Jornalista lembra Dilma enfrentando sistema bancário

Trecho de artigo de Saul Leblon em www.cartamaior.com.br:

À memória:
em 2012, quando a Presidenta Dilma abraçou a agenda da redução dos juros como um requisito à renovação da política econômica, a mídia que hoje aquiesce para a necessidade de acelerar a queda das taxas abriu fogo;
Dilma insistiu, como noticiava O Globo em 09/04/2012:
‘O Brasil deve passar por uma fase de reordenamento de todas as variáveis pouco competitivas. A redução dos juros (uma delas) é uma questão de equilíbrio. Eu espero que haja um processo de convergência dos juros para patamares internacionais’, explicava diante da urgência de se reorganizar a máquina do crescimento com ênfase no investimento, não mais no consumo.
O governo apostou alto nesse jogo.
Tão alto que trincou de vez os laços com ‘os mercados’ (o dinheiro grosso a juro)
Enquanto Dilma exortava a banca, ferramentas indutoras eram acionadas.
Em abril de 2012, a Caixa Econômica Federal (CEF) sucedia o Banco do Brasil na redução das taxas em várias linhas de financiamento.
Era um fogo de barragem do sistema financeiro estatal (hoje em processo de desmanche pelo golpe) para emparedar as taxas na banca privada.
Tratava-se, entre outras coisas, de forçar a queda do spread (leia-se, do megalucro) em todo o mercado.
Os bancos privados tiveram que apresentar um plano à sociedade nessa direção.
Fizeram-no a contragosto.
A coalizão contra Dilma começou a ser urdida nesse braço de ferro em torno do lucro bancário (dos acionistas de bancos…).
Seu fracasso na urna em 2014 acionou o plano B, que ora afunda a nação no lodo

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