17 razões para manter Paulo Guedes

  1. A Bolsa de Valores está indo bem. A volatilidade das cotações tem permitido boa rentabilidade entre os operadores de curto prazo;
  2. A taxa de câmbio está como o diabo gosta, oscila para cima e depois oscila para baixo, com os mercados futuros tendo plenas condições de atuar com tranquilidade;
  3. Os bancos não estão sendo especialmente perturbados pelas autoridades monetárias para emprestar, nem para cobrar juros e tarifas mais módicas;
  4. Ninguém precisa ficar muito preocupado com o que Paulo Guedes está pensando em fazer – o mais provável é que ele continue sem fazer nada;
  5. O Ministério da Economia já deixou de ser o superministério que se anunciava e a “debandada” deixa o mercado ainda mais tranquilo – o ministro vai colocar outros amigos com quem tenha afinidade e tudo se acalmará;
  6. Paulo Guedes conseguiu a proeza de manter um diálogo com o presidente da República;
  7. Ninguém notou que ele colocou uma granada no bolso dos servidores públicos;
  8. Ninguém notou que as jóias da coroa estão sendo privatizadas fatia por fatia;
  9. Empresários da produção nem sentiram falta do crédito que ofereciam Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES – eles bem que sentiram, mas não têm mais voz, nem vez;
  10. Nos próximos sessenta dias a agenda dele está cheia de negócios – privatizações dos Correios, da Eletrobrás, da gestora do petróleo do pré-sal e outras que ele não conta para ninguém;
  11. As palestras dele são ótimas, animadíssimas, enchem a plateia de ânimo e esperança;
  12. Ele tem ótimas relações com a imprensa;
  13. Ele é liberal, seja lá o que isso de fato significa neste governo que é tudo menos liberal;
  14. Ele até desenvolveu a habilidade de se relacionar com senadores e deputados, até já os chama pelo nome;
  15. Ele já se acostumou com Brasília, se tiverem de trocar, imaginem o trabalho de adaptação do novo ministro com Brasília e com o Planalto;
  16. A população deve estar aliviada por não ter de acompanhar debates sérios e chatos sobre economia;
  17. De que adianta mudar?
Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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