A turba midiática nunca foi boa conselheira, acusa senador do PMDB

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou na tribuna do Senado nesta terça-feira (3) que a decisão do Senado sobre o afastamento, ou não, do senador tucano Aécio Neves (MG) do mandato ficará nos anais da Casa. O parlamentar afirmou ter vindo ao Plenário para tentar participar da votação mesmo com problemas de saúde.

Para Jucá, a decisão do Senado ditará comportamentos futuros dentro do Parlamento e também nos demais Poderes. Para o senador, é fundamental que haja respeito entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Ele classificou o Congresso Nacional como o guardião da Constituição e acredita que é necessário que todos respeitem os seus limites.

— Está se perdendo o respeito por tudo, está se perdendo o respeito pela vida, está se perdendo o respeito pela imagem, pela história, está se perdendo o respeito pela condição humana. Tudo virou um circo. Tudo virou algo a ser explorado. Tudo virou algo que precisa passar no Jornal Nacional.

Romero Jucá afirmou ainda que atualmente achincalhar e tentar destruir as pessoas dá poder. Para ele, os senadores devem ter coragem de enfrentar o que é arbitrário e mentiroso.

O senador defende que o Senado se dê o respeito e não espere o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir o destino de um senador. Ao antecipar seu voto contrário ao afastamento de Aécio Neves, Romero Jucá afirmou que não é possível apenas se guiar pela multidão.

— Mas enquanto eu estiver aqui vou exercer esse mandato na minha plenitude e não vou ser subjugado. Não vou aceitar ilações, não vou aceitar pré-julgamentos, não vou aceitar ser julgado pela turba midiática. A turba nunca foi uma boa conselheira.

Ele foi aparteado pelo senador Fernando Collor (PTC-AL), que criticou a ação do Ministério Público Federal que levou à decisão da 1ª Turma do STF a afastar do mandato o senador Aécio Neves.

— Desde 2012 que venho, dessa tribuna em que V. Exª se encontra, acusando aqueles que assumiram a Procuradoria-Geral da República – e dou nome de dois: o Sr. Gurgel, chantagista; e o Sr. Janot, calhorda –, que venho denunciando as falcatruas desses dois sujeitinhos à toa.

Agência Senado

Osvaldo Euclides

Osvaldo Euclides

Economista e Professor Universitário.

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