ou Previdência? Um cobertor curto não resolve

Com a saída de um ministro do atual governo, o repórter pergunta ao Senador Randolfe Rodrigues do Amapá (rede Sustentabilidade), se a saída do ministro, encarregado de fazer a ligação dos parlamentares com o governo, vai atrapalhar a Reforma Previdenciária a ser encaminhada na quarta-feira próxima? Randolfe foi taxativo: Ele era habilidoso. Agora digo eu senador:

A questão não é de habilidade estimado senador do Amapá, mas de bom senso. Evidente que a questão não é de convencimento, mas de como fazer e de suas dimensões. Para aqueles que se dizem defensores dos desfavorecidos, agora mostrem a cara: Façam as reformas.

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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