Temer acerta de novo: congelamento nas estatais é mero complemento da Lei do Teto dos Gastos, por Jana

Michel Temer vai se qualificando para entrar na história como o estadista que botou ordem na bagunça criada pelos três governos de esquerda populista e irresponsável sob vários aspectos, a começar pelo assombroso descalabro fiscal. É preciso sempre lembrar e repetir que Lula-Lula-Dilma só cometeram aberrações na gestão do país de um modo geral e na gestão fiscal, em particular. Todo mundo viu, todo mundo sentiu.

Trabalhando em silêncio e de forma discreta, como é do seu estilo formiguinha, o presidente Temer e sua assessoria mandaram à Câmara dos Deputados projeto de lei que congela tudo por quatro anos nas empresas estatais: congela salários, congela cargos comissionados e de confiança, congela contratações, congela benefícios diretos e indiretos (como previdência complementar e assistência de saúde). Tudo pode ser reduzido, claro, não pode é ser aumentado. Ao longo desses quatro anos, a estatal adere a um programa do Ministério do Planejamento. É a extensão da Lei do Teto às estatais, uma medida que ajuda a compor a ideia geral das reformas que o mercado pede.

Rodrigo Maia, que joga em tabelinha com Temer, apesar de eventuais divergências de forma, superficiais e irrelevantes, deverá acelerar a tramitação do Projeto. Afinal, ambos estão do mesmo lado e caminham juntos na ponte para o futuro e, como diz a Constituição, os dois poderes têm a obrigação de trabalhar em harmonia. E o Brasil tem uma clara definição pela economia de mercado.

As estatais brasileiras têm sido cabides de emprego de luxo – seus salários estão acima, muito acima, da média de mercado, enquanto seu desempenho tem sido historicamente medíocre e comprometedor. Nem precisa falar que as estatais têm sido também os paraísos da corrupção e do favorecimento de líderes políticos regionais e empresários poderosos. O congelamento é o caminho legalmente possível, pois a redução imediata é proibida.

Tudo isso é necessário, mas ainda insuficiente. O certo era privatizar o máximo possível e bem rapidamente, aproveitando este momento de impulso das reformas indispensáveis e inadiáveis antes das eleições.

O clima de disputa partidária e de discursos populistas não ajuda em nada. É preciso ir mais rápido.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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