O “efeito Dilma” é para sempre

“… A situação piorou quando a presidente decidiu que iria reeleger-se a qualquer custo. Fez uma campanha trilionária e extremamente agressiva para esconder a realidade. Ao final venceu, execrando a “receita econômica” do seu competidor. Mas já era tarde: a recessão iniciada no segundo semestre de 2014 e a expansão das despesas não tinham mais como ser escondidas.

O ano terminou com um crescimento de 0,5% do PIB, uma inflação de 6,4%, com preços controlados que ajudaram a destruir a Petrobras e a Eletrobras. Pela primeira vez, desde o primeiro mandato de FHC, registrou-se um déficit primário de 0,6%.

A relação entre a dívida pública e o PIB, estável até então, deu um salto. O déficit em conta corrente atingiu inacreditáveis 104 bilhões de dólares, 4,2% do PIB.
O desastre assumiu proporções surrealistas quando Dilma, reeleita, adotou “na marra” o programa econômico do adversário e escolheu para executá-lo Joaquim Levy, um competente economista cujo pensamento é antípoda do seu, sem dar a menor satisfação aos que nela confiaram.

O eletrocardiograma da economia brasileira registrará, para sempre, o “efeito Dilma”…”

(Trecho de artigo de Delfim Netto para a revista Carta Capital)

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