O Brasil precisa abrir-se aos investidores estrangeiros, por Jana

O funcionamento da Justiça no país vive uma espécie de carrossel. Ora sobe, ora desce. Pior do que isso, ora avança, ora recua. Adota posições inovadoras e ousadas em alguns casos, e em outros assume uma postura conservadora inaceitável. O combate à corrupção sem tréguas e sem freios iniciado há pouco mais de dois anos sofre golpe atrás de golpe. É como se a missão já tivesse sido cumprida, e a corrupção tivesse sido efetivamente derrotada.

Não, foi feita uma mudança relevante, foi feito um avanço decisivo na retomada do poder e da democracia, mas a corrupção ainda está de pé, embora abalada. Há ainda que punir e conter algumas lideranças que apenas representam um passado que é preciso a qualquer preço esquecer e afastar do futuro.

O país caminha firme no avanço das reformas liberais. A inteligente Lei do Teto de Gastos, a mais revolucionária reforma fiscal da história do Brasil, a descomplicação das relações de trabalho, agora sujeitas a negociação livre entre as duas partes (empregador e empregado) e a reforma previdenciária em curso são apenas o começo da criação de um ambiente mais propício aos negócios, que só devem submeter-se, no limite, às leis de mercado.

O problema é que a Justiça está começando a atrapalhar o andamento da gestão de montagem e consolidação desse novo ambiente favorável ao crescimento econômico. Para construir essa nova realidade, é preciso fazer alguma “destruição criativa” (leiam Schumpeter). A Petrobrás está num admirável programa de emagrecimento saudável e as estruturas anacrônicas da burocracia federal e da Justiça começam a colocar empecilhos em operações de venda de ativos importantes, alegando regras frágeis do ordenamento jurídico sem sentido (tribunais de conta, por exemplo).

A Petrobrás tem um destino e precisa de liberdade para alcançar esse ponto no futuro, a partir de mudanças radicais na gestão que ao longo de doze anos a levou quase à falência, cometendo erros atrás de erros, investimentos errados atrás de investimentos errados, prejuízos atrás de prejuízos.

Juízo, senhores, o Brasil precisa abrir-se aos investidores estrangeiros. Este é um dos caminhos para o futuro. Tirem as pedras do caminho para o futuro e joguem-nas em quem errou no passado.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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