Hora de defender a Rede Globo, por Jana

A Rede Globo está sendo atacada e cabe a cada brasileiro o dever de cerrar fileiras em sua defesa. Ela está sendo indevidamente acusada de corrupção na negociação de direitos de transmissão de jogos de futebol com entidades esportivas do país, do continente e do mundo.

A Rede Globo, antes de mais nada, não custa lembrar, é a presença brasileira de maior prestígio no exterior. É o seu padrão de qualidade em produção de obras de ficção, com destaque para as novelas (o nosso já tradicional seriado de alto nível) que divulga o Brasil e sua gente, tornando-se merecedora de inúmeros prêmios e amplo reconhecimento. A Rede Globo é o Brasil moderno e competente, que vence a competição dentro do jogo e das regras de mercado, sem favores oficiais.

Quanto às acusações de agora relacionadas ao futebol, vamos para o ponto de partida. Não há dinheiro público diretamente envolvido nesses torneios e no negócio de transmissão televisiva. Não há governos envolvidos e não há dinheiro de impostos. Tudo é privado. E nos negócios entre atores privados há lucro e prejuízo, não propinas e corrupção. Não pode e não deve o poder público imiscuir-se nas transações de qualquer tipo entre agentes e pacientes particulares, que negociam com seu dinheiro próprio.

A Rede Globo é também, não custa lembrar, a maior integradora nacional. Ninguém contribuiu e contribui tanto para fazer do Brasil um país unido, integrado, sem divisões, sem conflitos e sem ódios. Ela une, reúne e integra.

Está certo o Ministério Público Federal em ignorar os pedidos de investigação contra a instituição acusada de forma imprópria e injusta. Que o MPF se resguarde e guarde seus recursos e seus procuradores para emprego em ações e investigações mais produtivas. Que o MPF mantenha o foco na corrupção e nas organizações criminosas já identificadas e que conclua os processos iniciados antes das eleições, que é a maneira mais eficaz de proteger o povo brasileiro de novos erros.

Basta de moralismo frágil e enviesado. É preciso tirar o país da crise e dar emprego aos treze milhões de brasileiros prejudicados por quase quinze anos de incompetência e má-fé. Essa é a tarefa urgente a ser começada logo depois de completadas as reformas modernizantes que mal começaram, mas que já demonstram quão acertado foi o impeachment. Que não venham os derrotados buscar uma vingança injusta e inoportuna.

Jana

Jana

Janete Nassi Freitas, nascida em 1966, fez curso superior de Comunicação, é expert em Administração, trabalhou como executiva de vendas e agora faz consultoria para pequenas e médias empresas, teve atuação em grêmios escolares quando jovem, é avessa a redes sociais embora use a internet, é sobrinha e neta de dois vereadores, mas jamais engajou-se ou sequer chegou a filiar-se a um partido, mas diz adorar um bom debate político. Declara-se uma pessoa “de centro”. Nunca exerceu qualquer função em jornalismo, não tem o diploma nem o registro profissional. Assina todos os textos e inserções na internet como “Jana”.

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