A prioridade e o foco em 2020 é a economia – HAROLDO ARAÚJO

Os números confirmam a recuperação da confiança na gestão pública. A partir dessa premissa é que os respectivos presidentes dos poderes legislativo e executivo avaliam uma agenda contendo a autonomia do Banco Central e uma nova proposta de reforma tributária. Fica evidente a intenção desses líderes, no sentido de que se tenha um verdadeiro ponto de inflexão na forma de fazer política no Brasil e uma delas é mudar o excessivo protagonismo presidencial.

O foco da política nacional, nas últimas décadas, tem sido a economia. Então nada mudou? Mudou sim, a partir do momento em que o objetivo não é pessoal, mas o povo. Focar na economia é focar no Brasil. O posicionamento do atual governante é permitir a recuperação econômica e os respectivos presidentes da câmara e do senado já perceberam que não existe um protagonismo presidencial, e ele faz muito bem apoiando o seu ministro da economia.

Vejo com naturalidade a atuação de Bolsonaro na condução de projetos em que permite a busca de entendimento de seu ministro da economia com os presidentes da câmara e do senado. São republicanas as suas funções de acordo com o que se poderia esperar de um poder representativo. Não compete ao presidente do poder executivo intermediar propostas ou agendas como as que se propõem nossos representantes no comando da câmara e do senado.

A partir dessa postura presidencial posso perceber que o verdadeiro foco não é do legislativo, mas do poder executivo. A trajetória de aumento dos déficits, foi uma das conquistas ainda no primeiro ano de mandato, porque vem sendo combatida pelo atual governo. Encerramos o ano de 2019, com registro de que o déficit primário, de janeiro até novembro, sofreu queda capaz de assegurar a previsão de encerramento em torno de R$ 139 BI e Isso não é jogar para a plateia.

As previsões de crescimento apontadas pelos mais pessimistas, eram indicadores de estagnação em projeções de cenários futuros para a economia brasileira. Agora, ao apagar das luzes do ano de 2019, já se pensa em crescimento acima de 2% e se revertem em perspectivas ascendentes. Inflação sob controle e juros civilizados reacendem as esperanças de um novo país. Qual será o líder que terá a coragem de se contrapor à essa nova política brasileira? Certamente nenhum.

O atual governo cria uma forma de entendimento na política, em que todos os poderes focam no interesse público. O entendimento se dará na qualidade das proposições e nos objetivos de cada uma das propostas e de modo que cada um dos parlamentares, ao votar, assuma suas responsabilidades quando perceber a pretensão política contida no respectivo projeto a ser votado, mas nunca dará seu voto pelos agrados paroquiais, ou aos currais eleitorais nos estados.

A democracia tem seus embates, freios, pesos, contrapesos e até discordâncias que visam a satisfação da sociedade como um todo e quando possível, preferencialmente, de forma inclusiva. Os debates visam a se chegar à um consenso que satisfaça à busca constante da redução das desigualdades sociais, principalmente, e regionais também. De que adianta empurrar goela abaixo as medidas que mais tarde servirão de revoltas sociais ou quebradeiras?

Não haverá revoltas nas ruas e não haverá prejuízos sociais, quando são obedecidos dispositivos constitucionais e em votações conduzidas de forma transparente e garantia de que a política seja um suporte para as mudanças na área econômica, de forma a trazer de volta os empregos. O CAGED aponta números animadores na criação de oportunidades de trabalho, em números próximos a hum milhão, quando considerados os trabalhadores informais e com carteira.

O que se busca é a legitimidade das medidas e que elas satisfaçam aos anseios da população de obtenção da dignidade com o trabalho. O verdadeiro  foco pode ser entendido como o Brasil.

 

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

Mais do autor

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.