Sem adesão do leitor-ouvinte-telespectador não há manipulação?

Se você lê jornais e revistas semanais de informação, está supostamente habilitado a interpretar a linguagem jornalística. Ou não?

Consegue perceber, por exemplo, que existe o mundo real, onde nos relacionamos e construímos cultura. Mas esse mundo real, quando distante do indivíduo, tem que ser observado através do ecossistema da comunicação, onde a realidade é redefinida.

Está acompanhando?

Quando a imprensa oferece como abordagem dessa realidade o propósito da compreensão, ela busca versões diversificadas dos fatos. Quando seu interesse é induzir uma interpretação específica, ela impõe uma versão predominante e, para simular certa isenção, coloca lá no pé da página ou na rebarba da reportagem o tal do “outro lado”.

Acontece que a realidade tem muitos “lados”, porque o mundo contemporâneo é muito complexo.

A mídia tradicional do Brasil, assim como as grandes empresas do setor na América Latina, se caracteriza por um excessivo protagonismo, o que transforma a maioria dos veículos em panfletos políticos.

Mas esse processo só funciona se contar com a adesão dos midiotas.

(Trecho de artigo de Luciano Martins Costa em www.jornalggn.com.br sob título Manual do perfeito midiota 9)

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