Fórum de 19 países quer zerar a fome em 100 territórios, relata senadora do PT

A senadora Regina Sousa (PT-PI) alertou em Plenário, nesta quarta-feira (1º), para o alto índice de pessoas que estão passando fome no mundo e destacou instrumentos para combater o problema.

Regina Sousa, que esteve em Montevidéu na última semana para participar do VIII Fórum da Frente Parlamentar Contra a Fome na América Latina e Caribe, disse que mais de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo e destacou que os 19 países que participaram do fórum se comprometeram com uma meta de cem territórios sem fome. Segundo ela, os países devem delimitar os territórios mais vulneráveis e, então, tentar, zerar a fome neles.

— Ficou o desafio para os países-membros delimitarem os seus territórios e empreenderem ações que possam zerar a fome. A gente está chamando de fome zero mesmo o nome do programa, cem territórios fome zero — explicou.

Além disso, Regina ressaltou que os países devem buscar em uma ação com a mídia, ganhar a adesão dos jornalistas e comunicadores para fazerem uma campanha mundial sobre a questão da fome no mundo. A senadora também defendeu uma legislação que possa fazer frente à questão da fome, independente da mudança de governos.

Conforme explicou, o Brasil corre um sério risco de voltar a compor o mapa da fome, já que vários programas sociais, entre eles, os que tratam da agricultura familiar, merenda escolar e aquisição de alimentos, sofreram cortes drásticos no orçamento de 2018.

Feminicídio

A senadora ainda usou a tribuna para lamentar a morte da estudante de Direito piauiense Camila Abreu. A estudante desapareceu no último dia 26, mas foi dada como morta nesta terça-feira (31), após conclusão de investigações da Delegacia de Homicídios de Teresina (PI). A polícia suspeita que tenha sido assassinada pelo próprio namorado, que é policial militar.

Regina Sousa destacou que os assassinos estão desafiando a lei do feminicídio e defendeu medidas que possam frear esses crimes, entre elas, as que tratam de um processo educativo da população.

— A impressão que a gente tem é que o feminicídio está aumentando no Brasil. Precisamos que homens e mulheres pensem como enfrentar essa questão — ponderou

Agência Senado

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