A estratégia ao falar, por Danilo Ramalho

A palavra é divina. Eis uma constatação verdadeira, afinal, foi usando dela que Deus fez nascer a criação: “Fiat Lux!” Usando-a, incontáveis gerações aprenderam, ensinaram, narraram, sonharam e amaram. Pela palavra nasce a poesia, a canção, a comunicação em suas inúmeras aplicações, dentre elas, a pessoal.

​No Século XXI, a comunicação é estratégia de sobrevivência, para negócios, governos e pessoas. Mesmo com tantas razões, ainda se vê tantos exemplos de profissionais pouco afeitos às técnicas clássicas e modernas de comunicação.

Para que ninguém diga que foi por falta de aviso, eis algumas dicas para não desperdiçar suas chances de emendar uma boa fala, quando elas aparecerem. E elas vão aparecer, afinal, vivemos em sociedade e não em ilhas.

Evite assuntos que falem apenas de você. Não que seja proibido introduzir uma fala com um acontecimento do dia ou da vida, desde que seja um ponta pé para prender a atenção de todos, mas, ficar falando sobre o quanto você é “isso” ou “aquilo” e o quanto já fez na vida, tornar-se-á enfadonho após os dois primeiros minutos;

Não monopolize a conversa. É de muito bom tom inclusive, convidar os ouvintes a fazerem parte do diálogo, emprestando a este o ponto de vista de quem o ouve.

Não seja aquele que tem uma resposta que contradiz o outro. É muito irritante quando alguém fala e há, no meio, aquele que sempre discorda de tudo. É claro que você pode discordar de tudo, porém, guarde para você a maior parte destas discordâncias;

Voltaremos a este assunto.

Danilo Ramalho

Danilo Ramalho

Jornalista, Consultor e Professor na Academia da Palavra

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