AS PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO DÃO VITÓRIA PARA LULA E BOLSONARO FICA EM SEGUNDO, por Eduardo Fontenele

Uma pesquisa publicada recentemente pela CNT revelou que, se fosse candidato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possivelmente venceria a próxima eleição, pois é líder nas pesquisas de intenção de voto, com 32,4% do eleitorado.

Mas como o petista agora está enquadrado na Lei da Ficha Limpa, devido a sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, só resta para a esquerda eleger seu preferido entre Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D’Ávila (PC do B).

A outra alternativa seria o PT lançar a candidatura de Fernando Haddad, mas ele não obteria um número expressivo de votos devido a ser um candidato pouco conhecido no restante do País. Ou seja, fora de São Paulo, cidade onde ele foi prefeito de 2013 a 2016. Ele possui apenas 2,3% das intenções de voto.

A pré-candidata do partido da Rede, Marina Silva, possui 11,2% das intenções de voto, o que a qualifica como a segunda colocada, atrás apenas do deputado Jair Bolsonaro (PSC), que tem 18,3% nas intenções de voto, o primeiro colocado, já que Lula não poderá concorrer. O terceiro é Ciro, com 9%. Ele é a atual principal esperança da esquerda. Boulos e Manuela não alcançaram nem 1% na pesquisa de intenção de voto.

“A extrema direita – que tem Bolsonaro como principal representante -, é diferente da direita moderada, capitaneada pelo neoliberal Geraldo Alckmin (PSDB), que possui 5,3% de intenção no eleitorado.Este possui um discurso menos radical do que Bolsonaro. Por exemplo, Alckmin reconhece as realizações do Governo Lula (2003-2011) no campo do social.

Os partidos de direita possuem ainda como representantes Henrique Meirelles, do MDB, com 0,3%; Rodrigo Maia, do DEM, com 0,2%; e o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello, do PTC, com 1,4%. O presidente Michel Temer, caso venha a se candidatar a uma reeleição pelo MDB, no lugar de Henrique Meirelles, será um grande absurdo, já que Temer goza de uma monumental rejeição da população ao seu governo e é o presidente mais impopular da história da República.

Bolsonaro é o líder das intenções de voto, apesar de ser, com frequência, duramente criticado por uma grande parcela da população. Bolsonaro é considerado misógino, homofóbico e racista.

Em 2014, Bolsonaro agrediu verbalmente a deputada Maria do Rosário, do PT, dizendo que ela não merecia ser estuprada por ele por ser feia demais. Resultado: a deputada petista o processou e venceu a causa. Ele foi condenado a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais para ela.

O deputado, em 2015, ao ser questionado em um programa de televisão sobre como agiria se tivesse um filho gay, disse que isso jamais aconteceria, pois seus filhos tiveram uma boa educação e um pai presente.

Não satisfeito com tantas polêmicas, o deputado também proferiu supostas ofensas contra a população negra e quilombola durante uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em 2017. Ele foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais coletivos. Ele afirmou que, se eleito, não destinará recursos para ONGs e nem vai ter “um centímetro demarcado” para populações indígenas ou quilombolas. Ele disse que foi num quilombo e que o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Disse que eles não fazem nada o dia todo. Acrescentou que nem pra procriar eles serviam mais.

Bolsonaro costuma ser citado como candidato da preferência de uma parte da população mais rica, os eleitores de Bolsonaro costumam ser homens brancos de até 30 anos, com alto poder aquisitivo e curso superior. Já entre a população de baixa renda e entre as mulheres ele não é tão popular. A população mais humilde continua com Lula como candidato de preferência.

Os votos brancos, nulos e indecisos somam 26,7%.

Na pesquisa da CNT foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Estados de todo o Brasil. O nível de confiança na pesquisa é de 95%. A enquete está registrada no TSE com o número BR-09430/2018.

Mais do que um candidato, Bolsonaro parece ser uma antítese de tudo o que Lula representa, um anti-Lula. Seria a resposta da direita para os anos em que o País foi governado pelo PT, com o intuito de desestabilizar e destruir todos os avanços sociais que este período trouxe para a população brasileira.

Eduardo Fontenele

Eduardo Fontenele

Eduardo Fontenele formou-se em jornalismo pela Devry Fanor em 2016, publicou o livro de contos Abstrações em 2017 e é administrador dos blogs Drops de Filmes e Pensando desde 1978.

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