Não sou político-partidário, mas também não sou cego, por Haroldo Araújo

Tasso Jereissati fez indignado discurso na tribuna do senado, quando abordou a questão levantada por Gleise Hoffmann acerca dos desdobramentos da sessão, em que se deveria ler o relatório sobre a Reforma Trabalhista na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos presidida por Tasso. Ocasião em que seguiu-se o tumulto e derrota de requerimento para suspender a sessão. O Requerimento foi derrotado por 13 a 11.

Tasso Jereissati disse que teve seu microfone arrancado e ficou impedido de dar continuidade à reunião. Evidente que havia intenção de opositores de “melar” o encontro e seguiu-se um grave desentendimento geral. Violências à parte! Uma reunião cujo obtivo era tão somente a leitura do relatório da proposta, precisaria ser encerrada mas não sem antes dar continuidade ao processo democrático. Isso foi feito pelo Presidente.

O que fez o Presidente? Deu vistas coletiva para que todos tivessem acesso ao relatório e para que ninguém pudesse alegar a invalidade da reunião. Após a concessão e diante do tumulto provocado, a sessão foi encerrada. Até aí tudo como manda o bom senso. É recorrente na atual oposição a falta de argumentos e partem para busca de fatos e motes para discursos e recursos regimentais.

Gleise Hoffmann recorreu acusando o Presidente! Tasso se sentiu atingido em sua decisão naquele encontro. O que fez o senador? Transferiu a apreciação dos fatos naquela reunião em que registrou-se um debate fora dos padrões e com violência explicita para a necessária apuração das transgressões ali registradas pela polícia legislativa. Evidente que a senadora reagiu dizendo que não era democrática a atitude e que se tratava de falta de espírito democrático. Contou com apartes acalorados de seus colegas também opositores.

Lindberg Faria se exaltou e deu opinião forte ao que chamamos de descontrole verbal quando em reunião plenário daquela casa e atingiu o Senador Tasso ao chama-lo de “Coronel”. Evidente que deverá se desculpar, até porque Tasso não respondeu à provocação. Quanto à decisão e que é motivo de minha apreciação, tenho a dizer o seguinte: Vistas coletivas foi decisão acertada.

Encerrar a sessão também. Levar o caso à Polícia Legislativa também, por que? Porque houve cenas de pugilato contido na Comissão de Assuntos Econômicos. Agressões à parte, qual será mesmo a finalidade da Polícia Legislativa senão essa? Acho que é chagada a hora de acabar com as vistas grossas ao que se passa recorrentemente em alguns encontros que deveriam ser mais polidos.

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

Mais do autor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *