Privatização da Eletrobrás: o preço é irrelevante, interessa o futuro, por Jana

A diretiva da questão da privatização da gigante estatal brasileira de energia, a Eletrobrás, está dada. A jornalista Miriam Leitão, que comenta economia na Rede Globo, mas também assuntos jurídicos e políticos, deu as duas informações básicas no seu comentário de meio-dia na segunda-feira. A proposta de modelo para o negócio que tem um formato atraente e que protege os interesses do país e dos consumidores é aquela em que o possível comprador pague uma quantia simbólica, como cinquenta mil reais, por exemplo, e se comprometa a fazer os investimentos necessários para, no devido prazo, melhorar a segurança e a qualidade do suprimento de energia.

Eis um modelo inteligente. Sim, o Brasil é um país cujas dimensões e complexidade já estão a exigir que sua maior empresa de energia faça investimentos para melhorar a gestão, principalmente, que foi prejudicada ao longo dos anos pela nomeação de dirigentes apenas por afinidades político-partidárias. A energia é um bem estratégico e a sua transmissão e distribuição estão a exigir uma administração mais profissional. E, claro, o mercado tem condições de oferecer isso, pois há grandes grupos interessados neste desafio monumental.

É preciso aproveitar o momento em que o mercado está favorável e superar constrangimentos de natureza burocrática irrelevante. Os parlamentares brasileiros precisam pensar no futuro e evitar de olhar para as urnas de outubro e para seus próprios umbigos.

O melhor para o país é privatizar a Eletrobrás, rápido, mesmo que a valor meramente simbólico, e garantir os investimentos necessários para construir o futuro. O Brasil está atrasado e confuso na questão de sua matriz energética e chegou a hora de colocar a eficiência da gestão privada no comando.

O preço é irrelevante, interessa o futuro. Tem razão, Miriam Leitão.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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