Finalmente a ficha do Presidente Temer caiu, por Haroldo Araújo

Ainda que bem intencionados, chefes da nação não devem apontar caminhos aos empresários e investidores e nem orientar escolhas. Não podemos dizer que Michel Temer fez isso, mas podemos afirmar que o benefício mútuo manifesta-se no distanciamento das decisões de negócios e riscos. Os mais cautelosos mantêm uma relação institucional e de forma que ambos os atores, empresários e governantes, fujam do alcance de acusações prejudiciais a ambos.

Não querendo dizer que não tenham plena ciência do que se passa dentro e fora do país. Agora, por exemplo as incertezas eleitorais trazem uma redução do ritmo da retomada do crescimento do PIB. Fora do Brasil, o governo americano já decidiu sair do acordo com o Iran e isso já determina uma especulação em torno da conjuntura internacional. Assim é que o dólar bate recordes de altas. As oscilações obrigam ao BC atuar na compra e na venda de SWAPS cambiais.

Os candidatos à Presidência da República não podem deixar de se manter atualizados e bem informados para sustentar um debate com a mídia em geral, sob pena de perderem a confiança dos eleitores. Outro item da confiança se relaciona com a questão levantada pela operação Lava Jato em que o leque de envolvidos se amplia e isso é fundamental para a credibilidade de toda a classe política. Temer já percebe que sua vez deve ser cedida ao seu ministro da Fazenda.

Não podemos contemporizar com a falta de uma postura adequada dos candidatos ao cargo máximo da nação brasileira. O desejo de alguns é que o tema central dos debates seja a economia. Afinal é o bolso a parte mais sensível dos eleitores e a situação que vivenciamos exige um grande preparo dos candidatos no particular tema. Já constatamos alguns nomes de peso na análise econômica e com formação na área, assessorando os candidatos a candidatos.

Políticos experientes já mostram seus fiéis escudeiros nos assuntos econômicos e podemos citar para não ficar em conversa. Marina Silva ouvindo o Dr. Eduardo Gianetti da Fonseca. Geraldo Alckmin atento ao que diz Pérsio Arida e Bolsonaro ouvindo o que diz Paulo Guedes. O mais contundente tem sido o assessor de Ciro Gomes, Dr. Mauro Filho, que parte na frente e já se expõe comentando a volta da CPMF e a saída da Previdência pelo regime de capitalização.

Estão certíssimos os candidatos ao colocarem seus economistas para pensar. Afinal o debate com a sociedade ajudará no aperfeiçoamento das intenções de mudanças a serem colocadas em prática num plano de provável governo eleito daqui a menos de 150 dias. Ninguém aceita demagogia e nem promessas que sabemos não se sustentam sem que a sociedade tenha um estudo de viabilidade e com amplo debate. O economista de Temer é o ministro Meirelles.

Sugerimos aos dignos orientadores, técnicos do mais alto gabarito que usem toda sua competência para excluir dos discursos de suas excelências o viés do apelo ideológico e que, posto em prática, não mostrou resultados satisfatórios e ao contrário já causou prejuízos a nossas empresas. Esse risco se evidencia quando deixamos de observar a diferença entre questões técnicas e essenciais ao desenvolvimento econômico de abordagens com fins políticos.

São indispensáveis ao discurso: a fiel observância de nossa realidade econômica e ao disposto na Constituição da República. As Instituições precisam ser respeitadas em seus objetivos. BC, por exemplo, cuja finalidade precípua é a preservação do poder de compra da moeda. Uma linha de atuação republicana entre a gestão das Instituições de estado com as do governo. Os candidatos precisam de assessoria e isso evita levar os bem intencionados para o descrédito.

Michel Temer sabe que Meirelles foi Presidente do BC, exerceu muito bem a missão para a qual foi designado de Ministro da Fazenda! Temer não tem saída para não indicar Meirelles candidato17

Haroldo Araujo

Haroldo Araujo

Funcionário público aposentado.

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