MAZAGÃO-DE-BAIXO: RIO-SECO ou – Quem te faz SER-TÃO único: ELE ou ele? ou Redemoinho no meio da rua: – Xô-te, diancho! ou LagoAçude: rio reprimido?! por Francisco Luciano Gonçalves Moreira, Xykolu.

MAZAGÃO: HOMEM E SERTÃO!

ou

… no Sertão (…) uma pedra de nascença entranha a alma.”

ou

Veredas: TÃO-SER, TÃO-GRANDE: homem!

ou

Fazer no extremo, onde o risco começa.”

ou

Ah se Rosa tivesse florido cá!…

…?

Bem ali! (beiço inferior estirado, a indicar a direção).

E haja duas léguas bem puxadas, sobre pó e pedra, pó-de-pedra… chão seco e duro. A poeira comendo de esmola no oco do mundo. Estradinha acanhada, magricela… pisada e pisoteada… mas com cara de quem guarda muitos segredos… segredos humanos, complicados, perigosos: assim como viver. Nas margens, a caatinga: mistura enfeada – é verão – de marmeleiros e mofumbos, varapaus espichados apontando pro alto como se buscassem água nas poucas nuvens, porque a do chão… Teimosos, frágeis, dançam ao sabor do vento… Vegetação rasteira, aparentemente sem vida, e espinheiros: unhas-de-gato, malícias ou maliças, outros que tais. Ao longe, uma mata mais fechada, onde se irmanam sabiás – madeira de miolo avermelhado, boa para cercas de pau-a-pique, para estruturas de casa de taipa – e angicos e andirobas e, aqui acolá, paus-d’arco, cuja flor amarela, descaindo em penduricalhos, é prenúncio de inverno – quanto mais, melhor: dizem os mais velhos.

De repente, uma acentuada curva pras direitas, uma maior saliência do terreno esturricado, seguida de um declive brusco, agudo e pedregoso, chão amarronzado e com rusgas: fendas rasas e tortuosas – regos – pelos quais escoaram as últimas águas das chuvas do recente inverno. Mais abaixo, o leito seco do rio: Mazagão velho de guerra expõe as marcas do tempo: feito homem! Apesar do seu estado letárgico, ainda assusta e atrai, ainda mete medo e embriaga. Seu vertedouro? Ora, quando cheio, qualquer nadador medíocre o atravessaria – margem a margem – com poucas braçadas. Sua profundidade?! Ou seria profundeza?! Essa sim: cheio, o mais forte e mais hábil dos homens daquelas paragens tremeria nas bases. Só mesmo a irresponsabilidade gostosa da adolescência… quantos pulos mortais… quantos cangapés… e mergulhos silenciosos e inebriantes, deixando-se ser levado pela veloz correnteza, sem a menor preocupação com o destino… Tínhamos pauta com o cão, e, de Deus, toda a proteção. Pois é. Numa enchente, a velocidade das águas, em leito tão estreito quão profundo, resulta em força: e o velho Mazagão carrega tudo nos peitos, arrasta tudo que encontra pela frente, e pelas margens também… Carrancudo e barulhento, assusta, amedronta. É feio! É forte! É vida! É morte! Dizem que já encontraram um rapazote esperto boiando nas águas do Choró-Limão, pr’aquelas bandas acolá (beiço inferior esticado, indicando a direção), onde o Mazagão despeja a sua carga: as mágoas e rancores e lamúrias e dores dos seus homens… e de suas mulheres também. Sei não, hein!

No momento, ele dorme. E, no seu sono de alguns meses (quiçá não seja de anos!), o velho rio – um dos símbolos da passagem e da travessia – parece observar o que se passa nas suas entranhas. Acolhe: o homem invade a sua alma para sugar até suas últimas reservas: cacimbas que aos poucos se aprofundam. Há paga? Sim! Consciente ou inconscientemente, todos lhe confiam seus desejos e devaneios, seus pensamentos e sentimentos, profundos ou não. Próximo inverno, e tudo aquilo será levado de roldão.

Ô de casa!

Ô de fora!

O vilarejo dos Moreiras: conjunto de doze casas, em duas filas de seis, uma bem à frente da outra, com uma larga rua de chão batido entre elas. No meio da fila à esquerda de quem adentra o vilarejo pelo acesso do rio, uma sobressai pelos seus alpendres: é a casa do pai! Ou melhor, do sinhô Francisco. Dizem as boas línguas que ele viajara Chico pro Acre, onde, seringueiro, jogou carteado com a morte, e voltou Francisco porque não admitia ser chamado daquilo. Não se sabe se é porque voltou estribado ou se é porque lá chico é mênstruo. – Vosmicê sabe, mê fio, aquele negóço que toda muié tem todo meis – assinala a benzedeira. Em cada uma das outras casas, um filho com mulher e não sei quantos filhos; ou filha com marido e não sei quantos filhos. Defronte à casa do velho, a casa-de-farinha: mandioca arrancada, transportada em lombo de jumento, raspada por facas amoladíssimas em mãos ágeis, cevada, ralada ou triturada em rodete instalado em peça rústica de madeira e acionado por bolandeira movida por braço de homem, prensada [quando se extrai a manipueira – suco leitoso e letal –, escoada pacientemente através de quatro ou cinco pequenas redes de pano fino dispostas verticalmente, uma sob outra, em que se decanta a alvíssima e fina goma, restando um líquido aquoso, usado na confeição de molhos caseiros, o mais usual à base de pimenta malagueta], e, finalmente, torrada em forno a lenha, num grande tacho de alvenaria: farinha, tapioca-na-folha-da-bananeira, beiju. E muita conversa jogada fora… Nem o barulho da correia que, num abraço a certa distância, une a bolandeira e o rodete que gira alucinadamente, com barulhos de altos e baixos, nem a atenção que cada um devia ter com o que faziam – e faziam no extremo, onde o risco começa – atrapalhavam a conversa. Todos sempre tinham as suas histórias pra contar, todas apanhadas ao vento, já que autoria nunca sequer se suspeitava, com personagens dali mesmo, mas que não sabiam – ou sabiam e faziam de conta que não –, que protagonizavam, na boca daqueles maledicentes, cenas às vezes grotescas. Festejava-se muito a época da farinhada. Identicamente à de debulha – milho em espigas, feijão em vagem –, o montão no chão da sala e gente conversadeira sentada em derredor… café preto com tapioca ou pão de milho adocicando as novidades.

Sinhô Francisco relaxa em sua preguiçosa e algumas outras pessoas em tamboretes ao longo do alpendre, do lado da sombra, recostados à parede. Outros descansam, quase deitados no parapeito e apoiados nas colunas de sustentação do telhado – ali, de alvenaria; na maioria das outras casas, estacas de sabiá com um V na ponta de cima, para o encaixe da linha também de madeira não trabalhada. Todos olhavam para o nada. Conversa frouxa. A sonolência de um pós-almoço, em que houve mistura de feijão-com-jerimum, arroz no sal e colorau, nacos de carne suína frita em gordura de porco, farofa-de-toucinho, rapadura-de-coco… seguido de um cafezinho-pilado-em-casa, passado na cara do freguês… cheiroso! A terra parecia chorar sob um sol impiedoso. Alguém meio que murmurou:

O sol do sertão é diferente dos demais… queima!

O silêncio se fez resposta. Quanto mais se estendia os olhos pro horizonte, mais nada se via… era como se todos dormissem de olhos abertos. Aos poucos, um ventinho meio morno veio cruzando a rua (largo espaço entre as duas vilas de casas), rasteiro, sombrio… ia desfigurando aquela fumacinha que emanava do chão esturricado. E o ventinho foi se encorpando… se avolumando… crescendo…

O velho Francisco levantou-se carrancudo e caminhou decididamente até a calçada. Os outros homens também já se levantaram, como que adivinhando o que iria ocorrer. Um jumento que teimosamente procurava arrancar raízes do solo embrutecido e estéril ergueu a cabeça, balançou freneticamente o rabo e esticou as orelhas para o alto… e, repentinamente, desandou a correr, escoiceando o vento e, com a goela no meio do mundo, soltava o relincho do pavor. Num canto de cerca, o lixo começou a se mover em sentido algum. Uma nova lufada de vento. No meio da rua, a poeira inicia uma dança esquisita, frenética. Parece emergir do centro da terra, em círculos que giram em seu próprio eixo e que, justapostos, um sobre o outro, o de cima sempre maior que o outro, serpenteiam. A imagem de um longo funil se contorcendo.

É um redemuim! – grita alguém.

É mermo! – os outros, em coro, respondem.

E aquele negócio esquisito, enquanto aumenta de volume, espicha-se em direção ao infinito, fazendo girar consigo tudo o que estiver ao seu alcance. Galos cantam atordoados, galinhas cacarejam amedrontadas, cabras e bodes berram alucinados… os cães latem sofregamente… o Sertão se arrepia… e, com ele, os homens também: todos de pé, numa reverência intrigante. O patriarca dá mais uma passada à frente, tira solenemente o chapéu de palha da cabeça, acomoda-o entre a mão direita espalmada e o peito, e, perfilado como se fosse para um combate – de capa e espada –, cabelos brancos esvoaçantes, infla o peito e dá a ordem:

Xô-te, diancho! Vai-te pros quintos dos infernos!

Dava pra perceber o respeito que todos tinham por ele, pelo sinhô Francisco, é claro! Aos poucos, do jeito que começou, aquilo se foi findando. E a tranquilidade tomou conta daquelas criaturas.

Dentro de casa, as mulheres ainda ajoelhadas, diante do santuário agora empoeirado, debulhavam contas de rosário, convictas de que as orações a Deus e aos santos-de-fé é que tinham desfeito a trama do Gramulhão. Amém.

E que Deus seja louvado!

Para todo o sempre. Amém!

Dos filhos do sinhô Francisco, o mais velho era o que menos aparentava ser sertanejo. Costumava reunir as pessoas para uma boa leitura, quase sempre tirada de uma bem conservada bíblia que ganhara dos padres jesuítas. Lia, apenas. Não fazia comentários. Cada um que fizesse a interpretação que bem entendesse. A sensação era de que poucos compreendiam aquelas parábolas, as cartas aos tessalonicenses, o porquê de Moisés ter quebrado as tábuas da lei e o castigo das mulheres que viraram estátuas de sal. Mas sempre estavam ali, compenetrados, atentos. No vilarejo não havia capelinha sequer. Mas ali todos eram católicos e apostólicos e mazagonenses.

Na santa graça do Altíssimo!

De Maria e de José, a nossa devoção também é!

Pra encurtar a história, pois não é que o bíblico cismou de interpretar o Apocalipse!

Enclausurou-se em seu quarto. Mulher e filhos já preocupados apelam pro pai Francisco que não foi sequer recebido pelo filho. Aquilo de entender as previsões do fim dos tempos: um redemoinho se instalara na sua cabeça e se espalhara pelo seu ser: corpo e alma. Só ele e João, o Evangelista, é que trocavam ideias… e que ideias… e que linguajar…

Que Deus o tenha! – desejou acabrunhado o sinhô Francisco quando soube da morte do filho, em um desses hospitais que cuidam de miolos moles. E um silêncio apocalíptico se fez notar. O homem do sertão não divulga os seus pensamentos, nem deixa transparecer com exageros os seus sentimentos. Rudes na carcaça, ricos de alma, de interior. No Sertão, a pedra cabralina não tem muito o que ensinar. No Sertão, aprende-se. Faz-se homem. No Sertão, a pedra nasce com o indivíduo, com ele cresce, com ele morre. Apenas um pouco de pó fica pelas veredas da vida. Que será recolhido ou não.

Eita Sertãozão! Escola da vida!

Menino dos seiscentos diabos, sai já dessa água quente! Tu ainda vai morrer, peste! Ou matar a gente de preocupação, trambolho!

É pra já, mãinha! Num se avexe, não!

No meu sertão, a água corrente é efêmera, é passageira mesmo. Fim de inverno, Mazagão seca. É Rio-seco… O que se foi já era. O que ficou imbrica-se no ermo da alma sertaneja, interna-se no âmago do homem rude, mas experiente, vivido, culto do seu mundo. Capaz de prenunciar um inverno pela formação do formigueiro, pela abertura do ninho do joão-de-barro, pelo posicionamento das estrelas, pela temperatura e direção do vento. Que antevê uma seca pelo ninho que a rola-pé-de-anjo fez no sangradouro do açude, pela ninhada de famintos cachorrinhos que a cadela Traíra, boa de caça, despejara às margens do Rio-seco. Impressiona, no mínimo.

A alma do sertanejo é como as suas águas. Não chegam à indecisão das ondas do mar, que vão e voltam, sem ter nem pra quê; que se avolumam e se apequenam. Não se movem adiante, não seguem em frente como as águas do rio perene; que se renovam sempre. A alma do sertanejo forma-se num Rio-reprimido: água parada, tranquila na superfície, perigosa nas profundezas. Atravessá-la requer muita coragem, muita astúcia, muita ciência. É a serenidade aparente de uma lagoa ou de um açude, mas não se vai por aí. Deixa-se sugar pelo sol causticante. Alimenta-o, até. Mas não abandona o chão que tanto ama. E se, por acaso, sente-se obrigado a partir – o homem, na seca; o açude, no inverno mais pesado –, fazem-no aos trambolhões, desconcertados, desnorteados. São o que são no seu meio, no seu leito.

O açude ficava por trás do vilarejo dos Moreiras, erguido numa plataforma que se erigia entre um vale por onde corre o Mazagão e um outro onde se levantou a parede de barro carregado em lombo de burros e jumentos. Às vezes, conseguia varar todo o verão. Roupas eram lavadas no vertedouro: magras mulheres com latas d’água na cabeça protegida por rodilhas de pano, indo e voltando. Aos animais de carga o mesmo tratamento, os quais, identicamente ao gado bovino, matavam a sede em cochos cavados em troncos de madeira. A pesca se fazia com um certo controle. Banhos só eram permitidos no período da sangradura. O risco – que se evitava – era o banhista teimoso ser aprisionado pela lama que se formava no fundo do açude, resultado do processo de decantação. O homem do sertão também decanta as suas mágoas, as suas dores, os seus pensares, os seus amores. Enquanto matuta, em meio a gostosas cachimbadas, vai reprimindo as suas pedras – perdoe-me, João Cabral, pelo empréstimo! – que nas suas entranhas constroem a sua educação. Se no açude a lama é o perigo, apesar de também ser fonte de vida – habitat de traíras: as paus-de-nega são verdadeiros prêmios aos pescadores de tarrafa, e de muçuns: peixe de corpo serpentiforme, de carne deliciosa, principalmente se cozido em leite-de-coco –, no homem o fundo da alma é a sede da sabedoria, do conhecimento de mundo… perigoso, porque “Viver é perigoso”.

Pr’onde tu vai, menino?

Vou caçar de baladeira.

Caçar o quê, menino?

Rola pra vender na feira.

E o caçador-mirim se embrenha mata adentro. Quem o conduz? Um conhecimento aprendido com a vida: o pó-de-pedra recolhido, que nas suas entranhas já se faz pedra. Embornal cheio de pedrinhas arredondadas, muitas colhidas no leito seco do rio. Olho atento para as copas das árvores. Pé ligeiro e leve. Veredas que se abrem ao seu passar. Voltará? Sim. Na mente, é como se tivesse impregnado um mapa daquele emaranhado de caminhos que levam ao nada e ao tudo. Uma paradinha aqui, outra acolá. Verifica um quixó, armado para pegar presas rasteiras.

Menino, cuidado com as cobras! Se uma te morder no meio do mato, os urubus é que vão apontar pro teu corpo. Ouviu bem?

Ouvi, sim, mãinha. Num carece de se preocupar comigo não. Já sou homem feito!

Quero já ver isso, menino!

Pois num é que num vou mostrar mermo!

Mais adiante, uma arapuca está desarmada, dentro uma enervada perdiz. Abaixa-se calmamente, levanta com muito cuidado uma das pontas da arapuca e, antes que a ave se debata muito, pega-a pelos pés. Acaricia as penas do assustado ser, no sentido cabeça-rabo e, num impulso de sobrevivência, arremessa a cabeça da perdiz na haste de um marmeleiro. O feijão ganha assim um adjutório. Avança mata adentro, pela vereda certa: à pobre perdiz vem juntar-se uma rola-caldo-de-feijão, abatida com um tiro certeiro enquanto cantava apaixonadamente – era um macho em conquista de sua fêmea que certamente estava ali por perto. Aproxima-se de uma área onde o mato rasteiro é mais volumoso: afasta algumas folhas e galhos e checa – é o fojo armado ontem. Sem a areia que o disfarça, a tábua falsa à mostra: tudo indica que há ali uma presa. Tal qual macaco velho, não mete a mão de uma vez no buraco; antes espia por uma brecha do alçapão. Acuado, um bem nutrido preá vai melhorar o rancho de amanhã.

É um dos processos de formação do homem do sertão. Sobrevive com o que o meio lhe oferece. Não é muito, mas o suficiente. Integra-se ao meio. Nasce com ele, cresce com ele, forma-se nele e até morre nele. São como irmãos gêmeos. Não há agressão. Há parceria; sim, essa parceria que tanto a globalização e a internetização propagam. O homem senhor do mundo. É isso que se dá no sertão dos Moreiras, como no dos Rosas, dos Ramos. Porque o sertão é o mundo. Porque o sertão é o homem. As suas fantasias, os seus sentimentos, os seus sonhos, as suas filosofias, os seus encantamentos, a sua fome, a sua sede, as suas dores, as suas incertezas, os seus amores…

[“Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem, não, Deus esteja.”]. É meu filho com sua lazarina, de carregar pela boca, que, graças ao meu bom Deus, deve de ter conseguido um adjutório pro feijão que já esquenta no fogão a lenha. [“Cerro. O senhor vê. Contei tudo. Agora estou aqui, quase barranqueiro. Para a velhice vou, com ordem e trabalho. Sei de mim?”]. Lembro-me do sinhô Chico – Chico, não; Francisco… valha-me, meu Deus! – contando os seus causos, para mais de vinte netos, sentados naquele chão amarronzado: ele na sua espreguiçadeira, cabelos brancos esvoaçantes, camisa e calça de mescla, perfil de cabeça-de-vasta-prole. Eles, atentos, alguns certamente criando imagens de uma época que lhes parecia já vivenciada, recolhendo o pó-de-pedra, daquela pedra diferente, especial, com a esperança de, retendo-o nas suas entranhas, qual água de açude, de lagoa, possam um dia alcançar o mesmo estágio de vida, com um perfil pelo menos parecido com o do velho sinhô Francisco.

Não, não é fácil escrever. É duro como quebrar rochas. Mas voam faíscas e lascas como aços espelhados.” [Clarice Lispector, em A hora da estrela – Rio de Janeiro: Rocco, 1998; pág. 19].

[Trabalho produzido como atividade curricular da disciplina Literatura Brasileira IV, no curso de Letras da Universidade Federal do Ceará – UFC, em outubro de 2000, baseado em fatos reais, embora os nomes, os detalhes dos personagens, os traços, as circunstâncias e as situações tenham sido modificados, verificando-se, assim, a desrealização do real, e publicado, às págs. 83 a 92, no livro Sessenta – Uma miscelânea textual, com que celebrei a minha passagem para a inquietante fase sexagenária (junho/2012).]

Luciano Moreira

Luciano Moreira

Graduado em Letras, ex-professor, servidor público federal aposentado.

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