Senador cobra de Moro, Dallagnol, Carmen Lúcia, Raquel Dodge e Polícia Federal: “vender o Brasil pode? Não é corrupção?”

Em pronunciamento no plenário no Senado, nesta segunda-feira 6, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) cobrou fortemente os operadores da Lava Jato que assistem passivamente a entrega do país e o desmantelamento do setor público; o senador perguntou diretamente ao juiz Sérgio Moro, ao procurador Deltan Dallagnol, à presidente do STF, Carmem Lúcia, à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e a delegados da Polícia Federal por que nada fazem quando um governo absolutamente mergulhado na corrupção vende o Brasil a preço de banana; “Desbaratar o suado dinheiro que é esfolado dos brasileiros via impostos e dar isenção às empresas mais ricas do planeta é ou não é corrupção? Entregar o preciosíssimo pré-sal, o nosso passaporte para romper com o subdesenvolvimento, é ou não é suprema, absoluta, imperdoável corrupção?”,

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou nesta segunda-feira (6) que as autoridades responsáveis pela Operação Lava Jato estão “presas por suas próprias obsessões”. E isso as teria afastado da realidade da política e da economia do país, facilitando a entrega do patrimônio nacional por um governo atolado em corrupção e comandado por um presidente denunciado duas vezes na Justiça pela prática de crime comum.

Exemplo disso, para Requião, foi o recente leilão de campos do pré-sal, em que o Brasil concedeu R$ 1 trilhão, em benefícios, às ricas empresas do setor que participaram do certame, sem qualquer estudo que amparasse tal decisão e sem levar em consideração que esse dinheiro seria muito bem-vindo em setores como a Previdência.

Independentemente dessas facilidades, tais empresas viriam para cá, porque o custo de extração do óleo do pré-sal é de sete dólares o barril, valor muito menor do que o registrado em processos de extração nos Estados Unidos e no Canadá, afirmou o senador.

Roberto Requião acrescentou que, levando-se em conta o valor de cada litro leiloado, apenas um centavo de real vai para os cofres públicos. E isso aconteceu com o apoio da mídia.

— Um centavo, Moro, um centavo, Dallagnol, um centavo, ministra Cármen Lúcia, um centavo, Raquel Dodge, um centavo, ínclitos delegados da Polícia Federal. um governo de meliantes faz isso e todos fazem cara de paisagem. Viram o rosto para o lado.

Agência Senado

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